A deputada Cleide Coutinho (PSB) ocupou a tribuna da Assembléia
Legislativa, na tarde desta segunda-feira (15), para comunicar que tinha
acabado de assinar o requerimento de autoria do deputado Raimundo
Cutrim (PSD), para instalar a CPI da Agiotagem. Na ocasião, Cleide
defendeu o líder político Humberto Coutinho, destacando sua trajetória
pública como ex-vereador, ex-deputado estadual (quatro mandatos) e
ex-prefeito de Caxias (dois mandatos), que também ajudou a eleger o
atual prefeito daquela cidade, Léo Coutinho, enfatizando, ainda, a
decisiva participação de Humberto na sua eleição para deputada estadual,
por dois mandatos.
A manifestação de Cleide Coutinho foi uma resposta, em tom de
indignação, ao que ela classificou como “insinuações maldosas”, das
quais Humberto Coutinho tem sido vítima, que partiram de alguns setores
da imprensa e que insinuam um suposto envolvimento do ex-prefeito com
agiotas.
Para a deputada, Humberto, que tem todos os seus bens declarados, não
precisaria recorrer a agiotas nem se esconder. “Humberto já acionou
seus advogados para responsabilizar, com medidas judiciais, os que
fizeram as insinuações. Fiquei surpresa ao saber que a maioria das
pessoas listadas por envolvimento com os agiotas são correligionários ou
amigos da governadora. Que amizade é esta que não preserva os políticos
aos quais ela quer pedir o voto agora e que são acusados sem provas?”,
questiona.
Cleide Coutinho leu uma carta do ex-prefeito Humberto Coutinho,
enviada ao jornalista Jotônio e publicada na edição do Jornal Pequeno
dia 25 de abril dizendo: “Caro Jotônio, em atenção à nota intitulada
Agiotagem, publicada em sua coluna, Caxias em off, que noticiou a
inclusão de Caxias na suposta relação das 41 prefeituras envolvidas na
quadrilha de agiotas, chefiadas por Gláucio Alencar, bem como aos
desdobramentos ocorridos na imprensa regional, são necessários os
seguintes esclarecimentos.
“Em nenhum momento, enquanto prefeito municipal de Caxias e até o
presente momento recebi qualquer comunicado ou pedido de esclarecimento
de quaisquer órgãos legais, nem do Ministério Público ou do Poder
Judiciário, acerca do envolvimento entre à administração municipal de
Caxias e as pessoas noticiadas.
Chega a ser leviana a divulgação da relação de municípios
supostamente envolvidos, sem que se faça referência a qualquer fonte
oficial para tal divulgação. Direitos básicos, como a ampla defesa e
contraditório, são e foram fatalmente violados. Durante minha
administração, jamais houve qualquer envolvimento com práticas
classificadas como agiotagem.
Todos os contratos celebrados no âmbito da saúde e da educação,
foram feitos por meio de regulares procedimentos licitatórios, sem
qualquer favorecimento a terceiros em pagamento a empréstimos para
campanhas eleitorais. Chega a ser absurda a insinuação que precisei
recorrer a recursos ilícitos em minhas campanhas eleitorais, sempre
custeadas com recursos próprios e de fontes legalmente permitidas pela
legislação eleitoral, com prestações de contas sempre regularmente
aprovadas”.
Cleide disse ainda que Humberto Coutinho afirmou na carta: “Minha
vida de empresário e homem público sempre foi transparente, com meu
patrimônio sempre devidamente declarado. Portanto, quaisquer insinuações
do envolvimento da administração municipal de Caxias por mim conduzida
até 31 de dezembro de 2012, com alegada prática de agiotagem noticiada, é
desprovida de qualquer fundamento, sendo necessário o presente
esclarecimento”.
Encerando suas palavras, a deputada Cleide disse que é preciso
cuidado com o que é noticiado, porque uma nódoa, uma calúnia lançada
contra alguém, causa sofrimento não apenas à vitima, mas também se
estende aos seus familiares. Ela revelou que é por isso que o
ex-prefeito Humberto Coutinho está entrando com medidas legais, por meio
de seus advogados, para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
“Sei que a CPI talvez não seja aprovada por esta Casa. Mas temos que
fazer o nosso papel e tentar, através da CPI, esclarecer os fatos e, com
provas, nomear as pessoas responsáveis pela prática do delito.
BNC Parlamento Estadual
