Rio de Janeiro - A invasão de torcedores chilenos na partida contra a Espanha
provocou uma militarização do entorno e de dentro do Maracanã. Barreiras
impedem até moradores das redondezas de se aproximar do estádio se não
apresentarem comprovantes de residência. Ninguém sem ingresso passa.
Essa estratégia é diferente do que foi prometido pela secretaria de
segurança do Rio de Janeiro ao traçar o novo plano de proteção à arena.
Foram feitas várias barreiras no entorno ao estádio, principalmente na
saída do metrô. E os policiais também atuam dentro do Maracanã ao
contrário do que ocorria em outros jogos, e em outros estádios. Foram
acrescidos 600 policiais ao esquema, em um total de 3.100 para evitar
novas invasões.
A primeira medida mais visível é a triagem
dos torcedores assim que saem da estação de metrô. Até a partida entre
Chile e Espanha, havia apenas um corredor de policiais militares na
rampa de acesso ao Maracanã vendo se os torcedores que chegavam tinham
ingressos. Neste domingo, são três as barreiras de checagem.
Os PMs não estão deixando torcedores sem ingresso passar,
diferentemente do que havia sido anunciado em entrevista na última
sexta-feira (20). Na ocasião, o subsecretario de segurança do Rio,
Roberto Alzir e o comandante da PM, Luiz Castro, afirmaram que não
haveria restrições aos torcedores sem ingresso. "Queremos que as pessoas
possam se aproximar do Maracanã e sentir esse clima de Copa do Mundo",
disse Alzir. Castro ainda observou que não há "impedimento legal" para
que as pessoas se aproximem. Moradores reclamaram de não conseguir
chegar em casa porque só com comprovante de residência podem acessar à
área.
A FIFA presionou a ornanização local da copa para que não houvesse mais ações como essa nos estadios, além disso a mídia nacional não deu ênfase ao fato ocorrido no Maracanã.
BNC Copa do Mundo no Brasil