9 de fevereiro de 2014

NO MAR: Suspeita de queda de passageiro causa tumulto em cruzeiro de Roberto Carlos

Rio de Janeiro - Os passageiros que estão à bordo do cruzeiro "Emoções em alto mar", com o cantor Roberto Carlos, levaram um susto na manhã desta segunda-feira (10) com um anúncio do comandante do navio da MSC de que havia a suspeita de que uma pessoa havia caído no mar. Trinta minutos depois, a tripulação informou que foi apenas um alarme falso. Um passageiro havia fotografado um objeto que poderia ser um corpo, mas a companhia identificou como sendo apenas lixo.


Os trinta minutos, no entanto, foram de confusão dentro do navio. A manobra brusca do comandante para voltar ao local onde o objeto havia sido visto arrastou mesas e causou instabilidade no interior do navio. O comandante também pediu ajuda para que todos ajudassem olhando para o mar e verificando em suas cabines se não estava faltando ninguém.


De acordo com a assessoria de imprensa da companhia italiana, toda vez que há a suspeita de queda de um passageiro no mar o procedimento de segurança inclui averiguação. O navio reduziu a velocidade mas não chegou a parar. Ainda em Búzios, agora ele segue para Angra dos Reis (RJ). Depois que o mal-entendido foi esclarecido, os passageiros comemoraram, aliviados. 
Conversa em alto mar

O cantor Roberto Carlos teve um encontro com jornalistas na noite deste domingo (9) a bordo do navio MSC Preziosa, onde acontece a 10ª edição do cruzeiro . "Estou melhor do TOC [Transtorno Obsessivo-Compulsivo]. Sentei numa cadeira roxa e nem percebi", brincou o cantor, referindo-se às manias de evitar as cores marrom e roxo.


Outro caso famoso do TOC do cantor envolve a música "Quero que Tudo Vá Para o Inferno", sucesso de 1965 e que está banida de seu repertório desde a década de 1980. "Mas este ano ainda eu volto a cantar 'Quero que Vá Tudo...'", disse ele, sem completar o restante do título.


Durante a conversa com jornalistas, Roberto Carlos retomou o assunto das biografias não autorizadas. "A questão é equilibrar o direito de privacidade com a liberdade de expressão. Um direito não pode prejudicar o outro". O cantor disse que, hoje, é a favor da biografia não autorizada desde que obedeça a esse equilíbrio. "Eu me considero dono da minha história. Isso é propriedade minha. A comercialização das coisas em torno da minha história tem que passar por mim".

BNC Cotidiano

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