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10 de junho de 2015

Operação catraca traz mas tranquilidade a população da região metropolitana.

Operação Catraca é intensificada nas principais avenidas da capital maranhense
Por Vanessa Moreira

Grande Ilha - Em quatro dias de ‘Operação Catraca’ realizada pela Polícia Militar, por meio do Comando de Policiamento Especializado (CPE), 192 ônibus foram abordados, 2.320 pessoas revistadas, quatro armas de fogo e 13 armas brancas recolhidas, oito pessoas presas por porte ilegal de arma, cinco munições ponto 40 apreendidas dentro de coletivos, 204 motocicletas e 173 carros revistados e ainda, grande quantidade de drogas retiradas de circulação, totalizando 22 kg de maconha e 12 cabeças de crack.

A ‘Operação Catraca’ segue por tempo indeterminado nas avenidas da capital para reduzir o índice de criminalidade dentro dos coletivos, garantindo segurança à população. O coronel Pereira, comandante do CPE, afirmou que a operação aumentou a sensação de segurança dos maranhenses e pede a colaboração de todos para que auxiliem o trabalho da polícia.

“Desde a última quinta-feira é notória a redução de ocorrências de assaltos e homicídios nas principais delegacias da capital. O trabalho traz resultados positivos e peço a colaboração do cidadão, para que, quando estiver em contato com a polícia entenda que precisamos realizar buscas dentro de carros e ônibus, elas são necessárias para tirarmos os bandidos da rua. A Polícia Militar está fazendo a sua parte, precisamos nos unir para diminuir os índices de criminalidade. O trabalho ostensivo continua”, afirmou o coronel Pereira.

O major Sodré, um dos responsáveis pelas vistorias dentro dos coletivos, considera o retorno da operação fundamental para garantir a tranquilidade da população. “Observamos a ausência de homicídio nestes dias em que foram mais intensas as operações. Isso é muito importante para inibir a ação criminosa”, afirmou o major.

Dezessete avenidas estão sendo monitoradas por equipes do Comando de Policiamento Especializado (CPE) que são: Rotam, Batalhão de Choque, Operação Ilha Segura, Cavalaria, Batalhão Ambiental, Companhia de Operações Especiais (COE) e Companhia da Polícia Rodoviária (CPR). Uma viatura com quatro policiais é destacada para cada avenida no início da tarde até a madrugada. “Nosso trabalho não para, estamos firmes no proposito de reduzir a criminalidade e assaltos a ônibus na capital”, disse o major Sodré. 

Operação Catraca
Durante a coletiva de imprensa, realizada na última quinta-feira (04) o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Alves, afirmaram que a Polícia Militar retomou a ‘Operação Catraca’, que consiste em rondas nos coletivos em busca de pessoas e atitudes suspeitas. Outra ação preventiva é a análise individual de autores de crimes que cometem assaltos a ônibus.

“A operação Catraca visa combater a criminalidade dentro dos coletivos e evitar que a população sofra algum tipo de violência. Estamos intensificando esta operação com todo o comando reforçado para atuar nos coletivos”, afirmou o coronel Alves.

Confira as apreensões da Operação Catraca de 4 a 7 de junho
- Pessoas revistadas: 2.320
- Ônibus abordados: 192
- Veículos abordados: 173
- Motocicletas revistadas: 204
- Armas de fogo apreendidas: 4
- Armas brancas apreendidas: 13
- Entorpecentes apreendidos: 22kg de maconha e 12 cabeças de crack

Foto/Nael Reis
BNC Cidade

7 de junho de 2015

Polícia Militar do Maranhão já prendeu mais de mil criminosos em 2015

Por Marcela Mendes

Grande Ilha - O comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Marco Antônio Alves, afirmou em entrevista nesta sexta-feira (5), que, desde o início deste ano, a PM já catalogou 1.181 prisões, encaminhando os criminosos para o Sistema Penitenciário do Estado. O coronel enfatizou “O trabalho da Polícia Militar, Polícia Civil e todas as forças policiais do estado está fragilizando as lideranças criminosas do Maranhão. Estão sendo realizadas ações pontuais e exitosas”.

Esse trabalho ocorre graças a um grande esforço da polícia, que recebeu uma estrutura de trabalho gravemente sucateada e muitas vezes inexistente. É o caso do Batalhão de Timom e de Bacabal, por exemplo, que já possuem verbas liberadas de construção em valores que variam entre R$ 1 milhão e 600 mil e R$ 2,02 milhões.

“Lamentavelmente temos, de fato, quase todos os batalhões em reforma ou ampliação. A maioria deles está destruída, com é o caso de Timom. Essa unidade foi colocada abaixo. A verba destinada para construção foi liberada com prazo para finalização em dezembro do ano passado, mas que até agora ainda nem começou”, relatou o comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão.

Operações para o feriado prolongado

Em virtude dos recentes casos de assalto a ônibus, nesse período de feriado prolongado a Polícia Militar reforçou a Operação Catraca. Estão sendo policiados 14 eixos do transporte coletivo, não apenas os ônibus, mas também os pontos de parada dos coletivos com o objetivo de garantir a paz e a segurança nas grandes vias de circulação de São Luís.

Sobre o assalto registrado no final da tarde da última quarta-feira (3) que acabou com a morte de duas pessoas, o assaltante e uma passageira, em virtude da reação de um passageiro, o coronel explicou que as investigações ainda estão sendo realizadas. 

O comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Marco Antônio Alves, recomendou que o cidadão de bem nunca reaja em caso de assalto. “Temos uma recomendação clara com relação ao nosso maior bem: a vida. Se por alguma razão alguém o abordar, com qualquer objeto que ameace a sua vida, entregue o bem material que você possuir, para preservar a sua vida. Depois denuncie, via portal da Polícia Militar, 190 ou disque-denúncia”, concluiu.

BNC Polícia

4 de junho de 2015

Força Nacional já atua no estado desde abril deste ano

Grande Ilha - Desde o dia 2 de abril deste ano, a Força Nacional de Segurança Pública atua no Maranhão para combater o crime organizado e dar solução às investigações de crimes no Maranhão. A partir de Acordo de Cooperação Federativa da Força Nacional de Segurança Pública com o Estado do Maranhão, uma equipe de delegados e investigadores trabalha para diminuir o atraso histórico em setores estratégicos da Segurança Pública.

A pedido do governador Flávio Dino feito através de ofício em 24 de fevereiro, o Ministério da Justiça autorizou que uma equipe composta por investigadores, delegado e escrivão reforçassem o trabalho da polícia judiciária no Maranhão. Em portaria publicada no dia 2 de abril no Diário Oficial da União, o ministro José Eduardo Cardoso determinou os termos da presença da equipe da Força Nacional no Estado.

A missão da Força Nacional no Maranhão é atuar em conjunto com a Polícia Civil do Estado em setores estratégicos da Segurança, como o combate ao crime organizado, investigação de crimes cometidos contra o erário e reforçar os municípios com situação de Segurança vulnerável. O acordo firmado entre Governo do Estado e Ministério da Justiça vigora por 90 dias, período que pode ser renovado.

A equipe trabalha desde abril no prédio da Delegacia de Homicídios, em São Luís. Para reforçar a investigação de crimes violentos e finalizar inquéritos para serem remetidos à Justiça, a Força Nacional, através de sua Polícia Judiciária, reforça o combate à impunidade de crimes cometidos no Maranhão. Em seu ofício direcionado ao ministro da Justiça, Flávio Dino destacou que em fevereiro havia 250 inquéritos acumulados na Delegacia de Homicídios, 830 na Delegacia Especial da Mulher e 327 na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

Força Nacional em 2014
Em 2014, a Força Nacional presente no Maranhão foi enviada para atuar exclusivamente no combate à crise penitenciária que se instalou no Estado entre os anos de 2013 e 2014. No primeiro ano, foram 60 mortes no Sistema Penitenciário de Pedrinhas, auge da crise – no ano seguinte, o Ministério determinou a instalação da Força Nacional. No acumulado, houve 19 mortes em Pedrinhas em 2014.

Entendendo que o período de maior gravidade da crise foi superado, o Ministério da Justiça pediu o retorno da Força Nacional disponível apenas para intervir no Complexo Penitenciário no dia 14 de abril deste ano. Os integrantes da missão iniciada em janeiro de 2014 não podia atuar em operações fora da penitenciária.
BNC Segurança

2 de junho de 2015

Grandes municípios do MA apresentam queda superior a 10% em ocorrência de crimes com morte

Grande Ilha - O número de crimes com morte no Maranhão caiu 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No quadro comparativo entre as ocorrências dos 10 maiores municípios registradas em 2014 e 2015, outros tipos de crime também tiveram menor ocorrência este ano, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

Enquanto em 2014 o número de crimes com morte ocorridos nos municípios da Grande São Luís (capital, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa), Imperatriz, Timon, Açailândia, Balsas, Caxias e Codó chegou a 652, o ano de 2015 apresentou uma redução expressiva no número de crimes, tendo sido registradas 582 ocorrências entre o mês janeiro e o dia 28 de maio de cada ano.

A queda de homicídios tem sido observada mês a mês no Maranhão, a partir do comparativo com o mesmo período do ano anterior e apresentam um avanço nos resultados das ações de Segurança Pública no Estado. Isto porque o Estado tem conseguido reverter a tendência de alta nas ocorrências de crimes observada ao longo dos últimos anos. Dados do Ministério da Justiça demonstram que, entre 2004 e 2014, São Luís apresentou alta de 314% no número de homicídios. O objetivo é manter a tendência de queda observada nos primeiros meses de 2015.

Houve também queda expressiva no número de roubo a estabelecimentos comerciais ou de serviços em relação ao ano passado. Com variação de 24,95% para baixo, em 2015 houve 355 roubos dessa categoria, enquanto no mesmo período de 2014 esse tipo de crime foi registrado 473 vezes.

Os crimes de violência sexual tiveram quedas consideráveis no mesmo período. Os registros de estupros em 2015 somam 198 e em 2014 no mesmo intervalo de tempo houve registro de 284 crimes dessa natureza, representando uma queda de 30,28%. As tentativas de estupro também apresentaram queda de 36 para 29 entre 2014 e 2015, diminuição que corresponde a 19,44% do ano anterior.

Os dados são referentes aos 10 maiores municípios do Maranhão entre os dias 1º de janeiro e 28 de maio dos anos de 2014 e 2015.

Mais Policiais Militares e Civis

No ano de 2015, uma série de ações deram início à reestruturação da Segurança Pública no Estado. A primeira delas foi a convocação de 1.000 excedentes do concurso da Polícia Militar, em 1º de janeiro. Após passar por testes de aptidão física (TAF), 400 futuros PMs ingressaram na Academia de Polícia do Estado do Maranhão e já fazem curso preparatório de seis meses para, até o final deste ano, atuarem na defesa dos cidadãos e na promoção da paz.

