14 de agosto de 2014

Professores enterram a administração pública municipal

São Luis - Cerca de 200 professores participaram do ato simbólico de enterro da administração pública municipal nesta quinta, 31. Com velas na mão e mesmo sob a chuva forte, o cortejo fúnebre saiu da Praça João Lisboa até a porta do Palácio La Ravardeière em protesto contra o descaso com a educação municipal.
Na saída da Praça João Lisboa, um grupo de teatro "chorou" a morte do prefeito, Edvaldo Holanda Jr, e do secretário municipal de educação, Geraldo Castro Sobrinho. "Se a educação pública tivesse qualidade, os políticos teriam seus filhos na escola pública. Mas eles não querem que a população tenha cultura, tenha conhecimento, porque se tivesse, ela tiraria os corruptos que estão no poder em nossa cidade. Nós, da categoria de professores, resolvemos lutar pelos direitos dos nossos alunos e pelos direitos da categoria. Por isso, hoje, nós vamos enterrar a incompetência da administração pública municipal", protestou a presidente do SINDEDUCAÇÃO, Elisabeth Castelo Branco.

Durante todo o trajeto, os professores "choraram" a morte da administração municipal até chegar à prefeitura. Mesmo sob a forte chuva que caía, os grevistas permaneceram firmes. "Nós aguentamos coisa pior na sala de aula. Por que não aguentar uma chuva?", afirmavam para os curiosos que observavam das janelas da prefeitura. Os professores também lembraram aos que ainda não aderiram à greve que o silêncio do prefeito Edvaldo Holanda Jr. deve servir de sinal de desrespeito e negligência com a categoria.
Foto: Leylanne Campelo
Por duas horas, os manifestantes protestaram contra o prefeito e o secretário de educação, e choraram sobre o caixão que levava a administração pública municipal. Na ladainha, pronunciaram o nome dos vereadores que votaram a favor do reajuste salarial de 3% e dos que se ausentaram no dia da votação. A cada nome, os professores indignados bradavam "Livrai-nos dele, Senhor!".

Há 69 dias em greve, os professores municipais se reunirão em Plenária Geral nesta sexta-feira para esclarecer à toda a categoria que as informações da Procuradoria Geral do Município para declarar a ilegalidade da greve foram falsas. Também serão discutidos outros assuntos acerca do direito de greve e da importância de manter a luta, sob risco de ter os direitos desrespeitados pela prefeitura não apenas este ano, mas nos próximos também.

BNC Educação

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