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28 de dezembro de 2013

Alcântara: prefeito assina convênio com Incra

Prefeito de Alcântara, Domingos Araken (PT) e o superintendente do Incra/MA, José Inácio Rodrigues, com os prefeitos de Fortuna, Arlindo Filho, e de Santa Luzia do Tide, Veronildo Tavares, em solenidade de assinatura de convênios no Incra/MA
O Prefeito Domingos Araken (PT) e o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/MA), José Inácio Rodrigues, assinaram na tarde desta sexta-feira, 27, na sede do Instituto, em São Luís, convênio para a construção de 31 km de estradas e sete pontes de concreto, que interligarão os povoados de Raimundo Su, Bituba, Portugal, Crôa, Monte Sinai, Ponta Raimundo Su, Leôncio, dentre outros.

As novas estradas vão interligar essas comunidades rurais de Alcântara ao Assentamento PA Padre Paulo, no município de Bequimão, passando pelo Rio Carrapicho. Mais de 230 famílias da região serão beneficiadas, a exemplo da comunidade quilombola de Juraraitá. O Prefeito Domingos Araken agradeceu a parceria do Incra e destacou que a importância do convênio para o desenvolvimento da região.

“Estamos muito felizes com mais esta importante parceria com o Incra. Estamos interligando por estradas e pontes de concreto os povoados da região de Raimundo Su até comunidades de Bequimão, estimulando o desenvolvimento da região”, comemorou.

O Superintendente do Incra/MA, José Inácio parabenizou a Prefeitura de Alcântara por mais este trabalho em defesa do desenvolvimento dos povoados e da região da Baixada.

As novas estradas vão melhorar o acesso aos povoados, o transporte de pessoas e o escoamento da produção rural.

BNC Litoral

5 de dezembro de 2013

Incra publica edital para compra de imóveis rurais no Maranhão

A Superintendência Regional do Incra no Maranhão publicou aviso de edital para compra direta de imóveis rurais localizados nas microrregiões maranhenses do Pindaré e Gurupi. As áreas serão destinadas à implantação de assentamentos visando receber famílias com perfil para a reforma agrária oriundas da desintrusão da Terra Indígena (TI) Awá-Guajá.

 O aviso foi publicado na Seção 3 do Diário Oficial da União no dia 28 de novembro de 2013. Na mesma data, foram abertas as inscrições para a seleção dos imóveis.
 A íntegra do edital ficará disponível até o próximo dia 27 de dezembro no portal do Incra. Também é possível retirar o documento na sede regional da autarqBairro Anil, uia, em São Luís (MA), localizada na Avenida Santos Dumont, 18, Bairro Anil.
 Desintrusão
 Composto por uma população considerada de recente contato de mais de 400 pessoas, além de grupos que vivem isolados, o povo Awá-Guajá têm na caça a base de sua vida social. A atividade determina o padrão de ocupação territorial, de grande dispersão.
 Em 2012, tiveram assegurado o direito à posse da TI Awá, no Maranhão, ocupada pela etnia juntamente com as terras indígenas Caru e Alto Turiaçu, também no estado. A decisão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, julgou improcedentes as ações movidas por posseiros que desejavam permanecer no local, ratificando portaria do Ministério da Justiça que, 20 anos antes, declarou a área como de uso permanente daquele povo.
 Na decisão, também foi estabelecido que a União, por intermédio da Funai, deveria promover a retirada dos ocupantes não indígenas (desintrusão) da TI Awá. O processo, em curso, conta com atuação do Incra no sentido de garantir novas áreas para o assentamento de famílias que viviam na terra indígena mas têm perfil para se tornarem beneficiárias da reforma agrária.
BNC Cotidiano

4 de setembro de 2013

Bira solicita informações ao Presidente nacional do INCRA

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na manhã desta terça-feira (03), o requerimento nº 320/2013 de autoria do deputado Bira do Pindaré (PT).

O parlamentar requer o envio de expediente ao senhor Carlos Mário Guedes de Guedes, presidente nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma agrária (INCRA), solicitando informações sobre o processo de desapropriação e de instalação do projeto de assentamento (PA), na fazenda São João, no município de Duque Bacelar.
 
BNC Parlamento Estadual

24 de junho de 2013

Ocupação do INCRA e da SEDES completa seis dias e Governadora não ouve trabalhadores rurais

Há exatamente 6 dias trabalhadores rurais do Maranhão ocupam as sedes do INCRA e da SEDES. A FETAEMA continuará com o movimento até que a Governadora apresente uma indicação de negociação. A Governadora não se pronunciou oficialmente até o momento.

Os trabalhadores rurais cobram respostas concretas do Governo do Estado no que diz respeito à pauta de reivindicações apresentada pela FETAEMA. Os agricultores pleiteiam melhorias no atendimento e na assistência as comunidades rurais (regularização fundiária), respostas em relação aos inúmeros casos que o ITERMA e o INCRA não conseguem dar andamento; combate a violência no campo; revisão do orçamento do Estado para a agricultura familiar, para 2013 estão previstos investimentos de menos de 1%.

O deputado Bira do Pindaré (PT) aproveitou o pequeno expediente da Assembleia Legislativa, na tarde desta segunda-feira (24), para cobrar um posicionamento da Governadora do Maranhão e repudiar a declaração do superintendente do INCRA no MA.

O Superintendente do INCRA afirmou que as negociações não estavam evoluindo devido à intransigência dos trabalhadores rurais. O Deputado repudiou a declaração e lembrou que desde sempre os trabalhadores e FETAEMA esperam por posicionamentos oficiais do Governo do Estado e do INCRA sem sucesso.

