| Em discurso na tribuna do plenário do Senado Federal, senador Armando Monteiro (PTB-PE) |
Ao comentar estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
apontando a elevação da carga tributária sobre micros e pequenas
empresas no Brasil, o senador Armando Monteiro (PTB-PE) defendeu em
Plenário, nesta quinta-feira (19), a necessidade de aprimoramento da Lei
Geral do Simples Nacional a fim de se reduzir a tributação sobre essas
entidades.
De acordo com Armando Monteiro, um dos principais fatores que oneram a
tributação das micros e pequenas empresas brasileiras atualmente é o
uso indiscriminado da substituição tributária, que ocorre quando a
empresa substituta recolhe o imposto pelo restante da cadeia produtiva
ou na comercialização considerando estimativas de margens de lucro.
Em sua avaliação, a substituição do recolhimento dos impostos reduz o
capital de giro das empresas, atinge os empregos, inibe investimentos,
afeta o clima de confiança e a concorrência, além de incentivar a
informalidade.
— É preciso disciplinar o uso da substituição tributária que deve se
restringir aos casos clássicos de comercialização pulverizada, aplicada
nos setores com elevado grau de contribuição arrecadatória ou com alta
concentração de fabricantes ou distribuidores. Da forma como está, um
instrumento de caráter seletivo se transformou em política de
produtividade fiscal com viés puramente de crescimento da arrecadação —
disse.
Armando Monteiro apontou ainda como fatores negativos que resultam
no pagamento de mais impostos por micros e pequenas empresas a adoção
de sublimites de faturamento e a antecipação nas compras interestaduais
de mercadorias para revenda.
A adoção de sublimites, segundo ele, faz com empresas locais com
faturamento acima do valor definido recolham o Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS) com base em alíquotas regulares, que
são superiores às que são cobradas no Simples Nacional.
Além desses mecanismos que produzem assimetrias negativas no ambiente
de tributação de micros e pequenas empresas nos diferentes estados
brasileiros, Armando Monteiro destacou o benefício de redução ou isenção
do ICMS integrante do Simples Nacional, concedido por alguns estados
para as faixas iniciais de faturamento.
Segundo ele, este é um importante fator que eleva a competitividade
de micros e pequenas empresas nos estados que concedem tais benefícios.
Visando corrigir alguns dos problemas apontados, Armando Monteiro defendeu a aprovação do Projeto de Lei do Senado (PLS) 3/2013 que veda a exigência do pagamento antecipado do imposto sobre estoques de mercadorias existentes nas empresas e do PLS 323/2010 que regulamenta a substituição tributária.
Fonte: Agência Senado
BNC Brasília