Mostrando postagens com marcador Doença. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Doença. Mostrar todas as postagens

14 de outubro de 2014

Outra enfermeira é segundo caso de ebola transmitido nos Estados Unidos

Do G1, em São Paulo

Agentes descontaminam o apartamento de Amber
Vinson no Texas, em foto divulgada pela polícia.
(Foto: Reprodução/Twitter/DallasPD)
 
A segunda funcionária de hospital do Texas a ser contaminada pelo vírus ebola é a enfermeira Amber Joy Vinson, de 29 anos. Ela foi infectada enquanto tratava do liberiano Thomas Eric Duncan, primeiro paciente da doença no país, e será tratada em Atlanta, num hospital universitário.
Infográfico sobre ebola, V6 (Foto: Infográfico/G1)
São Paulo - Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) fizeram, também nesta quarta, uma convocação para que todos os 132 passageiros de um voo entre Cleveland e Dallas entrem em contato com um número de atendimento, pois Amber estava naquele voo, operado pela Frontier Airlines. Ela ainda não apresentava sintomas do ebola naquele dia, segundo as autoridades.

Tom Frieden, diretor dos CDC, disse que os funcionários envolvidos no tratamento de Duncan podiam viajar, mas não em aeronaves comerciais, junto com outros passageiros.

Segundo Frieden, no entanto, o risco de que outras pessoas no avião tenham sido expostas ao ebola é "extremamente baixo", já que Amber não vomitava e não sangrava.

O apartamento de Vinson foi descontaminado, segundo informações divulgadas pela polícia local no Twitter.

Os CDC destacaram que novas medidas estão sendo adotadas para aumentar o nível de preparação nos hospitais, incluindo o envio a Dallas de especialistas que conseguiram controlar focos de ebola na África nas últimas duas décadas.

O organismo afirmou que pretende melhorar os procedimentos para proteger os trabalhadores da área de saúde no Hospital Presbiteriano de Dallas e que os funcionários deste e de outros centros médicos receberão mais treinamento para tratar com a doença.

Infecção
O caso é o segundo de transmissão da doença dentro dos Estados Unidos. Nina Pham, uma enfermeira também do Texas, foi o primeiro caso. Ela está internada em uma área de isolamento do hospital onde trabalha.

Nina, de 26 anos, contaminou-se com o vírus como membro da equipe que tratou do liberiano Thomas Eric Duncan.

Duncan tinha viajado da Libéria para o Texas em setembro e começou a apresentar os sintomas do ebola dias depois de sua chegada. Ele morreu na semana passada.

Nina recebeu plasma retirado do sangue de um médico que se curou da doença. A transfusão de plasma, contendo anticorpos para o vírus do ebola, ocorreu na tarde desta segunda.

Ele veio de Kent Brantly, o médico do Texas que sobreviveu ao ebola. Brantly contraiu a doença quando trabalhava como voluntário em um grupo missionário também na Libéria.

O diretor dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA (CDC), Thomas Frieden, disse que a agência vai ampliar o treinamento dos profissionais do sistema de saúde dos EUA.

Segundo ele, 76 pessoas que podem ter tido contato com Duncan após sua internação estão sendo monitoradas.

Segundo Frieden, "apenas uma única pessoa" teve contato com Nina enquanto ela poderia transmitir a doença. O diretor dos CDC disse também que ainda não sabe como a enfermeira contraiu a doença em uma unidade hospitalar de isolamento.

Duncan foi o primeiro paciente a ser diagnosticado com ebola nos Estados Unidos, mas ele contraiu a infecção em seu país natal, a Libéria. O caso desta profissional de saúde foi o primeiro em que a transmissão da doença ocorreu em território americano.

Quebra de protocolo
Uma quebra nos protocolos de segurança, possivelmente durante a remoção de equipamentos de proteção após o tratamento do paciente com ebola, pode ter causado a contração do vírus mortal por Nina.

