O baixo efetivo de policiais é um dos principais motivos do aumento da criminalidade no Estado. A afirmação é do secretário estadual de Segurança, Aluísio Mendes, durante reunião com a desembargadora Nelma Sarney, na Unidade de Segurança Comunitária (USC), modelo inspirado nas UPP´s do Rio de Janeiro
e instalada no início do ano na localidade Vila Luizão/Divineia, em São Luís.
De acordo com o secretário de segurança, a USC reduziu a criminalidade nos bairros da Divineia, Vila Luizão e Sol e Mar, com policiamento 24 horas e um efetivo de 92 homens da PM, 12 veículos e 10 câmeras de videomonitoramento. Segundo ele, até o mês de março, duas novas USC´s devem ser inauguradas nos bairros da Cidade Olímpica e Coroadinho.
Estiveram reunidos com o secretário e a corregedora geral da Justiça para o biênio 2014/2015, desembargadora Nelma Sarney, o juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude, José Américo Abreu, o deputado estadual Edilásio Júnior, o vereador Ivaldo Rodrigues, e representantes da Fiema, Vale, Alumar, Associação Comercial e Fecomércio, instituições envolvidas no Programa Integrado de Combate à Violência, conforme termo de cooperação firmado no início do mês.
Moradores do bairro do Cohatrac e parentes de dois jovens assassinados recentemente na localidade também participaram da reunião, pedindo ações emergentes de segurança. “Moro perto da delegacia, mas tenho medo de sair de casa. Estamos a ponto de decretar o toque de recolher”, opinou a moradora Socorro Ribeiro.
Para Aluísio Mendes, é injusto cobrar apenas da polícia a responsabilidade pela violência, que envolve um cenário muito complexo e deve ser cobrado do Estado como um todo para a criação de vagas no sistema carcerário e de políticas públicas. “A sociedade também tem uma grande responsabilidade, o cidadão precisa sair dessa acomodação letárgica”, frisou.
A desembargadora Nelma Sarney destacou que o objetivo da parceria firmada no Programa de Combate à Violência é integrar o trabalho das instituições e organizações, que agem de forma isolada, frente à violência que levou o Maranhão a decretar estado de emergência.
Não queremos justificar um dever descumprido, mas compartilhar com a sociedade civil uma parceria que é imprescindível nesse movimento”, ressaltou o juiz José Américo Abreu.
As instituições e empresas se reúnem novamente no próximo dia 11, para definição de ações de enfrentamento à criminalidade.
BNC Justiça