Em maio, o governador Flávio Dino autorizou o chamamento de mais 1.500 excedentes do concurso da PM realizado em 2012 para realizar o TAF para a seleção física de ingresso na carreira militar. Este ano, o Governo também já contratou 66 novos Policiais Civis que atuam nas delegacias do Estado. Na última semana, Flávio Dino anunciou a convocação dos demais excedentes do concurso para delegados.


OCORRÊNCIAS
2014
2015
VARIAÇÃO
Crimes com morte
652
582
- 10,73%
Roubo a estabelecimento comercial ou de serviços
473
355
- 24,95%
Estupro
284
198
- 30,28%
Tentativa de estupro
36
29
- 19,44%
*Dados comparativos do Sistema Sigo 2014/2015 – Janeiro a 28 de Maio

1 de junho de 2015

Jefferson Portela: “estão mandando me bater por prevenção”

Jefferson Portela
Grande Ilha - A segurança pública foi o principal debate da sociedade maranhense na última semana. Com a problemática no centro da discussão, o secretário estadual de segurança, Jefferson Portela, concedeu entrevista com exclusividade aos Blogs Marrapá e Clodoaldo Corrêa e falou de todas as polêmicas envolvendo a pasta.
Portela admite que a segurança pública é o maior problema do Maranhão mas afirma que não se modifica a realidade de imediato, como ato de vontade do novo governo, mas que está sendo modificada pelas ações. Ele elencou as ações da pasta e lembrou que os números estão melhorando. O secretário atribui as críticas, em parte, à justa necessidade de segurança das pessoas, e por outro lado, “tem gente sofrendo por antecipação”, mandando “bater” por prevenção para tentar desanimá-lo na investigação da agiotagem.
O secretário fez uma grave revelação. R$ 300 milhões do empréstimo do BNDES destinados à segurança pública, não foram aplicados mesmo tendo sido liberados. Ele prometeu auditoria em todos os possíveis casos de desvio na pasta para que os responsáveis sejam punidos.
Sobre a possível reabertura do Caso Décio Sá, Portela disse não existir a possibilidade por parte da secretaria, pois foi concluído no âmbito da SSP ainda no governo anterior e já está no Judiciário. Mas qualquer cidadão que tenha algum fato novo, pode solicitar a reabertura ao Ministério Público.
O titular da SSP anunciou em primeira mão o investimento de R$ 3 milhões para comprar novas armas para as polícias do Maranhão e a descentralização das delegacias de São Luís. 
JeffersonOlho1A segurança pública foi o ‘calcanhar de Aquiles’ do governo passado. Quais as principais dificuldades que o senhor encontrou ao assumir a pasta?
A primeira de ordem financeira, que interfere no conjunto de atividades que a gente desenvolve na política de segurança. A nossa gestão foi iniciada em 2 de janeiro e nós tivemos que pagar diárias atrasadas desde maio de 2014, atrasos no aluguel de helicópteros, dívidas do combustível das aeronaves, combustíveis das viaturas comuns, meses de atrasos no pagamento do telefone etc. É um passivo muito ruim, pois a gente já começa a fazer pagamentos no dia seguinte à posse, referentes ao exercício de 2014. Eram mais de R$ 12 milhões em débitos na Polícia Militar, R$ 28 milhões na SSP, R$ 4 milhões na Polícia Civil, além dos débitos no Corpo de Bombeiros. Um outro aspecto é que nós já no deparamos no início da gestão com um problema de pessoal. Um concurso em andamento em que não houve um chamamento. Nós tivemos que correr para fazer a convocação de um edital de 2012, sendo que a cada quatro convocados que fazem os testes de aptidão, três ficam reprovados. Nós queríamos formar 1000 pessoas para a academia de polícia, mas ainda não foi possível. A sociedade tem que saber que houve algo grave no Maranhão: pegaram um número de policiais, fizeram uma solenidade de incorporação à tropa, as pessoas foram fardadas e armadas, e colocadas nas ruas da capital para prestar serviço policial. Depois de alguns meses, essas pessoas foram mandadas embora, porque não foram nomeadas. É um fato grave que vou comunicar à Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Maranhão. Colocaram fardas em pessoas que não eram policiais.
A segurança pública tem sido muito criticada nos últimos dias. Este é o maior problema do governo Flávio?
Esse é o maior problema do Maranhão. Alguns críticos ‘esquecem’ de alguns números. Em novembro de 2014, a região metropolitana de São Luís bateu o recorde nacional de homicídios, com mais de 150 mortes. Não acontecia isso há 20 anos. A realidade dos anos passados não poderia ser suprimida em um mês, como ato de vontade do novo governo. Essa realidade será mudada com trabalho. Hoje se fala em crise na segurança, mas as facções criminosas que executam pessoas e realizam assaltos não chegaram ao Maranhão em janeiro de 2015. Temos problemas, mas não são de hoje. Está sendo feito um grande esforço para ajustar a política de segurança. O governo Roseana contraiu um empréstimo de R$ 3,2 bilhões do BNDES para obras em 217 municípios. A SSP dispensou a equipe técnica encarregada de acompanhar as obras com estes recursos. A informação é que não se sabe onde foram aplicados R$ 300 milhões destinados a investimentos na Secretaria de Segurança. Eles foram destinados, mas não foram investidos na execução de obras. Contrataram um projeto para a construção da nova sede do IML por R$ 300 mil, que seria construída em cima de duas pistas da Universidade Federal do Maranhão. Como nós vamos dar andamento a uma obra que vai interditar a UFMA?! Existem obras de quarteis do interior que foram prorrogadas por quase 35 vezes, embora pagas quase que integralmente e os prédios ainda estejam no chão. Nós vamos auditar todos esses casos pela Secretaria de Transparência do Estado. Alguém tem que responder por isso.
Ao que o senhor atribui, então, as críticas e a sensação de insegurança que tem tomado os noticiários locais?
As críticas eu atribuo à democracia. As críticas das pessoas que estão em risco são legítimas e tem que ser atendidas pelo Estado. Trabalho três turnos por dia para atendê-las. Agora, uma crítica não tem credibilidade alguma: a daqueles que servem ao modelo anterior, que querem atacar a gente a qualquer custo. Coisa absurdas. Digo uma coisa e eles divulgam outra. Um determinado repórter me perguntou sobre o caso do Panaquatira. Depois, ele muda o conteúdo para o caso de confronto entre policiais e bandidos. Dei uma explicação técnica da doutrina polícia, não me referindo à situação do Panaquatira. Pegaram um trecho e disseram que a gente estava criticando o policial assassinado, criando uma onda de revolta na sociedade, injusta. Isso é desonestidade! Outra crítica injusta é não reconhecer o nosso trabalho dentro das condições que temos. Desde janeiro de 2015 apreendemos uma grande quantidade de drogas. Isso enfraquece financeiramente a marginalidade, que migra suas ações para adquirir recursos. Então, houve uma migração para os assaltos à ônibus, pois que ganhava dinheiro com drogas está tendo prejuízos.
