Montes Altos - Agentes da Força Nacional estão auxiliando a reconstrução de cinco
torres das Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte)
derrubadas pelos indígenas Kritatis e Guajajaras, durante protesto que
interditou a MA-280 durante 16 dias, entre Montes Altos e Sítio Novo, na Região Tocantina do Maranhão.
Os indígenas reclamam de obras de infraestrutura nas aldeias, que
teriam sido paralisadas e da velocidade dos carros que passam na rodovia
que corta a reserva. O fim do manifestação se deu após reunião
realizada na tarde de terça-feira (21), na Aldeia Jerusalém, da qual
participaram representantes do governo do Estado, Procuradoria da
República, da construtora responsável pela recuperação da rodovia, da
Eletronorte, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e lideranças
indígenas.
Após o acordo, a empresa enviou equipe com 80 funcionários, entre
engenheiros, técnicos, armadores e eletricistas. Para garantir a
segurança dos profissionais, um destacamento da Força Nacional atua
dentro da aldeia, com o apoio logísitico do exército. No início dos
trabalho, eram 20 policiais, número que foi reduzido pela metade após a
trégua anunciada pelos Krikatis e porque a presença dos policiais
incomoda os indígenas.
Outra reivindicação é o pagamento da indenização no valor de R$ 600 mil
pela Eletronorte - valor que foi combinado para que a empresa
instalasse as torres dentro da reserva. Segundo os índios, o valor ainda
não foi pago. Uma reunião na próxima semana deve definir como será
feito o pagamento.
A rede de alta tensão que passa por dentro da reserva indígena é
responsável pelo abastecimento de cidades da região centro-oeste do
estado até a cidade de Presidente Dutra, e faz parte do sistema
interligado de energia elétrica brasileiro que abastece 96% do país. A
distribuição só não foi interrompida com a derrubada das torres porque
foi acionado um sistema alternativo que passa por Açailândia.
