O auditório Fernando Falcão ficou pequeno para o grande número de
participantes, na grande maioria mulheres, da palestra sobre “violência
de gênero” ministrada pela juíza Sônia Amaral, titular do 7º Juizado
Especial Cível e das Relações de Consumo.
O evento foi coordenado pela secretária
Estadual da Mulher, Catharina Bacela, e contou ainda com a participação
de Olga Simão, secretária Estadual da Cultura, representando a
governadora Roseana Sarney.
Estiveram presentes no evento gestoras
municipais; a delegada geral do Estado, Maria Cristina Rezende; a
articuladora da rede nacional de religiões afrobrasileiras, Luzimar
Brandão; Crisalis Fonseca, da Secretaria adjunta da Mulher; Mariana
Albano de Almeida, subcorregedora geral do Estado; a coordenadora do
disque-denuncia, Ellen Araújo; a juíza Sônia Amaral; a promotora de
justiça, Selma Regina; a diretora da Fapema, Rosane Guerra; entre outras
autoridades.
As deputadas Francisca Prima (PT), Eliziane Gama (MD) e Gardênia Castelo
(PSDB), que compõem a CPI da Mulher, também estiveram no evento para
prestigiar a homenagem a Maria da Penha, mulher que dá nome a lei que
revolucionou a questão de gênero no país.
A homenageada, Maria da Penha, falou da importância de vir pessoalmente
ao evento: “Eu me sinto cada vez mais comprometida com essa causa. É
para estimular mais essas mulheres que sofrem violência a denunciar que
estou aqui. Principalmente pra cobrar dos gestores públicos a aplicação
de políticas públicas que atendam a essa lei para que possam dar
conforto às mulheres que fazem essas denúncias”.
Na primeira vez com arma de fogo,
deixando-a paraplégica; e na segunda, tentou eletrocutá-la e afogá-la.
Nove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão.
Por meio de recursos jurídicos, ficou
preso por dois anos. Solto em 2002, hoje está livre. Com 67 anos e
paraplégica, Maria da Penha é líder de movimentos de defesa dos direitos
das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica.
(Com informações da Agência Assembleia)