Frieden disse que, em algum momento durante o atendimento do paciente original, houve uma brecha no protocolo que resultou na infecção da profissional de saúde.

Todos os profissionais de saúde de Dallas que ajudaram a cuidar de Duncan foram potencialmente expostos ao vírus, disse Frieden.

"Outra (área) que nós estaremos olhando de perto na investigação são as intervenções que foram feitas para tentar desesperadamente manter (Duncan) vivo", disse ele ao programa de televisão do canal CBS "Face the Nation".

"Isto incluiu diálise e intubação. Estes são dois procedimentos que podem resultar na propagação de material infeccioso", disse Frieden.

Fonte: G1
BNC Saúde

4 de agosto de 2014

Médico contrai ebola após tratar paciente na Nigéria


São Luis - Um médico de Lagos que tratou um liberiano morto no mês passado na Nigéria pelo vírus ebola também foi contaminado, tornando-se o segundo caso registrado na maior cidade do país, indicou nesta segunda-feira o ministro nigeriano da Saúde.

"Este novo caso é um dos médicos que havia tratado o liberiano morto pelo Ebola", afirmou o ministro Onyebuchi Chukwu.

Ele acrescentou durante uma coletiva de imprensa que 70 outras pessoas suspeitas de terem tido contato com o paciente liberiano estavam sendo monitoradas. Oito delas foram colocadas em quarentena em Lagos, três das quais apresentam sintomas.

Uma unidade de quarentena foi criada na capital econômica da Nigéria. Testes foram realizados nessas três pessoas e os resultados são esperados para esta segunda, segundo o ministro.

O paciente liberiano chegou em 20 de julho a Lagos, onde morreu cinco dias depois. É o primeiro caso fatal na Nigéria da grave epidemia de Ebola que atinge três outros países da África desde o início do ano.

BNC Mundo

22 de janeiro de 2014

Mais de 221 mil adolescentes serão imunizadas contra HPV no Maranhão

São Luis - A partir do dia 10 de março, adolescentes com idade entre 11 e 13 anos podem ser vacinadas contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No Maranhão, 221,1 mil adolescentes serão imunizadas, apenas em 2014. A estratégia de vacinação nas unidades da rede pública do país e nas escolas, além da campanha de mobilização do público-alvo, foram apresentadas, nesta quarta-feira (22), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para o estado serão enviadas 464,4 mil doses ao longo de 2014. A vacina estará disponível nos 36 mil postos da rede pública durante todo o ano, como parte da rotina de imunização. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda seis meses depois e a terceira cinco anos após a primeira dose.  Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de 9 a 11 anos e em 2016 às meninas de 9 anos.

Segundo o Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais de saúde serão incentivadas a promover, em parceria com as secretarias de educação, a vacinação em escolas públicas e privadas. Para tanto, foi distribuído informe técnico aos estados e municípios e, em fevereiro, inicia a capacitação a distância aos profissionais de saúde e professores. Também está previsto reforço nas escolas sobre a importância da vacina para adolescentes, pais e professores, com distribuição do Guia Prático sobre HPV.

A meta do Ministério da Saúde é atingir 80% do público-alvo, composto por 5,2 milhões de meninas. A vacina contra HPV garante proteção de 98% contra o câncer de colo do útero.

Para o primeiro ano de vacinação, o Ministério da Saúde adquiriu 15 milhões de doses. Será utilizada a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero em todo mundo. O vírus HPV é uma das principais causas de ocorrência do câncer do colo de útero – terceira maior taxa de incidência entre os cânceres que atingem as mulheres.

BNC Cotidiano

6 de janeiro de 2014

Maranhão tem a segunda maior taxa de mortalidade de câncer do colo do útero

São Luis - Os dados sobre o câncer do colo do útero revelam “Brasis” muito diferentes. No Norte, o país tem taxas de mortalidade semelhantes às da Índia e de Bangladesh. No Sudeste, o Brasil está próximo dos Estados Unidos.

