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| VLT foi tema de debate no plenário da Assembleia Legislativa. |
O deputado estadual Neto Evangelista
(PSDB) levou para o plenário da Assembleia Legislativa um assunto que
tomou de conta de boa parte do debate na campanha eleitoral de 2012: O
VLT – Veículo Leve sobre Trilho.
Evangelista, que concorreu ao cargo de
vice-prefeito na chapa do também tucano João Castelo, usou o grande
expediente para defender o projeto do ex-prefeito, rebater as críticas
de que se tratava de um “projeto eleitoreiro”, além de cobrar do atual
prefeito de São Luis, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), a continuidade das
obras que fariam o VLT funcionar definitivamente na cidade.
O debate foi tão intenso que fez a
deputada Gardênia Castelo (PSDB) falar publicamente, pela primeira vez,
não somente sobre o VLT, mas também defender a gestão do seu pai e
criticar o atual prefeito.
Neto Evangelista foi aparteado tanto por
colegas da base governista quanto da oposição – esta visivelmente
aflita e meio atordoada pelo discurso do tucano, já que os
oposicionistas sonham com PSDB no palanque de Flávio Dino nas eleições
de 2014.
Observadores políticos presentes na
sessão, afirmaram que o pronunciamento de Evangelista pode ter sido uma
sinalização de que o PSDB está cada vez mais distante do projeto da
oposição dinista.
A seguir o Blog do Robert Lobato reproduz trechos dos melhores momentos do debate sobre o VLT travado nesta manhã, na Assembleia Legislativa. Veja:
NETO EVANGELISTA - Durante
a campanha do PSDB, foi propagado, nosso adversário na campanha que foi
eleito agora prefeito de São Luís, o atual prefeito Edivaldo Holanda
Júnior, fez um compromisso com a população de São Luís de que iria
continua o VLT. Infelizmente, ao assumir a prefeitura municipal, o
prefeito disse que não havia projeto do VLT (…) Eu quero primeiro
lamentar pela incoerência do senhor prefeito Edivaldo Holanda Júnior de
inicialmente ter dito à população de São Luís que iria continuar o
projeto do VLT e, ao assumir a prefeitura municipal, faltar com a
verdade para com os ludovicenses alegando que não há projeto. Eu faço
questão de apresentar apenas algumas partes do projeto básico e outras
partes do projeto executivo, não se esquecendo de ressaltar a
importância desse veículo, senhor presidente, o VLT, veículo leve sobre
trilhos, que esse sim reforça o transporte público de São Luís, esse sim
faz com que a gente tenha a melhor condição do transporte público de
700 mil ludovicenses que usam diariamente o transporte público. O VLT
tem uma capacidade de cerca de 20 mil passageiros por hora e tem
velocidade média de 40 a 100 quilômetros por hora, passagem mais barata
do que a de ônibus, não polui o meio ambiente, não passa por buracos,
tem mais segurança, menos possibilidade de acidentes, é mais rápido que o
ônibus, pontualidade, ambiente climatizado. Por incrível que pareça,
soando ironicamente ou não, tem GPS, sistema de informação audiovisual
para os passageiros, informações de tempo. Esse é o VLT que todos vocês
olharam durante a campanha e olham ainda hoje.

GARDÊNIA CASTELO – É lamentável
realmente. Vimos aí essa apresentação do projeto base, o projeto
executivo do VLT, transporte hoje já utilizado em muitas cidades, São
Luís é uma cidade que tem mais de um milhão habitantes, jamais poderá
contar apenas com o transporte convencional de ônibus, não vai
funcionar, realmente a população desta forma vai ficar muito mal
atendida (…). Na época lá dos idos da campanha eleitoral, nosso
adversário inclusive usando de artifícios escusos, colocando candidatos
laranjas, diziam que o VLT era alugado, que o VLT era sucata, enfim
fizeram assim, desconstruíram exatamente esse belíssimo projeto que
qualquer cidade do tamanho de São Luís quer e precisa ter. É lamentável
que para se ganhar uma eleição tenha que se ter mentido tanto. É muito
triste. A mentira tem pernas curtas, como diz o ditado popular. Então,
hoje, a realidade está aí, está posta. A gente vê, de maneira clara,
como a cidade está sendo tratada. Infelizmente, não é como a gente
gostaria. Até torci muito e continuo torcendo que o atual gestor
consiga, de fato, fazer a mudança que ele tanto propalou, que ele pare
de dizer que achou uma herança maldita, porque esse discurso não cola. O
prefeito João Castelo, quando assumiu a gestão também achou algumas
dificuldades, ultrapassou todas essas dificuldades e não encontrou,
naquela época, uma cidade como o atual prefeito encontrou, com muitas
avenidas recuperadas, com novas avenidas construídas, com projetos como
esses prontos e iniciados, projeto executivo pronto e iniciado, com mais
de um bilhão de reais de recursos na Caixa Econômica Federal. Lamento
profundamente, não gostaria de estar assistindo ao que estou assistindo,
torço para que esse rumo mude, que essas coisas não continuem dessa
forma porque, de fato, o prejuízo para a cidade é muito grande.
Recuperar esse tempo perdido não vai ser fácil. Era esta a nossa
contribuição.

