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Câncer |
O uso da imunoterapia contra o câncer foi escolhido como o maior avanço
científico do ano pela revista "Science". A estratégia, que consiste em
fazer com que o sistema imunológico dos pacientes reconheça e ataque
células tumorais, deu provas concretas de que pode funcionar e tem
potencial para revolucionar a oncologia. O tema é pesquisado desde a
década de 1980, com altos e baixos - incluindo várias decepções. Em
2013, porém, resultados preliminares de um grande ensaio clínico, com
mais de 1,8 mil pacientes com melanoma (câncer de pele), deram uma nova
injeção de ânimo no campo
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Aids |
Uma equipe de virologistas dos EUA anunciou, em março, o primeiro caso
de cura "funcional" da Aids, ou seja, a presença do vírus é tão débil
que o organismo consegue controlá-lo sozinho. Trata-se de uma criança
que nasceu com o HIV transmitido pela mãe e recebeu remédios menos de 30
horas após o parto. A única cura total da Aids oficialmente reconhecida
ocorreu com o americano Timothy Brown, declarado livre do HIV após
realizar um transplante de médula óssea de um doador que apresentava uma
mutação genética rara que impede o vírus de penetrar na células. Duas
outras tentativas parecidas anunciadas como bem-sucedidas este ano
acabaram frustradas: traços do HIV foram detectados nos pacientes.
Nestes casos, porém, as medulas não eram de indivíduos com resistência
genética ao vírus.
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Coração |
Um coração artificial autônomo foi implantado em um paciente que sofria
de insuficiência cardíaca terminal por uma equipe do hospital Georges
Pompidou, em Paris, um feito inédito no mundo. A cirurgia abre novas
perspectivas a pacientes condenados pela escassez de órgãos disponíveis
para transplante. A prótese, feita por uma empresa francesa, imita
totalmente um coração humano normal, com dois ventrículos que movimentam
o sangue como faria o músculo cardíaco, com sensores que permitem
acelerar e desacelerar o coração.
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Transplante de face |
Uma jovem chinesa de 17 anos recebeu um transplante completo de face,
em outubro, depois que o novo rosto havia sido implantado em seu tórax
durante alguns meses para que se desenvolvesse. A moça ficou gravemente
desfigurada em um incêndio quando tinha cinco anos, no qual perdeu as
pálpebras, o queixo e parte da orelha direita. O transplante ocorreu
algum tempo após outro cidadão receber um nariz novo que cresceu durante
meses em sua testa. Também este ano, em maio, um homem de 33 anos
recebeu o primeiro transplante de rosto total da Polônia e um dos mais
extensos realizados até agora em todo o mundo, já que incluiu a
mandíbula e a parte inferior da bacia dos olhos.
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Síndrome de Down |
A inserção de um gene pode calar a cópia extra do cromossomo 21 que
causa a síndrome de Down, segundo um estudo publicado na revista
"Nature" em julho. O método pode ajudar pesquisadores a identificar os
caminhos celulares por trás dos sintomas como deficiência cognitiva e
desenvolver tratamentos direcionados. A pesquisa foi feita com
células-tronco em laboratório. A descoberta fornece a primeira evidência
de que o defeito genético, um cromossomo 21 extra, além dos dois que
todos nós carregamos, pode ser suprimido em células em cultura in vitro.
Os humanos possuem 23 pares de cromossomos, sendo um deles o
responsável pelo sexo. Apesar de receber com entusiasmo a notícia, os
cientistas alertam que ainda não é possível saber se a técnica pode ser
aplicada em humanos.
Confira a segunda parte de alguns avanços da medicina em 2013 amanhã
Com Informações da UOL
BNC Saúde