Os mineiros têm a taxa de mortalidade mais baixa pela doença no país. Os registros mais altos estão nos Estados do Amazonas e Maranhão. No estado governado por Roseana Sarney, a taxa de mortalidade é 16,92 por 100 mil.

Embora tenha perdido força no Brasil como um todo, essa doença evitável é o tipo mais frequente de câncer entre as mulheres do Norte. E é o segundo mais frequente entre as do Nordeste e Centro-Oeste –sempre excluído o tumor de pele não melanoma.
 
Segundo especialistas, as taxas são o reflexo da falta de amparo. “É o câncer da pobreza. Só morre quem não tem acesso a ginecologista e a um bom laboratório [de análise do papanicolaou]“, diz Sérgio Bicalho, coordenador do programa de prevenção do câncer do colo do útero e de mama da secretaria de saúde de Minas Gerais.

No país, a taxa de mortalidade é 4,14 por 100 mil –ou 4,66 com correções para comparação internacional e 7,13 se ajustada de acordo com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

Mesmo o índice nacional é alto, diz Marcos Moraes, presidente do conselho de curadores da Fundação do Câncer e ex-diretor do Inca. “As taxas variaram muito pouco [nos últimos anos], os gestores apresentam como se o problema estivesse resolvido. E absolutamente não está.”
O câncer do colo do útero está ligado ao HPV, vírus transmitido sexualmente. Parte das mulheres infectadas desenvolve lesões precursoras do câncer. Se forem tratadas, é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

Tanto Moraes quanto Bicalho sustentam que a solução passa longe de investimentos milionários. Está, dizem, na capacitação de quem faz o papanicolaou, de quem avalia o material no laboratório e na organização do serviço para chegar até a mulher.

Helvécio Magalhães, secretário de atenção à saúde do Ministério da Saúde, lista ações da pasta para reverter o problema, como o reforço no número de serviços e equipamentos no Norte e no Nordeste e a ampliação das vagas de especialização de médicos nas regiões.

Em outro braço, o governo federal passará a ofertar a vacina contra o HPV na rede pública de saúde em 2014. Os impactos dela, no entanto, só virão em décadas.

Com informações da Folha de São Paulo
BNC Saúde

25 de dezembro de 2013

Confira alguns avanços da medicina em 2013


Câncer

O uso da imunoterapia contra o câncer foi escolhido como o maior avanço científico do ano pela revista "Science". A estratégia, que consiste em fazer com que o sistema imunológico dos pacientes reconheça e ataque células tumorais, deu provas concretas de que pode funcionar e tem potencial para revolucionar a oncologia. O tema é pesquisado desde a década de 1980, com altos e baixos - incluindo várias decepções. Em 2013, porém, resultados preliminares de um grande ensaio clínico, com mais de 1,8 mil pacientes com melanoma (câncer de pele), deram uma nova injeção de ânimo no campo 

 

Aids

Uma equipe de virologistas dos EUA anunciou, em março, o primeiro caso de cura "funcional" da Aids, ou seja, a presença do vírus é tão débil que o organismo consegue controlá-lo sozinho. Trata-se de uma criança que nasceu com o HIV transmitido pela mãe e recebeu remédios menos de 30 horas após o parto. A única cura total da Aids oficialmente reconhecida ocorreu com o americano Timothy Brown, declarado livre do HIV após realizar um transplante de médula óssea de um doador que apresentava uma mutação genética rara que impede o vírus de penetrar na células. Duas outras tentativas parecidas anunciadas como bem-sucedidas este ano acabaram frustradas: traços do HIV foram detectados nos pacientes. Nestes casos, porém, as medulas não eram de indivíduos com resistência genética ao vírus. 

