Rio de Janeiro - Os passageiros que estão à bordo do cruzeiro "Emoções em alto mar",
com o cantor Roberto Carlos, levaram um susto na manhã desta
segunda-feira (10) com um anúncio do comandante do navio da MSC de que
havia a suspeita de que uma pessoa havia caído no mar. Trinta minutos
depois, a tripulação informou que foi apenas um alarme falso. Um
passageiro havia fotografado um objeto que poderia ser um corpo, mas a
companhia identificou como sendo apenas lixo.
Os trinta minutos,
no entanto, foram de confusão dentro do navio. A manobra brusca do
comandante para voltar ao local onde o objeto havia sido visto arrastou
mesas e causou instabilidade no interior do navio. O comandante também
pediu ajuda para que todos ajudassem olhando para o mar e verificando em
suas cabines se não estava faltando ninguém.
De acordo com a
assessoria de imprensa da companhia italiana, toda vez que há a suspeita
de queda de um passageiro no mar o procedimento de segurança inclui
averiguação. O navio reduziu a velocidade mas não chegou a parar. Ainda
em Búzios, agora ele segue para Angra dos Reis (RJ). Depois que o
mal-entendido foi esclarecido, os passageiros comemoraram, aliviados.
Conversa em alto mar
Conversa em alto mar
O cantor Roberto Carlos teve um encontro com jornalistas na noite deste domingo (9)
a bordo do navio MSC Preziosa, onde acontece a 10ª edição do cruzeiro .
"Estou melhor do TOC [Transtorno Obsessivo-Compulsivo]. Sentei numa
cadeira roxa e nem percebi", brincou o cantor, referindo-se às manias de
evitar as cores marrom e roxo.
Outro caso famoso do TOC do
cantor envolve a música "Quero que Tudo Vá Para o Inferno", sucesso de
1965 e que está banida de seu repertório desde a década de 1980. "Mas
este ano ainda eu volto a cantar 'Quero que Vá Tudo...'", disse ele, sem
completar o restante do título.
Durante a conversa com
jornalistas, Roberto Carlos retomou o assunto das biografias não
autorizadas. "A questão é equilibrar o direito de privacidade com a
liberdade de expressão. Um direito não pode prejudicar o outro". O
cantor disse que, hoje, é a favor da biografia não autorizada desde que
obedeça a esse equilíbrio. "Eu me considero dono da minha história. Isso
é propriedade minha. A comercialização das coisas em torno da minha
história tem que passar por mim".
BNC Cotidiano
