A Prefeitura de São Luís retomou as ações de fiscalização
na BR-135 para combater o transporte irregular e ilegal de vísceras de boi
procedentes de matadouros industriais. Durante a blitz, os fiscais
sanitários da Secretaria de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), em
parceria com Defesa Sanitária e Polícia Rodoviária Federal (PRF), vistoriaram carros
utilitários e motocicletas, apreendendo pouco mais de uma tonelada do produto.
Os motoristas autuados em flagrante foram notificados
pela ausência da guia sanitária, equipamentos de proteção individual (EPI) e
higiene sanitária das carrocerias e variados recipientes de transporte. Em
vários casos, as vísceras estavam contaminadas pela presença de sangue e fezes.
Toda a carga foi inutilizada para consumo humano e descartada em local
apropriado.
Conforme destacou o secretário Marcelo Coelho, durante
este semestre a Semapa vai manter as blitzen sanitárias na BR-135 e fazer novas
ações no sentido de adequar e padronizar o trabalho de limpeza e manipulação
das vísceras e miúdos de boi. “Em geral, são tratados em locais e
cozinhas improvisadas e insalubres. Atualmente, o transporte desses
produtos continua sendo feito pelas mesmas pessoas autuadas pela
fiscalização sanitária. Vamos trabalhar para garantir a boa qualidade do
produto e a defesa da saúde do consumidor”, disse.
Por atribuição do Ministério da Agricultura, a Semapa
desenvolve um programa permanente de controle sanitário dos produtos
animal e vegetal, na origem, no momento em que são produzidos, manipulados e
transportados para comercialização. Uma equipe de médicos veterinários e
técnicos agropecuários trabalham diariamente para garantir a boa
qualidade do produto e a defesa da saúde do consumidor.
O transporte de vísceras bovinas é uma das prioridades
para a Inspeção Sanitária da Semapa. O setor foi relativamente adequado em
2011, por ocasião da regularização da cadeira produtiva do frio, quando a Prefeitura
de São Luís determinou as regras para o resfriamento e transporte de carne
entre os matadouros industriais e os pontos de venda localizados na rede
municipal de feiras e mercados. Apesar da resistência dos produtores e
feirantes, houve o entendimento que precisava se investir em equipamentos
apropriados para o exercício da atividade de forma segura, sem ameaça para a saúde
do consumidor final.
BNC Cidade