Coração

Um coração artificial autônomo foi implantado em um paciente que sofria de insuficiência cardíaca terminal por uma equipe do hospital Georges Pompidou, em Paris, um feito inédito no mundo. A cirurgia abre novas perspectivas a pacientes condenados pela escassez de órgãos disponíveis para transplante. A prótese, feita por uma empresa francesa, imita totalmente um coração humano normal, com dois ventrículos que movimentam o sangue como faria o músculo cardíaco, com sensores que permitem acelerar e desacelerar o coração. 


Transplante de face

Uma jovem chinesa de 17 anos recebeu um transplante completo de face, em outubro, depois que o novo rosto havia sido implantado em seu tórax durante alguns meses para que se desenvolvesse. A moça ficou gravemente desfigurada em um incêndio quando tinha cinco anos, no qual perdeu as pálpebras, o queixo e parte da orelha direita. O transplante ocorreu algum tempo após outro cidadão receber um nariz novo que cresceu durante meses em sua testa. Também este ano, em maio, um homem de 33 anos recebeu o primeiro transplante de rosto total da Polônia e um dos mais extensos realizados até agora em todo o mundo, já que incluiu a mandíbula e a parte inferior da bacia dos olhos.  


Síndrome de Down

A inserção de um gene pode calar a cópia extra do cromossomo 21 que causa a síndrome de Down, segundo um estudo publicado na revista "Nature" em julho. O método pode ajudar pesquisadores a identificar os caminhos celulares por trás dos sintomas como deficiência cognitiva e desenvolver tratamentos direcionados. A pesquisa foi feita com células-tronco em laboratório. A descoberta fornece a primeira evidência de que o defeito genético, um cromossomo 21 extra, além dos dois que todos nós carregamos, pode ser suprimido em células em cultura in vitro. Os humanos possuem 23 pares de cromossomos, sendo um deles o responsável pelo sexo. Apesar de receber com entusiasmo a notícia, os cientistas alertam que ainda não é possível saber se a técnica pode ser aplicada em humanos. 
 
 Confira a segunda parte de alguns avanços da medicina em 2013  amanhã
 
Com Informações da UOL
BNC Saúde


20 de dezembro de 2013

INCA e Ministério da Saúde preveem 580 mil novos casos de câncer para 2014 no país

O Instituto Nacional do câncer (INCA)  estima que ocorrerão cerca de 580 mil casos novos da doença para 2014. É o que contém a publicação Estimativa 2014 – Incidência de Câncer no Brasil, lançada conjuntamente com o Ministério da Saúde.

De acordo com a publicação, os cânceres mais incidentes na população brasileira no próximo ano serão pele não melanoma (182 mil), próstata (69 mil); mama (57 mil); cólon e reto (33 mil), pulmão (27 mil) e estômago (20 mil). Ao todo estão relacionados  os 19 tipos de câncer mais incidentes, sendo 14 na população masculina e 17 na feminina.

Esses números  refletem a tendência geral de aumento do número de casos novos, resultado do processo de envelhecimento da população brasileira, mas com previsão  de queda do câncer de pulmão, em homens, e do colo do útero, em mulheres, como resultado de longo prazo das ações dos programas nacionais de controle do tabagismo e do câncer do colo do útero.

Divulgada a cada dois anos, a Estimativa é a principal ferramenta de planejamento e gestão pública na área da oncologia, orientando a execução de ações de prevenção, detecção precoce e oferta de tratamento. Excetuando-se pele não melanoma, a ocorrência será de 394.450 novos casos, sendo 52% em homens e 48,% entre as mulheres.

O câncer nas regiões por gênero
Câncer de próstata vai continuar matando muitos homens em 2014
Homens
Próstata - Lidera o ranking dos mais incidentes em todas as regiões do País, sem considerar os tumores de pele não melanoma. A região mais afetada é a Sul, com 91 casos a cada 100 mil habitantes, seguida por Sudeste (88 casos por 100 mil); Centro-Oeste (63 casos por 100 mil); Nordeste (47 casos por 100 mil); e Norte (30 casos por 100 mil).

