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17 de março de 2015

Desembargador eleitoral Eulálio Figueiredo destaca papel do ouvidor para a Democracia

Grande Ilha - Desde 2012, em 16 de março, conforme prevê a Lei 12.632, comemora-se o Dia do Ouvidor, em referência à criação em 1995 da Associação Brasileira de Ouvidores e Ombudsman (ABO), cuja sede fica localizada na cidade de João Pessoa (PB).

Como forma de celebrar a data no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, o desembargador eleitoral José Eulálio Figueiredo de Almeida, que desde 26 de novembro de 2013 é o ouvidor do órgão, destacou na sessão administrativa desta segunda-feira (16) que o cotidiano dos ouvidores é defender os legítimos interesses do cidadão, seja ele usuário de serviços públicos e/ou privados.

Eulálio Figueiredo salientou que há 5 anos cabe à Ouvidoria do Regional eleitoral maranhense prestar informações, tirar dúvidas, atender solicitações, registrar sugestões, elogios, críticas, reclamações e denúncias, colaborando para que o cidadão tenha voz interna e externa.

O ouvidor anunciou ainda para 2015 continuação de projetos iniciados em 2014, a exemplo da Ouvidoria Itinerante, participação em palestras e audiências públicas, além da distribuição da cartilha “O cidadão pergunta, a Ouvidoria responde”.

Em 2014 - ano em que foram realizadas eleições para escolha de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual - a Ouvidoria do TRE-MA registrou 3.523 atendimentos, sendo que 2.485 (74,70%) decorreram de chamados cadastrados pela central do Disque Eleitor (0800 098 5000) e 1.038 através de formulários eletrônicos, e-mails, ramais telefônicos, cartas-respostas e presencialmente.

Instalação

A Ouvidoria do Tribunal Regional Eleitoral maranhense foi instalada em 27 de abril de 2010. Quando foi inaugurada, a finalidade básica era promover a aproximação entre a sociedade e a Justiça Eleitoral, mediante o recebimento de demandas acerca dos serviços prestados pelo Tribunal.


Desde então, a Ouvidoria atua de maneira permanente na defesa da cidadania nos assuntos relacionados a trâmites administrativos e procedimentos judiciais para solucionar problemas e contribuir para a melhoria dos serviços.


A Ouvidoria atende tanto o público externo (eleitores, advogados, partes em processos, etc) como o interno (servidores do TRE-MA).

BNC Justiça

7 de março de 2015

POR UM NOVO MARCO REGULATÓRIO PARA AS COMUNICAÇÕES



Gabriel Brito e Paulo Silva Junior

Para muitos, é tão óbvio quanto angustiante: a mídia empresarial brasileira é dominada por monopólios consolidados na época da ditadura militar e não representa qualquer esboço de democratização das comunicações. Apesar das mídias ditas alternativas, a diversidade de opinião nos grandes meios de comunicação é inferior à dos anos 50 do século passado. Além disso, a falta de vez e voz das maiorias é dramatizada por um vazio jurídico pouco conhecido do público. Isso sim, devidamente censurado do noticiário.

“Enquanto a imensa maioria do espectro radiofônico é controlada por grupos empresariais que visam o lucro, ao contrário de vários países, o Brasil não tem um forte sistema público de comunicação. As emissoras comunitárias carecem de apoio estrutural e financiamento, quando não são altamente criminalizadas. O acesso à internet no Brasil ainda é excludente para metade da população. Portanto, vivemos um quadro em que o exercício da liberdade de expressão é praticado por quem detém o controle da propriedade dos meios, e não pela sociedade em geral”, resumiu a jornalista Bia Barbosa em entrevista ao Correio da Cidadania.

Na entrevista, a jornalista se vale da postura de diversos veículos nas eleições, de modo a deixar claro que tais grupos de mídia têm imensos interesses políticos e econômicos refletidos em seus conteúdos. “Acredito que os meios de comunicação ‘têm lado’ na disputa de um projeto de país. Tal lado, em períodos eleitorais, fica muito mais claro. O aspecto positivo é que, felizmente, uma parcela crescente da sociedade começa a se dar conta disso. Nesse caso, nem se trata de julgar se são conteúdos verdadeiros ou mentirosos.”
                                   
Bia Barbosa comenta ainda diversos pontos a serem contemplados por um Projeto de Lei da Mídia Democrática, desenvolvido pelos diversos grupos que compõem o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e que visa, antes de tudo, regulamentar artigos constitucionais até hoje hibernados. No entanto, “não tenho perspectiva, e creio que essa seja a leitura mais comum do movimento pela democratização da mídia, de que haverá uma radical transformação no cenário no segundo governo Dilma”, pontuou Bia Barbosa.

