Todo
ser humano, que trabalha, tem sua representação de classe, seu órgão de
defesa quando seus direitos são agredidos ou violentados. Menos os
empregadores rurais do Estado do Tocantins. Embora tenham como
representante máxima da classe, que presidi a CNA, os sindicatos rurais,
que compõem a FAET, estão desprovidos de advogados para a defesa de
seus interesses, mormente, quando ficam no pólo passivo de uma
reclamatória trabalhista. Ao receberem a citação da junta trabalhista,
os empregadores ficam quase loucos sem saber a quem recorrer. Acabam por
cair nas mãos de alguns profissionais que não tem conhecimento técnico
especializado para a defesa de tais empregadores.
Por outro lado, com o
advento da era PT, a justiça do trabalho é mais conclusiva do que antes.
Sempre condena o empregador sem ouvir sua defesa. Do outro lado está a
CNA, Presidida pela Senadora, que tem a justiça do Trabalho como sua
aliada no recebimento das contribuições sindicais. Se o empregador não
pagar sua anualidade, é capaz até de levar a fazenda de seu aliado a
praça, como fez no processo de “seu” João Pimentel de Moraes, forçando-o
a um acordo inesperado e contundente. Minha fazenda encontra-se no
município de Porto Nacional, e durante os 23 anos em que aqui trabalho,
nunca assisti uma palestra ou chamamento do Sindicato Rural, na
tentativa de esclarecer os produtores sobre seus direitos de defesa.
Sequer tem advogado contratado para atuar nas citadas defesas
trabalhistas.
Só pensam em festas. Nas festas
agropecuárias, aparecem os oradores com discursos intermináveis,
inclusive a Presidenta. Os produtores, indefesos, aplaudem sem saber que
a qualquer momento podem ser executados pela CNA, ou processados na
justiça do trabalho por qualquer reclamação, não tendo onde socorrer. Os
sindicatos seus estão desprovidos de advogados e o dinheiro da
contribuição sindical, pago a CNA, tem destino certo, a eleição de
filhos da Presidente e manutenção dela no poder. O poder pelo poder.
Dizendo um advogado que trabalha na cobrança de imposto sindical, na
região de Gurupi,
Dueré,
disse-me que só por lá recebeu no ano de 2010, mais de um milhão e
meio, de contribuição sindical. Isto só na execução contra os Produtores
rurais. Pensam o quanto a CNA tem recebido no Estado, ao longo desses
anos. E mais, tivessem os produtores rurais pelo menos retorno na defesa
de seus interesses, mas não, o retorno é minguado. Com a tentativa de
aproximação da Senadora com a Presidente Dilma, piorou ainda, e isto foi
diagnosticado no veto presidencial de parte do Código Florestal. A CNA,
ficou encolhida, tímida, não querendo desagradar a Presidente da
República.
Voltando
as reclamações trabalhistas, ao contrário dos sindicatos patronais, a
CONTAG tem dado todo apoio necessário aos empregados nos sindicatos dos
trabalhadores rurais, que deitam e rolam com advogados vindo de
Brasília. Numa total humilhação aos patrões indefesos. Alguns ricos, mas
indefesos. Calados, omissos, desunidos aceitam uma pessoa só presidir
FAET e CNA. Uma vergonha para a classe empregadora rural do Tocantins.
Por Waldiney Gomes de Morais ( Produtor Rural - Porto Nacional Tocantins)