Qual sua avaliação do pedido de intervenção federal proposto pelo deputado estadual Adriano Sarney?
Uma aberração jurídica. Isso é inexistente. Qual o fundamento jurídico da intervenção? É uma questão de certeza jurídica ou tem motivação política? É para tirar o governador do cargo? Agora é outra cassação no estado do Maranhão, com vestimentas de intervenção federal? A onda de crimes justifica? As estatísticas abertas na Secretaria de Segurança apontam para uma redução de muitos crimes no nosso estado. Claro que aconteceu um acirramento em outros aspectos que nós temos que analisar e combater. Já sabemos onde devemos focar o olhar, e vamos intervir. Há um império de comunicação que nos ataca diariamente de modo radical.
JeffersonOlho2E qual a sua avaliação sobre as críticas relacionadas às operações de combate à agiotagem?
Nós prendemos uma quadrilha que desviou R$ 34 milhões do cofre da Universidade Virtual do Maranhão e a indagação é porque não prendemos todos os outros. Ora, apresentamos uma quadrilha que lesou o estado do Maranhão de forma muito grave. O montante de recursos desviados corresponde a um terço do valor destinado à formação através da Univima. Sabe o impacto social de uma ação dessa?! Não se vai dar importância à prisão destes bandido?! Na agiotagem, nós apresentamos os criminosos que agiram em determinadas cidades. Ao invés de perguntarem sobre os danos, querem saber por que todos os demais não estão presos. Cada pessoa é presa dentro de um determinado procedimento. Se é apurada a agiotagem em Dom Pedro, claro que nós vamos atuar sobre os envolvidos na cidade. Fazem de tudo para desviar a atenção da população e fazer parecer que tais ações não são importantes. Nós sabemos da importância de tirar das ruas os marginais que desviam recursos da merenda escolar, dos medicamentos, da moradia, surrupiando a qualidade de vida das pessoas do interior do estado.
Na semana passada, o ex-secretário Ricardo Murad acusou o senhor de “tocar o terror” nos vereadores de São Luís a mando do governador Flávio Dino. Como está o andamento do inquérito que investiga as suspeitas de agiotagem na câmara da capital?
Esse inquérito foi distribuído para uma vara do Poder Judiciário com um pedido de diligências. O procedimento está lá. Não sei como um cidadão desse pode dizer que a gente está ‘tocando terror’, pois não existe uma manifestação minha sobre isso. Tudo que for crime e estiver na esfera de conhecimento policial será investigado. Autoridade pública não ‘toca terror’ e nem têm medo de terrorista. Sou imune a tentativas de fazer medo. Quem não cometeu crime não vai ter medo de terror. Quem não cometeu crime na Câmara de São Luís, ou em qualquer lugar, certamente não teme. Se alguém cometeu, é acusado pela própria consciência.
E as contradições do caso que investiga a execução do jornalista Décio Sá? Há a possibilidade de reabertura do caso, como defende o ex-secretário de Segurança Raimundo Cutrim?
O caso Décio foi dado por encerrado na gestão anterior. O inquérito policial foi concluído antes da nossa chegada ao sistema. Não há elementos para reabrir um processo que já está no Judiciário. Qual o fundamento para isso? Qualquer um pode solicitar ao Ministério Público, comunicando fato novo que justifique a reabertura do caso. Qualquer um pode falar, mas oficialmente não recebi pedidos de reabertura do caso Décio.
Um dos grandes problemas de Pedrinhas no ano passado eram as facções criminosas que mandavam no sistema prisional do estado. Nunca mais se ouviu falar a respeito delas. Que medidas foram tomadas para conter a ação desses grupos?
Houve uma correção muito forte. Muitos presos estavam nos pátios da penitenciária, com celas sem grades. Os presos estavam presos e soltos ao mesmo tempo. Isso contraria a lógica do sistema prisional. Hoje estão todos nas celas. Isso foi importante para a contenção da violência interna e externa. A sociedade tem sentido isso.
JeffersonOlho3Em sua opinião, as investigações sobre os inquéritos de agiotagem não andavam no governo passado?
Tem gente sofrendo por antecipação. Mandando me bater por prevenção para tentar me desanimar. Estes processos são de 2012, vinculados à morte do Décio Sá. Então, a pergunta é: eles andaram ou não andaram? Foram retomados neste governo e nós temos o objetivo de finalizar todos estes procedimentos. Há algo grave por trás disso. Nós tínhamos a eleição de 2012, não é isso?! Grande parte dos cheques apreendidos com agiotas eram de prefeituras. Na ocasião, seria interessante que as pessoas daqueles municípios tomassem conhecimento que o seu gestor estava dando cheques para agiotas antes da eleição, para que a população pudesse fazer juízo eleitoral e decidir quem deveria ou não permanecer no cargo por conta desse desvio de recursos. Mas não deram andamento aos inquéritos. Por quê? Agora sou eu quem faço a pergunta.
Haveria a proposta de desarmar todos os policiais no período de folga?
Fiquei sabendo dessa informação por meio do que foi divulgado. É interessante como esses telepatas atribuíram isso à minha pessoa. Nunca ninguém falou disso comigo e eu nunca falei disso com ninguém. Tem até uma nota de repúdio me condenando por mandar desarmar os policiais, ao mesmo tempo em que eu estou comprando R$ 3 milhões em novas armas para as polícias do Maranhão. Esta foi a minha determinação. Como eu poderia, então, mandar desarmar a polícia? É uma crítica risível.
Quais as suas metas e investimentos previstos para a segurança pública?
Não podemos ter policiais trabalhando em prédios indignos. Aqui no Maranhão corrigiram isso do modo mais estranho possível. Fecharam várias delegacias que funcionavam em prédios públicos. Ao invés de se gastar o recurso mantendo a qualidade do prédio público, deixavam o prédio público cair para tirar a delegacia de dentro. Hoje existem casas alugadas por preços exorbitantes onde funcionam três delegacias ao mesmo tempo. Vamos descentralizar as delegacias. Vamos modernizar a nossa frota, com viaturas compatíveis às nossas necessidades. Precisamos de carros fortes, não de carros de passeios pintados de viaturas. Vamos modernizar nossos equipamentos, revolucionando a comunicação policial do estado. Estamos implantando a comunicação digital, com controle em tempo real da localização da viatura. Em agosto, toda a região metropolitana de São Luís será coberta pela comunicação digital. Queremos criar um condomínio projetado para os nossos policiais, tirando estes das áreas de risco. Logo também teremos uma lei de promoções na Polícia Militar do Maranhão. São medidas para ajustar o sistema.
BNC Entrevista