Como analisa o atual cenário das comunicações no Brasil, especialmente no que diz respeito à sua propriedade, aos conceitos de liberdade de imprensa e expressão e à regulamentação da mesma?

Bia Barbosa – O cenário brasileiro das comunicações pode ser bem caracterizado pela grande concentração da propriedade. Enquanto a imensa maioria do espectro radiofônico (rádios e TVs) é controlada por grupos empresariais que visam o lucro, ao contrário de vários países, o Brasil não tem um forte sistema público de comunicação. As emissoras comunitárias carecem de apoio estrutural e financiamento, quando não são altamente criminalizadas. O acesso à internet no Brasil ainda é excludente para metade da população, que não pode ser considerada usuária da rede mundial de computadores.

Portanto, vivemos um quadro em que o exercício da liberdade de expressão é praticado por quem detém o controle da propriedade dos meios, e não pela sociedade em geral. Esse desafio nos coloca uma demanda muito grande de mobilização pra enfrentarmos a conjuntura e transformar o cenário midiático brasileiro.

Sabemos do enorme poder político e econômico das empresas de comunicação. Enfrentá-lo, para garantir que o poder público tenha vontade política de democratizar a voz e a liberdade de expressão, é algo que requer uma organização e mobilização muito grandes da sociedade civil. E é nesse sentido que temos trabalhado. O Intervozes é só um dos grupos que faz a luta, ao lado do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação) e centenas de outras entidades que têm essa luta como prioritária.

Qual a sua opinião quanto ao comportamento da mídia nos últimos anos, especialmente nas gestões petistas e no mandato de Dilma Rousseff, no que se refere a este contexto analisado?

B.B. – Acredito que os meios de comunicação “têm lado” na disputa de um projeto de país. Isso tem ficado cada vez mais claro ao menos em uma parcela da chamada grande mídia. Tal lado, em períodos eleitorais, fica muito mais claro. Vimos o comportamento dos grandes veículos no processo eleitoral, principalmente no segundo turno das eleições, mas é algo que se manifesta cotidianamente. Não só na eleição, mas nos grandes temas que envolvem o futuro da nação e os direitos da cidadania em geral.

O aspecto positivo é que, felizmente, uma parcela crescente da sociedade começa a se dar conta disso. E a entender que o conteúdo veiculado em tais meios é feito a partir de opções político-ideológicas deles mesmos. Nesse caso, nem se trata de julgar se são conteúdos verdadeiros ou mentirosos. Mas o simples fato de a população conseguir entender que há opções claras por trás das escolhas editorais, com defesas ou críticas a projetos, já faz com que telespectadores, ouvintes e leitores tenham uma postura mais crítica e autônoma em relação ao que tais veículos publicam, sem achar que ali constam verdades absolutas e inquestionáveis.

É claro que ainda temos desafios muito grandes. A televisão, em especial, tem um poder muito grande na formação da opinião pública nacional, mas avançamos cada vez mais no sentido da compreensão das pessoas sobre o papel dos meios de comunicação, entendendo suas escolhas e linhas editoriais, o que permite uma leitura mais crítica desses veículos.

Acredita que o novo mandato de Dilma possa avançar um processo de radical democratização da mídia, é possível ter otimismo quanto a isso?

B.B. – Temos de ser otimistas, senão desistimos de lutar. Mas não tenho perspectiva, e creio que essa seja a leitura mais comum do movimento pela democratização da mídia, de que haverá uma radical transformação no cenário. Saudamos a presidente Dilma quando diz que pretende abrir debate com a sociedade sobre a necessidade de fazer a regulação dos meios de comunicação.

É importante para desmistificar a ideia de que qualquer regulação é censura, como propagandeiam diariamente os meios de comunicação, que não querem, justamente, a democratização do setor. Com isso, colocam na cabeça das pessoas que a regulação poderia cercear a liberdade de expressão no país, o que não é verdade.

Assim, temos expectativa de que as declarações da presidente, tanto no segundo turno como nas entrevistas após o resultado eleitoral (ao dizer que o setor das comunicações, assim como outros, a exemplo da economia, precisa ser regulado, a fim de enfrentar a concentração da propriedade, quebrar monopólios, garantir uma diversidade maior de vozes no espaço midiático), se tornem ações concretas. E que, de fato, seja aberto o debate com a sociedade sobre a necessidade de um novo marco regulatório para as comunicações.

Do nosso ponto de vista, dos movimentos sociais, cobraremos que tal agenda seja realmente implementada. O que não pode continuar acontecendo é, depois de 12 anos de governo de esquerda no país, o debate seguir interditado. Não temos expectativa de que a questão, delicada e polêmica, se resolverá em quatro anos. Mas pelo menos o debate tem de ser aberto.

