O Tribunal de Contas da União identificou novo erro na cobrança de conta
de luz dos brasileiros. O órgão considerou ilegal resolução da Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que autorizou as distribuidoras a
trocar contratos de energia mais barata por energia mais cara, o que
elevou o índice de reajuste tarifário de maneira artificial.
O valor cobrado a mais dos consumidores corresponde a cerca de R$ 5,6
milhões e compreende o período entre julho de 2011 e julho de 2012.
Na prática, as distribuidoras rompiam contratos mais baratos de
energia, como de hidrelétricas, antes do vencimento. No lugar deles,
efetuavam compras em leilões para fornecimento de energia em contratos
de curto prazo de fontes mais caras, como termoelétrica e eólica. A
manobra tornava justificados aumentos mais forte na correção anual.
Seis companhias estão envolvidas na falha - Ampla Energia e Serviços
(Ampla), Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Companhia
Paulista Força e Luz (CPFL Paulista), Distribuidora Gaúcha de Energia
(AES Sul), Rio Grande Energia (RGE) e Companhia Estadual de Energia
Elétrica (CEEE).
BNC Energia