RUBENS PEREIRA JÚNIOR -
O assunto VLT transcende a questão municipal. Não vou entrar no detalhe
da discussão municipal com V.Exª. Tenho o hábito de evitar esse tipo de
embate nesta Casa. Mas em relação ao VLT, de fato, é um assunto
estadualizado pela sua importância. Não há como se falar em nenhuma
metrópole sem as outras alternativas de transportes e o VLT é, sem
dúvida, uma das mais importantes . (…) A Prefeitura se move, se mexe
para garantir a viabilidade do Projeto do VLT. Pelo menos, a informação
que tive pela imprensa foi que está sendo tentado, buscado uma parceria
com o governo federal, inclusive o governo do Estado tentou intermediar
para garantir que o VLT seja direcionado para a área Itaqui/Bacanga,
ligando o Terminal da Integração à área Itaqui-Bacanga. Se isso desse
certo já seria um grande avanço.
MAGNO BACELAR –
Quero parabenizar V.Exª por trazer esse assunto para ser discutido aqui
nesta Casa. E lamentar profundamente a gestão da atual municipal não
dar prosseguimento a esse Projeto que era uma grande alternativa para a
mobilidade urbana na nossa capital. (…) Claro que a gestão municipal
tinha que dar continuidade a um Projeto como V. Exa apresentou, um
Projeto Executivo, um Projeto Básico. Eu cheguei a dizer que o prefeito
João Castelo, não tinha competência nem para tapar um buraco das
avenidas de São Luís, mas é claro, chegou a reta final, ele fez um amplo
programa da melhoria da infraestrutura urbana de São Luís, o
prolongamento da Litorânea, e esse VLT. Agora, o que a gente observa, há
politicagem, o gestor não dá continuidade a um projeto bom que está lá,
e quando se abandona um projeto desse que não é dinheiro do prefeito, é
do contribuinte, é do povo, são 7 milhões. Se a equipe de engenharia da
prefeitura constatou que realmente tinha algum problema, mas vão
procurar aperfeiçoar melhorar e não eliminar. É um ano é muito tempo
porque é um projeto que já estava em andamento lamentamos profundamente,
é dinheiro público que está sendo jogado no ralo.
BIRA DO PINDARÉ - Queria
parabenizar V. Exa pelo tema que traz aqui. (…) Um dos grandes
problemas que nós enfrentamos no Brasil é a periodicidade das eleições e
a mudanças dos gestores que nós temos nos municípios, nos Estados e até
no nosso país, que não vem acontecendo ultimamente em nível de Brasil
e dizer que o gestor, na verdade, ele tem que olhar o projeto como algo
maior que está acima da questão política e que vai de encontro aos
anseios da população. Então, isso acontece em diversos municípios, às
vezes, um ex-prefeito sai, deixa uma obra importante em andamento, o
prefeito que entra só porque era adversário do ex-prefeito acha que se
tocar aquela obra para frente, como o idealizador não foi ele, ele vai
levantar o nome do ex-prefeito e, por conta disso, aquela obra acaba
ficando paralisada e quem sofre é a população de São Luís, eu nem sei se
esse é caso do VLT, mas o que é importante e deixar ressaltado é que
tudo aquilo que diz respeito aos projetos estruturantes, aquelas obras
que vem, na verdade, melhorar a vida e a qualidade de vida das pessoas
têm que ser olhado de forma apolítica, acima de tudo, acima de qualquer
interesse político, partidário e mais do que isso, tem que ser olhado
inclusive com mais pressa, porque, muitas das vezes, quando um projeto
desses já está andamento, se o gestor que toma posse não cuidar logo
desses projetos no início, corre-se o risco de perder o prazo de
apresentação de novos documentos, corre-se o risco de perder o recurso,
você sabe que o convênio tem prazo para a execução, se não puder
executar no determinado prazo tem que ser pedido a prorrogação, se não
pedir a prorrogação depois dificilmente conseguirá reaver esses
recursos. Então, o que eu acho é que tem que haver responsabilidade por
parte da Prefeitura Municipal de São Luís no sentido de não deixar um
projeto tão importante como esse, deixar de ser concluído e não ser
entregue àqueles que merecem utilizar, que é a população de São Luís.
Portanto, parabéns ao pronunciamento de V.Exa.
MAX BARROS – Deputado
Neto eu queria dizer que estou feliz. V. Ex.ª um deputado jovem,
participou de uma campanha como vice-prefeito, fez um papel muito
importante e traz um tema fundamental para ser debatido aqui na
Assembleia a questão da mobilidade urbana na ilha de São Luís. E nesse
aspecto São Luís, a região metropolitana, nós já estamos muito
atrasados, a cidade cresceu de uma maneira desordenada, sem planejamento
e que o principal para questão da mobilidade é o transporte de massa. E
nós não temos sistema de transporte de massa e quanto mais a cidade
crescer, quanto mais aumentar a questão demográfica, mais difícil vai
ser de implantar esses projetos de mobilidade urbana. Então V. Ex.ª puxa
esse assunto. O tema, tecnicamente nós podemos fazer alguns
questionamentos, podemos aprimorar. Primeiro a questão do VLT em si não é
fundamental, o VLT é um veículo, é um veiculo confortável, moderno,
bom, mas o principal no projeto é o traçado que ele vai ter, é o estudo
da demanda, a origem e o destino, quantas pessoas vão trafegar, se ele
vai passar realmente na área demograficamente mais populosa.
Com informações do Blog Robert Lobato
BNC Parlamento Estadual