30 de maio de 2015

Facções do crime organizado – O que está por detrás da queda do número de homicídios

    Jornal Pequeno 
Grande Ilha - Não foram raras as vezes em que, pelas redes sociais, a população do Maranhão se viu de cara com situações inusitadas em que presidiários gravaram vídeos de dentro de suas celas ou que homens encapuzados filmaram a si mesmos com músicas de apologia ao crime e exaltação de facções ilegais.
Uma série de ações integradas da Inteligência da Polícia Civil e da Polícia Militar resultaram em prisões importantes ao longo deste ano, e começaram a desarticular as facções criminosas que, de tão corriqueiras ações pela cidade, passaram a ocupar o imaginário e o noticiário cotidiano da Região Metropolitana.
São elas o PCM (Primeiro Comando do Maranhão), o Bonde dos 40 e o Bonde dos 300 (uma dissidência interna do Bonde dos 40). As três, bem estruturadas pelo tráfico de drogas, assalto a agências bancárias e fortes no crime organizado – e que, ao longo dos anos, por ausência de ações eficazes na sua desarticulação, se fortaleceram e se organizaram na Região Metropolitana.
Em 2015, a partir do novo comando da Polícia Militar e de uma integração forte do setor de investigação da Polícia Civil, foram desencadeadas nos primeiros cinco meses operações que resultaram na prisão de algumas das principais “torres” dessas facções (denominação dada aos líderes de cada grupo).
A primeira ação que resultou na prisão de 10 membros do PCM aconteceu no dia 6 de fevereiro, durante festa da facção que acontecia no Alto da Vitória, no Anjo da Guarda – em que integrantes conhecidos como Sacola, Felipe, Neto, Dedico, Timoteo, Preto e Márcio foram presos portando crack, cocaína, maconha e armas brancas.
Março
Este foi o mês em que a desarticulação começou a se intensificar. Logo no início, o Serviço de Inteligência da PMMA identificou o paradeiro de Marley Lima Costa, mais conhecido como “Badboy”, que estava dentro de uma igreja evangélica. Ele era um conhecido latrocida que atuava no Anjo da Guarda.
Três dias depois, houve confronto com a quadrilha do perigoso assaltante conhecido como “Jr Catita”, na Comunidade Andiroba. Pertencente ao Bonde dos 300, ele era conhecido das autoridades policiais e estava junto a outros 3 integrantes do bando. Na troca de tiros com a Polícia Militar, os integrantes da quadrilha de assalto e tráfico de drogas acabaram mortos.
No dia 16 de março, foram presos outros 6 integrantes do Bonde dos 300, portando tijolos de maconha prontos para venda, revólveres, balas e motocicletas. A ação resultou de denúncias da vizinhança do bairro Anil, incluindo a presença de um menor entre os envolvidos no crime.
Mias oito integrantes do “Bonde dos 40″ foram presos no fim do mês de março. Um deles conhecido por “Marcola” era considerado um dos maiores assaltantes de banco e lojas de joias, além de ser responsável por vários homicídios na capital. Cumprido ordem de prisão, a PM capturou Marcola em sua própria casa na Turiúba.
Outra operação de vulto em combate ao Bonde dos 40 foi a prisão de Jarison Almeida, vulgo “Senzala”, no Bairro do São Francisco. Com ele, foram apreendidas uma pistola glock 9mm, uma espingarda calibre 12 CBC, dois coletes à prova de balas, 37 cartuchos de bala, 69 cabeças de crack e muitas joais como relógios, cordões, aneis e pulseiras de ouro. A prisão foi considerada de “alta periculosidade” e contou com viaturas e helicóptero do GTA.
Dias antes, foram presos quatro suspeitos de assalto às empresas MPX e Pelicano. A prisão de “Neguinho”, “Alex”, “Luza” e “Êre” foi efetivada no mesmo dia do cometimento do crime, resultando na apreensão de armas, celulares e documentos. Todos pertencentes ao Bonde dos 40.
Abril e Maio
Em abril, as investigações levaram a mais prisões de integrantes do Bonde dos 40. No dia 1º foi a vez do “Potiguar”, acusado de participar do latrocínio do estudante da Rua Rio Branco, no Centro de São Luís. No dia 28, foram encontrados Ailson e Alerson Mafra Oliveira, vulgo “Cafu”, conhecidos homicidas do Conjunto Nova Terra. No dia 28, Jr. Bala e Ricardo Sousa Moraes, integrantes do PCM, foram detidos no bairro J Câmara, em São José de Ribamar, com revolver calibre 38, munições e colete à prova de balas.
