O Ministério Público Estadual (MPE) do Rio Grande do Sul flagrou em
escutas telefônicas realizadas durante a Operação Leite Compensado, que
detectou atravessadores que fraudavam cargas de leite cru para obter
mais lucro, conversas que indicam que a fórmula química para a
adulteração era comercializada a R$ 10 mil.
Além disso, um informante dos promotores retirou de uma propriedade na
qual o produto era "batizado" um recipiente com ureia e instruções para a
mistura escritas no rótulo. Mesmo assim, o MPE informou acreditar que
as empresas operavam independentemente.
Para cada 9 litros de leite, o fraudador misturava um litro de água e
adicionava 10 gramas de ureia industrializada, que mascarava a
dissolução. Essa substância continha formol, produto cancerígeno, que o
MPE informou estimar ter contaminado 100 milhões de litros de leite em
um ano.
Total de leite adulterado movimentado pelo grupo, no período de um ano, chegou a 100 milhões de litros
Conforme uma fonte do MPE, caso os fraudadores tivessem optado pela
ureia sem formol, mais cara, teria sido ainda mais difícil desmascarar o
golpe.
Cinco empresas de transporte de leite entre o produtor e a indústria
adulteraram o produto cru, de acordo com o MP. O golpe foi descoberto
depois que os promotores receberem denúncias de que uma substância ainda
não identificada estava sendo usada para fraudar o leite. Um
levantamento foi solicitado para a Receita Federal, que apurou que os
empresários estavam comprando uma grande quantidade de ureia.
Os locais em que a carga deleite era adulterada não possuíam as mínimas
condições de higiene. Gado e porcos tinham acesso aos poços artesianos
de onde a água era retirada para a fraude.
Operação
Na Operação Leite Compensado, foram cumpridos dez mandados de prisão e
oito de busca e apreensão nas cidades gaúchas de Ibirubá, Guaporé e
Horizontina.
Com Informações da Uol - Porto Alegre
BNC Sul