Pulmão – É o segundo mais frequente no País e nas regiões Sul (34 casos para cada 100 mil habitantes) e Centro-Oeste (14 casos por 100 mil). Já nas regiões Sudeste (19 por 100 mil), Nordeste (9 por 100 mil) e Norte (8 por 100 mil), ocupa a terceira posição.

Cólon e reto (intestino grosso) – É o terceiro mais incidente no País. Ocupa o segundo lugar na região Sudeste (23 casos por 100 mil) e a terceira posição na Região Sul (20 casos por 100 mil) e na região Centro-Oeste (12 casos por 100 mil). Na região Norte (4 casos por 100 mil),está na quarta posição. No Nordeste (6 por 100 mil), esse tipo de tumor ocupa o quinto lugar.

Para esse tipo de câncer, os fatores de risco estão diretamente ligados a alimentação inadequada, ao envelhecimento, histórico da doença em parentes próximos e  descontrole do peso.

“Uma alimentação balanceada, com baixo teor calórico, rica em frutas, fibras e legumes, associada a hábitos saudáveis, como a prática de atividade física, pode reduzir esse tipo de tumor”, afirma o nutricionista do INCA Fabio Gomes.

Estômago - É o quarto colocado no País. Segundo tumor mais frequente nas regiões Norte (11 casos/100 mil) e Nordeste (10 casos/100 mil). Está em quarto lugar nas regiões Centro-Oeste (11 casos/100 mil) e Sul (16 casos/100 mil) e na quinta colocação na região Sudeste (15 casos/100 mil).

O maior fator de risco é a infecção pela bactéria H.pylori. Outros fatores que contribuem para o surgimento desse tipo de câncer é alimentação pobre em vitaminas A e C e alto consumo de alimentos enlatados, defumados, com corantes e conservados em sal.

Cavidade oral – Ocupa o quinto lugar geral entre a população masculina. Nas regiões Nordeste (7 casos/100 mil) e Sudeste (15 casos/100 mil) ocupa a quarta posição. Na Região Centro-Oeste (8 casos/100mil) está na quinta colocação.

Os principais fatores de risco são o fumo, o etilismo e infecções orais pelo HPV (papilomavírus humano).

Leucemias – Ocupa a quinta posição na Região Norte (4 por 100 mil). No ranking nacional, está na nona posição.

Esôfago – Figura na quinta colocação na Região Sul (16 por 100 mil).

Etilismo e beber líquidos muito quentes, como o chimarrão, são fatores de risco. No Brasil, entre os homens, ocupa a sexta colocação.

Mulheres
Mama – É tipo mais frequente nas regiões Sul (71 casos/100 mil), Sudeste (71 casos/100 mil), Centro-Oeste (51 casos/100 mil) e Nordeste (37 casos/100 mil). Na região Norte é o segundo mais incidente (21 casos/100 mil).

A idade é o principal fator de risco e, o número de casos aumenta de forma acelerada após os 50 anos. Sua ocorrência está relacionada ao processo de urbanização da sociedade, evidenciando maior risco de adoecimento nas mulheres com elevado nível socioeconômico.

Cólon e reto - Segundo mais frequente no País e nas regiões Sudeste (25 casos/100 mil) e Sul (22 casos/100 mil ). É o terceiro mais incidente nas regiões Centro-Oeste (15 casos/100 mil) e Nordeste (8 casos/100 mil). Na região Norte (5 casos/100 mil) é o quarto colocado.

Colo do útero – Ocupa o terceiro lugar geral no País. Está em primeiro lugar na região Norte (24 casos/100 mil). Nas regiões Centro-Oeste (22 casos/100 mil) e Nordeste (19 casos/100 mil) ocupa a segunda posição geral. Na região Sudeste (10 casos /100 mil) é o quarto, e na região Sul (16 casos /100 mil), o quinto mais incidente.

No Brasil, a estratégia de rastreamento preconizada é que as mulheres dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo (Papanicolaou) a cada três anos, após dois exames com intervalo de um ano, com resultado normal.