Doze integrantes do PCM, escondidos em casebres de barro na Vila Canaã, foram encontrados e presos em operação resultante de investigação acerca de assaltantes, traficantes e homicidas que atuavam permanentemente naquele bairro. Os acusados eram acompanhados durante 10 dias para que sua rotina fosse conhecida e a operação deflagrada no início da manhã do dia 8 de maio tivesse êxito.
Além da condução dos assaltantes à prisão, foram apreendidos revolveres, munições, 1.200 kg de maconha e material para sua fabricação e comércio. Todos foram autuados por crimes de Organização Criminosa, Tráfico de Entorpecentes, Corrupção de Menores e Porte Ilegal de Armas, sendo que dois deles vieram a óbito na troca de tiros.
Alguns dias depois, os irmãos Denison e Benedito Romeu Filho também do PCM foram presos em sua residência, em operação realizada com o consentimento da mãe dos integrantes da quadrilha. Eles atuavam na Cidade Olímpica e foram denunciados por moradores através do Disque Denúncia. Junto a eles, foram encontrados celulares com dezenas de mensagens de negociação de armas, munições e veículos roubados.
Operações contra assaltos a banco
Nesses meses, quadrilhas de assalto a bancos no interior do Estado também foram desarticuladas. As primeiras foram em São José de Ribamar e Bacabeira nos dias 8 e 12 de janeiro, com a prisão de sete assaltantes.
Na cidade de Timon, duas operações tiveram sucesso, uma em março – com a prisão de três integrantes de quadrilha que atuava nos interiores do Maranhão e do Piauí, – e outra com prisão de sete integrantes de quadrilha de assalto a bancos (realizadas em Timon e em Brejo Grande de Araguaia no Pará)
Na cidade de Presidente Dutra, em abril, através de investigações do Serviço de Inteligência apreendeu 18 peças de dinamite, dois cilindros com gás de maçarico, uma motosserra, 45 munições, pinos vazios para cocaína, um carro roubado e uma moto sem placa, quando realizou a prisão de Francilene da Silva Gabriel, que estava acampada junto com o marido para realizar assaltos a agências bancárias na região.
E o que tem o número de homicídios com isso?
Mesmo com as operações mais importantes realizadas no começo deste ano, continuam altos os índices de violência na capital e nas demais grandes cidades do Maranhão. Isto porque as facções criminosas cresceram ao longo dos últimos anos, à medida em que não foram combatidas em sua raiz. No entanto, o noticiário tem relatado que os primeiros meses do ano apresentam queda do número de crimes.
Segundo fontes da Polícia Militar ouvidas pela reportagem, o início da queda dos índices de violência têm direta relação com as prisões ocorridas em 2015. Isto porque muitos dos integrantes das facções que foram presos ou morreram em confronto eram conhecidos homicidas, traficantes e assaltantes conhecidos como “torres”.
Ontem, a Secretaria de Segurança Pública divulgou relatório em que demonstra a redução de 10,7% no número de crimes com morte nas 10 cidades mais populosas do Maranhão. Nelas, o número de assaltos a comércio também caiu, chegando à redução de 24,95%.
A grande maioria dos integrantes das três principais facções presas faz parte da população encarcerada do Complexo Penitenciário de Pedrinhas que, hoje, possui alas distintas para cada facção, evitando os confrontos corriqueiros que deflagraram em 2013 e 2014 a maior crise do Sistema Penitenciário do Estado, fazendo com que o Maranhão figurasse no noticiário internacional com mortes, decapitações em série e inúmeras rebeliões.
As ações internas do Complexo Penitenciário também incluíram maior rigor na revista das visitas (evitando entrada de aparelhos celulares e armamento), o que resultou em prisões de familiares e agentes penitenciários que tentaram entrar com esse material.
BNC Segurança

