Durante a sessão plenária da
Assembleia Legislativa do Maranhão desta terça-feira (02), uma comitiva dos
trabalhadores da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA) ocupou
as galerias da Casa.
Os funcionários da CAEMA
estão em greve desde o dia 19 de junho. A data-base da categoria é o dia 1º de
maio e o Sindicato entregou a pauta de reivindicações à direção com
antecedência, esperando a negociação que demorou a acontecer.
Quando finalmente, a Direção
se propôs a negociar com os funcionários, a CAEMA alegou estar passando por
dificuldades financeiras e que seria necessária a realização de cortes.
A Direção quer cortar o auxílio
alimentação, o Plano de Saúde, Garantia de emprego, o Programa de Preparação
para Aposentadoria e o abono de ponto para empregados universitários.
A proposta dos cortes, que
prejudicarão a categoria, partiu do Governo do Estado. Os funcionários reclamam
da terceirização e precarização do serviço oferecido pela CAEMA. Eles alegam
que o Secretário de Estado de Saúde, Ricardo Murad, transformou a CAEMA em um
cabide de empregos.
O deputado estadual Bira do
Pindaré (PT) defendeu a classe de trabalhadores e sugeriu ao Secretário que ele
faça cortes nos 485 cargos comissionados que acomodam, na CAEMA, as indicações
políticas do grupo Sarney.
Para Bira, o Secretario
também poderia cortar o contrato milionário com uma empresa de assessoria
jurídica, no valor de R$ 2 milhões por ano, tendo em vista que a CAEMA já tem
advogados no quadro. Além disso, a CAEMA, que alega estar passando com
dificuldades financeiras, não para de abrir novas gerências pelo interior do Maranhão.
O parlamentar sugeriu que o
Secretário de Saúde aconselhe a Governadora a cortar o “Conselhão” e/ou “Bolsa-eleição”.
O “Conselhão” foi criado pela Governadora para poder acomodar seus cabos eleitorais
que perderam a eleição no interior e cada um vai receber R$ 5.850 por reunião.
São 205 pessoas, nomeadas
pela Governadora, que recebem a “Bolsa-eleição” no Maranhão para participar de
uma reunião por mês. Para o petista o corte deste “conselhão” amenizaria
bastante os gastos do Governo do Estado.
“Querem fazer economia? Por
que não acabam com o conselhão, que é uma vergonha, uma imoralidade, um
desperdício que serve apenas para empregar pessoas que vão atuar como cabo
eleitoral? Por que não acabam com isso?”, questionou Bira.
Outro ponto abordado pelo
deputado Bira foi o péssimo serviço prestado pela CAEMA a população do
Maranhão. O Deputado isentou os funcionários da Companhia de culpa pelo serviço
de abastecimento de água e saneamento deficitários. Bira responsabilizou
exclusivamente a o Secretário de Saúde e a Governadora pelos problemas da
CAEMA.
“Se a Caema tem problemas, a
culpa é de quem governa e não dos trabalhadores que tem responsabilidade com o
interesse da população, porque essa gente que está aqui e sua a camisa em baixo
de sol a pino para resolver os problemas da água e esgoto em todo canto do
Maranhão, para eles nós temos que tirar o chapéu”, concluiu Bira.
BNC Parlameno Estadual