6 de maio de 2013

Comissão da Verdade de SP faz audiências sobre crianças vítimas da ditadura

Elas usavam nomes "de guerra", mudaram de casa com frequência e fizeram poucos amigos. Viviam clandestinamente no Brasil ou exiladas em outros países. Viram a mãe depois de ser torturada, o pai morto, ou esperaram sua volta em vão. 

São crianças que viveram a ditadura militar no Brasil e que hoje, adultas, começam a contar sua história à Comissão da Verdade do Estado de São Paulo. O colegiado realiza de hoje a sexta-feira a semana "Verdade e Infância Roubada", com uma série de depoimentos de filhos de ex-presos políticos.

Uma das histórias que serão conhecidas é a da família do ex-deputado federal Aldo Arantes (PC do B), que se exilou em Montevidéu após o golpe de 1964, com a mulher Maria Auxiliadora. Lá nasceu, no ano seguinte, seu filho André. Ele e a irmã Priscila, nascida como clandestina no Brasil, em 1966, conheciam apenas seus sobrenomes falsos: Guimarães Silva. 

BNC Cotidiano

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