5 de junho de 2012

PRODUTORES RURAIS DO TOCANTINS INDEFESOS NAS RECLAMAÇÕES TRABALHISTAS E COBRANÇA SINDICAL.

Todo ser humano, que trabalha, tem sua representação de classe, seu órgão de defesa quando seus direitos são agredidos ou violentados. Menos os empregadores rurais do Estado do Tocantins. Embora tenham como representante máxima da classe, que presidi a CNA, os sindicatos rurais, que compõem a FAET, estão desprovidos de advogados para a defesa de seus interesses, mormente, quando ficam no pólo passivo de uma reclamatória trabalhista. Ao receberem a citação da junta trabalhista, os empregadores ficam quase loucos sem saber a quem recorrer. Acabam por cair nas mãos de alguns profissionais que não tem conhecimento técnico especializado para a defesa de tais empregadores. 

Por outro lado, com o advento da era PT, a justiça do trabalho é mais conclusiva do que antes. Sempre condena o empregador sem ouvir sua defesa. Do outro lado está a CNA, Presidida pela Senadora, que tem a justiça do Trabalho como sua aliada no recebimento das contribuições sindicais. Se o empregador não pagar sua anualidade, é capaz até de levar a fazenda de seu aliado a praça, como fez no processo de “seu” João Pimentel de Moraes, forçando-o a um acordo inesperado e contundente. Minha fazenda encontra-se no município de Porto Nacional, e durante os 23 anos em que aqui trabalho, nunca assisti uma palestra ou chamamento do Sindicato Rural, na tentativa de esclarecer os produtores sobre seus direitos de defesa. Sequer tem advogado contratado para atuar nas citadas defesas trabalhistas. 

Só pensam em festas. Nas festas agropecuárias, aparecem os oradores com discursos intermináveis, inclusive a Presidenta. Os produtores, indefesos, aplaudem sem saber que a qualquer momento podem ser executados pela CNA, ou processados na justiça do trabalho por qualquer reclamação, não tendo onde socorrer. Os sindicatos seus estão desprovidos de advogados e o dinheiro da contribuição sindical, pago a CNA, tem destino certo, a eleição de filhos da Presidente e manutenção dela no poder. O poder pelo poder. Dizendo um advogado que trabalha na cobrança de imposto sindical, na região de Gurupi, 
 
Dueré, disse-me que só por lá recebeu no ano de 2010, mais de um milhão e meio, de contribuição sindical. Isto só na execução contra os Produtores rurais. Pensam o quanto a CNA tem recebido no Estado, ao longo desses anos. E mais, tivessem os produtores rurais pelo menos retorno na defesa de seus interesses, mas não, o retorno é minguado. Com a tentativa de aproximação da Senadora com a Presidente Dilma, piorou ainda, e isto foi diagnosticado no veto presidencial de parte do Código Florestal. A CNA, ficou encolhida, tímida, não querendo desagradar a Presidente da República. 
  
 Voltando as reclamações trabalhistas, ao contrário dos sindicatos patronais, a CONTAG tem dado todo apoio necessário aos empregados nos sindicatos dos trabalhadores rurais, que deitam e rolam com advogados vindo de Brasília. Numa total humilhação aos patrões indefesos. Alguns ricos, mas indefesos. Calados, omissos, desunidos aceitam uma pessoa só presidir FAET e CNA. Uma vergonha para a classe empregadora rural do Tocantins.
 
Por Waldiney Gomes de Morais ( Produtor Rural - Porto Nacional Tocantins)

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