25 de abril de 2013

“Não aceitaremos esse texto mutilado”, afirma Bira em relação ao Estatuto do Educador

O deputado estadual Bira do Pindaré (PT) participou ontem, terça-feira (24), da reunião com professores da rede estadual de ensino no auditório Fernando Falcão, da Assembleia Legislativa do Maranhão. A finalidade do encontro que, além de marcar o inicio de período de negociação, se transformou numa Audiência Pública foi discutir e aprovar o estatuto do educador.

Além de Bira e dos professores de todo Estado, estiveram presentes: o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), os deputados Rubens Pereira Júnior (PCdoB), Othelino Neto (PPS), Gardênia Castelo (PSDB), Eliziane Gama (PPS), Valéria Macêdo (PDT), e os governistas César Pires (DEM), Roberto Costa (PMDB), Magno Bacelar (PV), Francisca Primo (PT), Jota Pinto (PEN) e Dr. Pádua (PSD).

A luta dos professores começou há mais de 2 anos, quando a governadora assinou um acordo se comprometendo a apresentar o estatuto do educador em 60 dias. Até hoje, nada de estatuto. Apenas uma carta que, segundo os professores, desmoraliza a categoria. O deputado Bira reconheceu a luta dos professores e classificou a carta como um texto que prejudica todo o sistema de educação pública maranhense.

“Vocês têm dado uma demonstração de coragem, perseverança, de consciência, discernimento que poucas categorias têm, no Estado do Maranhão. E tanto é verdade que vocês estão aqui anunciando de forma uníssona o que todo mundo já sabe. Esse texto (Carta) ao invés de ter sido apresentado à categoria foi alterado, foi até mutilado, com uma série de supressões altamente prejudiciais a categoria, e por esta razão a gente se encontra mais uma vez diante de um impasse. Eu tenho certeza que na cabeça e no coração de cada um aqui ninguém vai fazer greve porque quer” defendeu.

Pindaré participou de muitas greves enquanto militante político e frisou o quão a luta é difícil e dolorosa. Afirmou que a situação de impasse provocada pelo Governo Estadual prejudica toda a sociedade, pois se está discutindo a perspectiva profissional e a educação no Maranhão.

“Quando se fala de aposentadoria estamos falando de perspectiva, o que será de cada um de nós no futuro. Se não garante o futuro da categoria qual o compromisso que ela vai ter com o desenvolvimento educacional e com os milhares de jovens que dependem exclusivamente da educação pública para sobreviver? O que vai ser da gente? Porque qualquer um de nós que teve que passar dos bancos da escola pública sabe o que significa isso”, destacou.

BNC Parlamento Estadual

Nenhum comentário:

Postar um comentário

quero comentar