Quais medidas seriam, em sua opinião, essenciais a caminho dessa democratização? Como, por exemplo, a ideia de propriedade pública entra nesse contexto?

B.B. – O movimento social tem um conjunto de demandas já construído, a partir das resoluções da primeira Conferência Nacional das Comunicações, em 2009, que foram sistematizadas em torno de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular, o Projeto da Mídia Democrática. Esse projeto, para o qual coletamos assinaturas em todo o país, prevê, em primeiro lugar, a regulamentação dos artigos da Constituição Federal que tratam da comunicação, desde o que proíbe o monopólio até os que preveem a garantia do direito de resposta, o incentivo à produção independente e regional, a complementaridade entre os sistemas públicos, privados e estatais. Todos esses artigos carecem de leis específicas, o que faz com que sigam valendo como princípios constitucionais, mas não sejam implementados na prática.

Nosso Projeto de Lei da Mídia Democrática também avança em outras questões, como a importância de garantir a diversidade da representação étnico-racial, de gênero, de orientação sexual, de respeito às pessoas com deficiência nos meios de massa etc. Defende mecanismos de proteção aos direitos das crianças e adolescentes na mídia, fala da importância de políticas públicas que incentivem a radiodifusão comunitária...

Enfim, trata-se de um conjunto de propostas que convidamos todos a conhecer. Também está no site Para Expressar a Liberdade, que sintetiza uma série de questões fundamentais de garantia do direito à comunicação no Brasil.

Finalmente, o que pode nos contar do seminário promovido pelo Fórum Nacional de Democratização das Comunicações e as atividades que se seguirão na Câmara dos Deputados?

B.B. – O seminário realizado pelo FNDC foi preparatório para o Fórum Brasil de Comunicação Pública, que ocorreu na Câmara e reuniu diferentes atores do campo público. Emissoras de rádio e TV, legislativas, públicas, comunitárias, universitárias e educativas, têm uma série de desafios a enfrentar para a consolidação do campo público da comunicação brasileira.

Nos últimos anos, tais entidades estavam desarticuladas, sem espaço de diálogo para construir estratégias comuns de ação. E como sabemos que o campo privado e comercial é muito forte e organizado, a garantia de espaço para o campo público requer muita articulação e mobilização. O que tentamos construir no Fórum é justamente isso, para pensarmos estratégias comuns. Foram mais de 300 pessoas participando e pode-se encontrar tudo no site e no canal de TV da Câmara.

Gabriel Brito e Paulo Silva Junior, do Correio da Cidadania.

BNC Comunicação

14 de março de 2014

DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO: Conselho de Comunicação Municipal é aprovado pela Câmara

São Luis - A Câmara Municipal de São Luís aprovou nesta quarta-feira (12) a criação do Conselho Municipal de Comunicação por unanimidade. Os parlamentares aprovaram o projeto em primeiro e segundo turno. Foram dois meses de debates em audiências e consultas públicas para a constituição do projeto.

O projeto de Lei de autoria do Executivo teve apoio de todos os vereadores presentes na sessão ordinária desta quarta-feira (12). Para o vereador Osmar Filho (PSB), esta é a prova do comprometimento dos vereadores com ações efetivas em prol da sociedade pela Prefeitura de São Luís.

“Os parlamentares apoiaram esta, que é uma iniciativa importante para a democratização da comunicação da Prefeitura. O Conselho será um órgão de extrema importância para que todas as iniciativas em termo de comunicação da Prefeitura passem por um procedimento plural, democrático e transparente”, pontuou.

O conselho será composto por 16 representantes, metade indicados pelo poder público e a outra metade eleita pela sociedade civil em conferência municipal realizada a cada dois anos. O Conselho Municipal de Comunicação Social será um órgão de caráter consultivo e deliberativo que tem a finalidade principal de propor políticas públicas de comunicação por meio da ampla participação popular.

Os Sindicatos dos Jornalistas Profissionais de São Luís, dos Radialistas de São Luís, a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (Abraço-MA), Associação Maranhense das Emissoras de Rádio e Televisão, Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Maranhão (Aclem), Agência Matraca, Curso de Comunicação da UFMA, Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), Sindsep/MA, EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) e Câmara de Vereadores de São Luís participaram da elaboração do plano.

A criação do Conselho Municipal de Comunicação parte da intenção da Prefeitura de São Luís de aprofundar os canais de diálogo com a sociedade, além de democratizar os meios de comunicação e fortalecer a inclusão digital.
 