Pulmão - Quarto tipo mais comum no Brasil. É o terceiro mais frequente nas regiões Sul (21 casos/100 mil hab) e Sudeste (11 casos/100 mil). Nas regiões Centro-Oeste (8 casos/100 mil) e Nordeste (6 casos/100 mil) ocupa a quarta posição. No Norte (5 casos/100 mil) aparece em quinto lugar.

Estômago – É o terceiro mais incidente na Região Norte (6 por 100 mil) e o quinto no Brasil,,no Nordeste (6 por 100 mil) e no Sudeste (8 casos/100 mil)

Tireoide – É o quinto colocado na classificação nacional. Na Região Sul é o quarto colocado com 16 casos novos por 100 mil habitantes. Na região sudeste aparece na sexta posição.

Ovário – É o quinto colocado na Região Centro-Oeste com 7 casos novos por 100 mil habitantes. Na classificação nacional, aparece na oitava posição.

Um pouco mais sobre a  estimativa
O número de casos novos para cada tipo de câncer foi calculado com base nas taxas de mortalidade dos estados e capitais brasileiras (Sistema de Informação Sobre Mortalidade – SIM). As taxas de incidência foram obtidas nas 23 cidades onde existem Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP).  A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez uma projeção de 27 milhões de novos casos de câncer para o ano de 2030 em todo o mundo, e 17 milhões de mortes pela doença. Os países em desenvolvimento serão os mais afetados, entre eles o Brasil.

Válidas também para o ano de 2015, as estimativas não podem ser comparadas com anos anteriores, uma vez que não têm como referência a mesma metodologia nem as mesmas bases de dados, tendo em vista que houve melhorias tanto na quantidade, quanto na qualidade das séries históricas de incidência e mortalidade.

Expansão da assistência
O investimento do Ministério da Saúde na assistência aos pacientes com câncer foi de R$ 2,1 bilhões no ano passado, crescimento de 26% em relação a 2010. A previsão é que, até 2014, o valor alocado no fortalecimento do atendimento em oncologia chegue a R$ 4,5 bilhões.

Com o aumento dos recursos, foi possível ampliar a rede de assistência à doença no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, 277 hospitais realizam diagnóstico e tratamento de câncer em todo o Brasil, sendo que 11 deles foram habilitados neste ano e outros seis estão em análise. Em dois anos, o número de sessões de radioterapia realizada na rede pública aumentou 17%, ultrapassando nove milhões de procedimentos em 2012.

Esse índice deverá crescer ainda mais com a compra de 80 aceleradores lineares que serão entregues a 63 municípios. Os novos aparelhos de radioterapia, cujo investimento por parte do Ministério da Saúde foi de R$ 500 milhões, resultará em uma expansão de 25% na oferta do tratamento. Também houve aumento no acesso à quimioterapia. Em 2012, o número de sessões realizadas foi 15% maior que o total dois anos atrás.

Na detecção precoce do câncer de mama, houve um aumento de 30% no número de exames preventivos realizados por mulheres que estão dentro da faixa etária prioritária (50 a 69 anos). Foram mais de 2,3 milhões de mamografias em 2012. Considerando todas as idades, o crescimento foi de 25%.

Outro avanço é a incorporação, a partir de 2011, de novos medicamentos no SUS para o tratamento de câncer, como o mesilato de imatinibe (contra leucemia), o rituximabe (linfomas) e trastuzumabe (mama). Somente neste último o investimento anual na oferta do produto é de R$ 130 milhões por ano.

No próximo ano, passam a ser disponibilizados ainda mais dois medicamentos para o tratamento de cerca de cinco mil pacientes com câncer de pulmão, o erlotinibe e o gefitinibe.

