O MP-MA (Ministério Público Estadual) denunciou por homicídio sete
pessoas acusadas de incendiar um ônibus no bairro Vila Sarney Filho, em
São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís, sexta-feira
(3). No ataque, a menina Ana Clara Santos Souza, 6, saiu com 95% do
corpo queimado e morreu dois dias depois. Outras quatro pessoas ficaram
feridas no incêndio --duas ainda estão internadas.
Na noite do
dia 3, quatro ônibus foram atacados, três deles incendiados, a mando de
presos integrantes de facções criminosas que comandam o complexo
penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. A ofensiva foi uma retaliação a uma operação da PM (Polícia Militar) dentro das unidades prisionais de Pedrinhas.
De acordo com a denúncia do MP, Jorge Henrique Amorim Santos (Dragão),
Widerley Moraes (Paiakan), Hilton John Alves Araújo (Praguinha),
apontado como coordenador do ataque, Giheliton de Jesus Santos Silva
(Gil), Samuel Rodrigues Alves (Anel), Thallyson Vitor Santos Pinto e
Larravadiere Silva Rodrigues de Sousa Júnior (Júnior Black) também vão
responder na Justiça por tentativa de homicídio contra as outras quatro
pessoas que foram queimadas.
O MP informou que o grupo organizou o atentado em uma reunião no
próprio bairro Vila Sarney Filho e dividiram as tarefas entre os
integrantes.
"A ordem partiu de dentro do Complexo Penitenciário
de Pedrinhas, pela facção criminosa Bonde dos 40", disse o MP,
destacando que o ataque aconteceu logo depois da ordem dos presos e
contou com a participação de quatro adolescentes.
Os advogados dos denunciados não foram identificados para falar sobre a ação do MP-MA
BNC Maranhão