BNC Parlamento Municpal

2 de janeiro de 2014

Banda “Suave Veneno” anima o sábado na Aserma

São Luis - A diretoria da Associação dos Servidores das Endemias Rurais do Maranhão (Aserma, antiga Sucam), na Rua Boa Esperança, 985, Turu, em São Luís (MA), ao lado do Condomínio Zeus, inicia neste sábado, 04 de janeiro, às 17h, a agenda cultural de festas e shows de boleros e serestas de 2014. A Banda Suave Veneno e a Banda da Rose vão animar a programação neste primeiro semestre, se revezando todas as semanas. Os ingressos estarão à venda no local.

A Gestão “Democracia e Liberdade”, presidida pelo agente de saúde, Francisco Machado, planeja ainda para este primeiro semestre a realização de um grande show por mês, com uma atração estadual convidada. “Todo sábado teremos aqui o melhor da seresta, do bolero e das músicas inesquecíveis que marcam gerações de todas as idades. Hoje, a Aserma promove a melhor e mais animada seresta da região”, disse Machado. No sábado, a festa vai até às 22hs.

Títulos à venda – A Aserma oferece ainda estacionamento próprio, murado e com segurança. A programação é agenda obrigatória para o grande público apreciador de boleros e serestas da região metropolitana de São Luís, aos sábados e domingos. No próximo sábado, dia 11, a partir das 17hs, a Banda da Rose comandará a festa. Vale lembrar que estão à venda títulos de sócio-contribuinte da Associação, com taxa única de R$ 72,00 (setenta e dois reais).

A taxa única refere-se à primeira mensalidade. Sem taxa de adesão, nem carência. Cada sócio tem direito a três dependentes. A Aserma disponibiliza aos associados piscina adulta e infantil, seresta sábado e domingo, campo de futebol, área de lazer com churrasqueiras e confraternização, playground, restaurante, quadra poliesportiva, restaurante self-service aos sábados e domingos e segurança, conforto e diversão a toda a família. Inform: 98 3248 1254.

BNC Cotidiano

6 de outubro de 2013

Democracia na Comunicação: Uma questão de cidadania

NOTA DE ESCLARECIMENTO
O programa de rádio  Maranhão da Gente é uma iniciativa de um grupo de profissionais da comunicação que tem seu trabalho pautado pelo respeito a pluralidade e visa a divulgação de informações relevantes para a população do interior do Estado.

O direito à informação é garantido pela Constituição, bem como o direito a liberdade de expressão. A última edição do programa, por exemplo, traz notícias sobre a greve dos bancários, os baixos indicadores sociais do estado, inclusive na questão da educação, onde foi ampliado o número de analfabetos nos últimos três anos e também sobre a feira do livro, realizada em São Luís.

As rádios comunitárias que se constituem em um canal alternativo de circulação de informações, se contrapondo as rádios de propriedade de políticos, que atuam afinadas com a linha editorial dos seus donos,  não cometem nenhuma ilegalidade ao divulgar este programa.

Vivemos um momento marcado pela defesa da pluralidade no âmbito da comunicação, marcada pelo crescimento da internet, por exemplo, como canal onde este tipo de fenômeno se manifesta de forma mais latente. É lamentável que matérias jornalísticas como a produzida pelo Jornal O Estado do Maranhão, sem respeitar o direito ao contraditório, e mais assemelhada a um panfleto político do que a um texto jornalístico, ataquem iniciativas como o programa de rádio desta natureza.

Nunca houve propaganda eleitoral em quaisquer das edições do  programas de rádio “Maranhão da Gente”, que tratam sobre vários assuntos de interesse da sociedade, com uma linha editorial crítica. As denúncias sociais e as informações de interesse da sociedade maranhense continuarão a ser produzidas e difundidas.

É lamentável essa tentativa torpe de um veículo de comunicação, cuja linha editorial é atrelada a um grupo político que adota o discurso da democracia, de atacar um programa de rádio com acusações infundadas, o que demonstra um desprezo a liberdade de expressão e a convivência com opiniões contrárias.

O Programa Maranhão da Gente continuará a ser produzido, apesar de enfrentar ataques torpes como o que foi feito por matéria apócrifa, divulgada pelo jornal “O Estado do Maranhão”.
O site Maranhão da Gente, onde o programa é divulgado, e os profissionais que nele atuam pautam-se pelo princípio do respeito e pela  pluralidade na comunicação, marca inalienável de uma verdadeira democracia.

Assinam esta nota, respectivamente os dois jornalistas responsáveis pela produção de conteúdo do  site Maranhão da Gente e o produtor e apresentador do programa de "Rádio Maranhão da Gente".
 
Camila Rocha
Francisco Júnior
Jeisael Marx