BNC Saúde

30 de setembro de 2013

Prefeitura firma convênio para atendimento a pacientes renais

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) firmou convênio com o Instituto Maranhense do Rim para dar maior celeridade ao atendimento de pacientes renais na capital. O objetivo é oferecer serviços de diálise, de imediato, a 108 pacientes dos hospitais Djalma Marques e Clementino Moura (Socorrões I e II, respectivamente) e também os que fazem atualmente tratamento na rede estadual, além de pacientes naturais de São Luís que realizam tratamento em estados como São Paulo, Piauí, Rio de Janeiro, Ceará e também no Distrito Federal.

Dezesseis novas máquinas ficarão disponíveis em tempo integral para o atendimento aos pacientes provenientes da rede pública municipal. Segundo o secretário de Saúde, Cesar Felix, “essa é uma forma de minimizar o sofrimento de pessoas que há mais de ano não recebiam o tratamento de forma adequada”.

A ação segue a proposta orientada pela Promotoria de Justiça especializada na Defesa da Saúde para a ampliação da oferta do serviço a mais pacientes. Com o credenciamento do Instituto do Rim, o atendimento já começa a ser ofertado aos pacientes renais crônicos e agudos. A Semus investirá cerca de R$ 400 mil reais/mês até que o credenciamento do instituto no Sistema Único de Saúde (SUS) seja finalizado, quando o repasse de recursos para o custeio será do Tesouro Nacional, o que deve ser feito em um prazo de dois meses.

A medida reflete também na diminuição do número de macas nos corredores dos Socorrões, o que já pode ser percebido e reforçado com o mutirão de cirurgias ortopédicas que vem acontecendo na capital. “Com procedimentos deste tipo, estamos ofertando um serviço de maior qualidade e com maior agilidade à população e, consequentemente, diminuindo a quantidade de pessoas nos corredores das unidades de urgência e emergência”, afirmou Cesar Felix.

A Secretaria já estuda outras soluções para que o serviço seja ampliado com rapidez.

BNC Cidade

28 de setembro de 2013

Apreendida uma tonelada de vísceras de bovina transportada irregularmente

A Prefeitura de São Luís retomou as ações de fiscalização na BR-135 para combater o transporte irregular e ilegal de vísceras de boi procedentes de matadouros industriais. Durante a blitz, os fiscais sanitários da Secretaria de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), em parceria com Defesa Sanitária e Polícia Rodoviária Federal (PRF), vistoriaram carros utilitários e motocicletas, apreendendo pouco mais de uma tonelada do produto.

Os motoristas autuados em flagrante foram notificados pela ausência da guia sanitária, equipamentos de proteção individual (EPI) e higiene sanitária das carrocerias e variados recipientes de transporte. Em vários casos, as vísceras estavam contaminadas pela presença de sangue e fezes. Toda a carga foi inutilizada para consumo humano e descartada em local apropriado.

Conforme destacou o secretário Marcelo Coelho, durante este semestre a Semapa vai manter as blitzen sanitárias na BR-135 e fazer novas ações no sentido de adequar e padronizar o trabalho de limpeza e manipulação das vísceras e miúdos de boi. “Em geral, são tratados em locais e cozinhas improvisadas e insalubres. Atualmente, o transporte desses produtos continua sendo feito pelas mesmas pessoas autuadas pela fiscalização sanitária. Vamos trabalhar para garantir  a boa qualidade do produto e a defesa da saúde do consumidor”, disse.

Por atribuição do Ministério da Agricultura, a Semapa desenvolve um programa permanente de controle sanitário dos produtos animal e vegetal, na origem, no momento em que são produzidos, manipulados e transportados para comercialização. Uma equipe de médicos veterinários e técnicos agropecuários trabalham diariamente para garantir  a boa qualidade do produto e a defesa da saúde do consumidor.