Bira ressaltou a pouca produção agrícola do Maranhão e responsabilizou o Governo do Estado por não investir em políticas públicas direcionadas para agricultura familiar. “Não consumimos produtos do Maranhão. O Governo não apóia a agricultura familiar. Só existe apoio aos chamados grandes empreendimentos. Eles tem até isenção fiscal para explorar nossas terras”, protestou.
 
BNC Maranhão

28 de abril de 2013

COMUNICADO DAS FAMÍLIAS SEM TERRA DO ACAMPAMENTO CIPÓ CORTADO

Mais umas vez viemos comunicar à toda sociedade civil da Região Tocantina e às autoridades publicas de novas ameaças e de um possível novo ataque a nossa comunidade.

Senhoras e Senhores, o que buscamos é somente condições para uma vida digna e de fraternidade entre nós lavradores e a Terra nossa Mãe, a qual tem nos alimentado sempre, bem como alimentado a todos vocês que estão a ler este comunicado.

Somos trabalhadores e trabalhadoras rurais acampados a mais de 7 anos na Fazenda Cipó Cortado, que abrange o município de Senador La Roque e Amarante do Maranhão - MA. Desde o inicio dos anos 90 o Governo Federal, através do INCRA, identificou cerca de 30 mil hectares nestas bandas do Maranhão como terras da União. Mediante isso o Órgão solicitou a reintegração de posse destes hectares para a União. Em 2006, o Superior Tribunal de Justiça determinou que o INCRA retomasse apenas 8.200 hectares, e usasse a área para a criação de assentamentos de Reforma Agrária.

Mesmo sendo apenas 8.200 hectares, a reintegração de posse à União nunca foi efetivada. A Policia Federal alegava não ter contingente e a Policia Militar argumentava que não tinha autorização da Secretaria de Segurança Publica do Estado do Maranhão. Frente a lentidão, de se cumprir a Constituição Federal, ocupamos desde 2006 a Fazenda Cipó Cortado que hoje recebe o nome de Acampamento Cipó Cortado. Somos trabalhadores rurais que vivíamos desempregados, muitos de nós passando fome e outras necessidades.

Desde que ocupamos a terra passamos a produzir nela e tirar com a força de nossos braços e a generosidade da Mãe Terra nosso próprio sustento em parte das 8.200h consideradas terra da União. Aqui, Senhoras e Senhores já nos constituíram como Comunidade, muitas crianças já nasceram aqui, muitas novas famílias já se formaram aqui. Temos escola mesmo que precária mais temos. Temos um curso de ensino médio com capacitação em técnicas agropecuárias, para que possamos cuidar melhor da terra e produzir ainda mais. Mas o impasse e a lentidão em regularizar estas terras têm nos trazidos muitas violações e ameaças.

Os fazendeiros não aceitaram a decisão judicial e querem também os 8.200 hectares destinados para assentamentos. Utilizando de violência, perseguição e tentativa de assassinato dos trabalhadores sem terra, através de milícias fortemente armadas, que circulam livremente na região, a luz do dia, o fazendeiro grileiro Francisco Elson de Oliveira tem liderado esse processo com o apoio de outros fazendeiros da região.

No ultimo dia 18/04, em uma REUNIÃO na sede do INCRA em Imperatriz fomos mais uma vez ameaçados de despejos e intimidações por fazendeiros. Desta vez na presença do Superintendente do INCRA no Maranhão, de representantes do PROGRAMA TERRA LEGAL, do DELEGADO AGRÁRIO do MARANHÃO RUBEM SERGIO E do OUVIDOR AGRÁRIO NACIONAL DESEMBARGADOR GERCINO DA SILVA FILHO, e até o momento nenhuma providencia foi tomada frente a essas ameaças. Frente a estas autoridades recebemos um ultimato vindo dos fazendeiros presentes onde ficou claro ou saímos da área onde vivemos ou seriamos tirado do jeito deles. Nós sabemos qual o jeito que eles usam e sempre usaram. Esperamos que as autoridades tomem as providências, pois tememos a qualquer momento a ação dos grileiros, já ameaçaram invadir nosso acampamento e queimar nossas casas.

Aguardamos empenho da Procuradoria Geral da União, da Ouvidoria Agrária, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do Programa Terra Legal e INCRA, uma solução que garanta a terra para nós trabalhadores que estamos cansados de tanto sofrimento e vivendo ameaçados pelos pistoleiros contratados pelos fazendeiros grileiros da região.

Queremos deixar claro a todos vocês, senhores e senhoras desta sociedade e senhores e senhoras autoridade, que temos medo sim, pois milhares de trabalhadores já tombaram sobre a garra dos grileiros em nosso Estado, aqui mesmo é uma região onde muitos crimes aconteceram, nós mesmo estamos a 7 anos sob o cerco de fogo desses monstros, que já tentaram por três vezes invadir nossa comunidade e em uma outra sequestraram dois companheiros trabalhadores deste acampamento. Mas tememos também a pobreza desesperada das periferias.

A nós resta resistir com nossa família, produzindo na terra. Deixamos claro através deste comunicado, aos Governos Federal e Estadual, que serão eles os responsáveis pelo que pode vir acontecer com estas 250 famílias que aqui vivem. À sociedade queremos sua solidariedade, pois somos nós os pequenos camponeses que produzimos os alimentos que todos os dias, vão à mesa de cada família neste País. 

Atenciosamente,
Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra
do Acampamento Cipó Cortado – 25 de abril de 2013

BNC Cotidiano