28 de maio de 2015

Monitoramento semanal de dados por Flavio Dino tem feito Governo do MA reduzir violência no estado

Brasília - O vice-líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Rubens Jr (MA), destacou a determinação do governador de seu estado, Flávio Dino, que tem feito reuniões semanais com o comando das equipes de segurança pública do Maranhão. “Flávio faz reuniões, analisa dados, cobra resultados”, relatou. “É por isso que estamos tendo um policiamento mais ostensivo e a redução de índices de criminalidade em nosso estado”.

Nas reuniões semanais com o comando das Polícias Militar e Civil, o governador Flávio Dino monitora os dados sobre segurança no estado. De 1º de janeiro ao dia 10 de maio, houve queda no número de assassinatos – em comparação com o mesmo período do ano passado. Outros indicativos do trabalho policial também evoluíram. A lesão corporal seguida de morte caiu 45,5% e os casos de estupro foram reduzidos em 32% no mesmo período. O furto de bens do maranhense caiu 16% e os casos de roubo – quando há uso de violência – caíram 13%.

O vice-líder do PCdoB lembrou que, há um ano atrás, a cidade de São Luís vivia sitiada. “O comércio encerrava atividade às 17 horas, no máximo, baixando todas as portas, e os ônibus paravam de circular”, afirmou. “Era uma situação de falta de comando à qual não voltaremos mais”.

“Flávio tem sido um exemplo de firmeza e determinação no combate aos diferentes crimes. Tanto ao crime do colarinho branco, com o qual nosso estado conviveu tanto, e que agora é combatido pelo governo que anulou o acordo com a Constran, quanto o crime que aterroriza o cotidiano das ruas maranhenses”, afirmou.

BNC Política

21 de maio de 2015

"Sobram crimes, faltam delegados": deputado Wellington pede a convocação imediata dos 33 delegados do último concurso no Maranhão

Grande Ilha - O vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos e das Minorias da Assembleia Legislativa, deputado Wellington do Curso (PPS), apresentou, na manhã desta quarta-feira (20), proposição solicitando a convocação imediata dos 33 aprovados e aptos do concurso para delegados, realizado em 2012.

Na ocasião, o parlamentar ressaltou que existem 53 cargos vagos e os 33 aprovados já concluiram todas as etapas e fases do concurso, inclusive o curso de formação, aguardando somente a nomeação.

Partindo do preceito de que "sobram crimes, faltam delegados", Wellington destacou quão importante é que haja a convocação desses delegados, bem como a imprescindibilidade de se zelar pelo direito à segurança que a sociedade possui, além de ressaltar o estarrecedor cenário de insegurança no Estado e frisar que a convocação dos 33 aprovados atenuaria a falta de segurança que impera no Estado.

"Estar em defesa da Segurança Pública é estar em defesa dos direitos do cidadão maranhense. Nossa sociedade vive hoje em um cenário que tem a violência e o extermínio como companheiros diuturnos. Os elevados níveis de violência em nosso Estado trazem à tona a necessidade de se articular políticas públicas em defesa da segurança, em defesa da proteção à vida e aos bens juridicamente tutelados. Sob tal perspectiva, a convocação imediata dos 33 excedentes do concurso para delegados surge como instrumento atenuante do atual cenário violento. 

Ora, sobram crimes e faltam delegados, e, como conseguintes a isso, se tem vidas sendo banalizadas e sonhos sendo destruídos. Mais do que uma elementar convocação, estamos em defesa da proteção à vida, em defesa do cumprimento dos direitos do cidadão e, sobretudo, em defesa daquilo que é direito de todos e dever do Estado: a segurança pública", ressaltou.

BNC Parlamento Estadual

14 de maio de 2015

Governo convoca 389 candidatos do concurso da PM e Bombeiros para matrícula no curso de formação

Grande Ilha - A Secretaria de Estado da Gestão e Previdência convocou, nesta terça-feira (12), os candidatos do concurso público para soldado da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro Militar, aprovados nas etapas anteriores do certame, para realizarem, nos dias 14 e 15 de maio, a matrícula no Curso de Formação.

Foram convocados 389 candidatos, que deverão comparecer para efetivar a matrícula no dia, horário e local estabelecido no Documento Individual de Convocação, disponível para consulta no site da Fundação Sousândrade. Na oportunidade, os candidatos deverão também entregar o formulário e os documentos da investigação social.

Conforme cronograma divulgado pela Segep, o Curso de Formação será realizado de 18 de maio a 22 de dezembro de 2015.

A convocação de mil candidatos do concurso foi uma das primeiras medidas anunciadas pelo governador Flávio Dino, com o objetivo de ampliar o efetivo do Sistema de Segurança Pública do Estado, garantindo, assim, mais segurança à população. Em breve, mais mil candidatos serão convocados, para também darem prosseguimento no concurso.

BNC Segurança

12 de maio de 2015

Agiotagem: Presos nas operações Maharaja e Morta-Viva têm prisões prorrogadas

Grande Ilha - Todos os presos nas Operações “Maharaja” e “Morta-Viva”, desencadeadas pela Polícia Civil no último dia 4 de maio, e que investiga crimes de agiotagem no Maranhão, tiveram suas prisões temporárias prorrogadas pela Justiça. 