O transporte de vísceras bovinas é uma das prioridades para a Inspeção Sanitária da Semapa. O setor foi relativamente adequado em 2011, por ocasião da regularização da cadeira produtiva do frio, quando a Prefeitura de São Luís determinou as regras para o resfriamento e transporte de carne entre os matadouros industriais e os pontos de venda localizados na rede municipal de feiras e mercados. Apesar da resistência dos produtores e feirantes, houve o entendimento que precisava se investir em equipamentos apropriados para o exercício da atividade de forma segura, sem ameaça para a saúde do consumidor final.

BNC Cidade

26 de maio de 2013

Prefeitura disponibiliza vacina contra raiva humana em 46 unidades de saúde

A Secretaria de Saúde (Semus), através da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Sanitária (SVES), ampliou de nove para 46, o número de unidades de saúde que disponibilizam a vacina antirrábica humana. A aplicação do soro antirrábico humano é oferecida em sete unidades, entre hospitais e UPAs, 24 horas por dia.

A raiva humana é uma doença infecciosa aguda transmitida por mamíferos. Ela não tem cura e leva o infectado rapidamente à morte. O vírus é transmitido por mordidas e arranhaduras de animais contaminados. Na maioria dos casos, a transmissão acontece através do cão ou do morcego. A doença não é transmitida entre humanos e nem por objetos contaminados.

Prevenção
As primeiras medidas contra a raiva devem ser tomadas o mais rapidamente possível. Sempre que houver a indicação, o paciente deve ser tratado a qualquer momento, independente do tempo transcorrido entre a exposição e o acesso à unidade de saúde. Mesmo que o animal agressor tenha sido vacinado em outros momentos, deve-se procurar uma unidade de saúde para que seja verificada a necessidade do início do tratamento antirrábico humano.

Confira a relação dos postos onde estão disponíveis a vacina e o soro antirrábico humano.

Unidades de Saúde que realizam vacinação antirrábica humana
1.      U. M. do Bequimão (24 horas)
2.      U. M. do Coroadinho (24 horas)
3.      U. M. do Itaqui-Bacanga (24 horas)
4.      U. M. do São Bernardo (24 horas)
5.      Hospital da Criança (24 horas)
6.      Pronto Socorro do Anil (24 horas)
7.      C. S. Djalma Marques
8.      C. S Liberdade
9.      C. S. Bezerra de Menezes
10.  C. S. Vinhais
11.  C. S. Thales Ribeiro Gonçalves
12.  C. S. Paulo Ramos
13.  C. S. Laura Vasconcelos
14.  C. S. São Francisco
15.  C. S. Cohab Anil
16.  C. S. Amar
17.  C. S. Turu
18.  C. S. Radional
19.  C. S. Genésio Ramos
20.  C. S. Salomão Fiquene
21.  C. S. João Paulo
22.  C. S. de Fátima
23.  USF Vila Embratel
24.  C. S. Yves Parga
25.  C. S. Vila Nova
26.  C. S. São Raimundo
27.  C. S. João de Deus
28.  USF Pirapora
29.  C. S. São Cristóvão
30.  USF Fabiciana de Moraes
31.  USF Vila Janaína
32.  Hospital Aquiles Lisboa
33.  USF Nazaré Neiva
34.  C. S. Santa Bárbara
35.  C. S. Santa Clara
36.  USF Cidade Olímpica
37.  USF Cidade Olímpica II
38.  USF Cidade Olímpica III
39.  C. S. Maracanã
40.  USF Nova República
41.  C. S. Vila Sarney
42.  C. S. Pedrinhas I
43.  C. S. Pedrinhas II
44.  USF Coqueiro
45.  C. S. Tibiri
46.  C. S. Itapera

Unidades de Saúde que realizam soro antirrábico Humana – 24 horas
47.  Hospital Djalma Marques – Socorrão I
48.  Hospital Clementino Moura – Socorrão II
49.  Hospital Odorico Amaral de Matos – Hospital da Criança
50.  UPA da Cidade Operária
51.  UPA Parque Vitória
52.  UPA Itaqui-Bacanga
53.  UPA Vinhais

BNC Cidade