Com isso, permanecem presos os prefeitos de Bacuri, Richard Nixon dos Santos; de Marajá do Sena, Edvan Costa; o ex-prefeito de Zé Doca, Raimundo Nonato Sampaio, o Natim; e o ex-prefeito de Marajá do Sena, Perachi Farias. Josival Cavalcanti, o Pacovan, apontado nas investigações como agiota, teve prisão prorrogada e ainda cerca de R$ 7 milhões apreendidos. O contador da prefeitura de Marajá do Sena, José Epitácio Muniz, o Cafeteira, também vai continuar preso.

A prorrogação das prisões temporárias vale por mais dez dias. Conforme explicou o delegado Augusto Barros, a renovação se deu a partir de nova representação via Polícia Civil e Ministério Público. “Desta forma asseguramos produção da prova sem interferência negativa dos investigados, permitindo novas reinquirições à medida que os interrogatórios são confrontados com outras provas apreendidas e com as informações obtidas a partir da quebra de sigilos”, afirmou o delegado geral Augusto Barros.

Delegados que integram a Comissão de Combate à Agiotagem criada em fevereiro passado por determinação do Governador Flávio Dino passaram a semana analisando a documentação apreendida nos escritórios e residências dos investigados, assim como os dados obtidos por conta da quebra dos sigilos fiscais e bancários. “A movimentação financeira dessa organização é tão intensa, que, somente na casa do Pacovan, foi aprendido um cheque no valor de R$ 800 mil, sem contar o montante em torno de R$ 7 milhões depositados nas contas de pessoa física e jurídica do agiota”, informou o delegado Roberto Fortes.

As investigações sobre Josival Cavalcanti, o Pacovan, apontam que ele utilizava empresas em nomes de terceiros para se favorecer com negócios em diversas atividades nas prefeituras, como fornecimento de merenda escolar, de medicamentos e material escolar e também em obras. Nas buscas no escritório de Pacovan, na Ceasa, foram apreendidos cartões e declarações de imposto de renda das pessoas utilizadas para abertura de empresas. Um detalhe é que o endereço dessas pessoas informado à Receita Federal é o mesmo de Josival Cavalcanti.

O depoimento do contador José Epitácio Muniz reforça a atuação do esquema criminoso por meio de “empresas laranjas” em contratos com as prefeituras. Muniz confessou ter criado pelo menos quatro empresas para o esquema. Dependendo da área de atuação, existiam “pastas” prontas para serem utilizadas nos negócios, como merenda escolar na Educação, medicamentos na Saúde e Obras.

Rui Clemêncio Barbosa e Francisco Jesus Silva Soares, que haviam sido conduzidos coercitivamente no dia 4 de maio, foram liberados após prestarem depoimentos. As investigações apontam que Rui Clemêncio e o irmão dele, Fábio Muniz, atuavam juntamente com Francisco Soares. Este é dono de uma distribuidora de medicamentos, a Disprofar, aberta em nome de pessoa já falecida. Os irmãos, Rui e Fábio, são também donos das empresas Terra Maranhão e JS Silva que, conforme as investigações, foram abertas em nome de Marly Nascimento, falecida em 2009, vítima de um câncer.

As operações Maharaja e Morta-Viva são coordenadas pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) que efetuou mandados de prisão temporária e conduções coercitivas nas cidades de Zé Doca, Marajá do Sena e também em São Luís no último dia 4 de maio. As operações fazem parte de uma nova etapa de ações da Polícia Civil contra agiotagem.

BNC Polícia

9 de maio de 2015

Governo inicia cadastramento biométrico nas unidades prisionais da capital

Grande Ilha - O governo do Estado iniciou nesta quarta-feira (6), o cadastramento biométrico dos detentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Em dois dias, 40 detentos já foram identificados. O trabalho será continuado em atendimentos diários até que os mais de 2.500 detentos da capital estejam registrados no sistema.

A nova tecnologia, instalada há menos de um mês, garante total confiabilidade aos dados da identificação dos presos porque evita duplicidade de informações ou falsificação de documentos. A instalação do sistema é mais uma medida do governo Flávio Dino para reforçar a segurança no sistema prisional.

Operada por uma equipe de quatro servidores, a Central dispõe de webcam, impressora e leitor digital. O sistema dá acesso a dois bancos de dados para cada interno. O primeiro, com fotos e ficha pessoal (filiação, escolaridade, endereço, marcas de nascença), também permite, por exemplo, a emissão automática da carteira de identidade para detentos sem o documento. O segundo banco de dados fornece o histórico processual do interno e sua situação em relação à Justiça, como tipo de regime, se está foragido ou se tem direito a saídas temporárias. 

“Essa é a determinação do governo Flávio Dino, investirmos em novos procedimentos e serviços de inteligência de modo a garantirmos maior segurança ao sistema prisional”, declarou o coordenador da Central, Anderson Rabelo.  

Censo carcerário

A identificação biométrica será ferramenta para o censo carcerário. A contagem terá início nas unidades prisionais da Região Metropolitana de São Luís. Em outros 23 municípios, as informações serão coletadas por meio de formulários que serão encaminhados aos presídios. As informações retornarão à central de identificação biométrica que reunirá o cadastro atualizado de toda a população carcerária do Maranhão.

BNC Segurança