São Luis - Vários
líderes comunitários da área Itaqui Bacanga estiveram reunidos, hoje,
com o reitor Natalino Salgado Filho, os representantes da Procuradoria
Geral da UFMA e equipe técnica da Instituição para analisar a situação
que resultou na morte do jovem Igor Albert dos Santos, 19 anos, morador
da comunidade da Vila Bacanga. No encontro, ficou decidido que a UFMA
vai suspender todos os eventos festivos na Instituição até que todo o
planejamento da segurança seja refeito, assim como os líderes também
marcaram um novo encontro dos representantes da UFMA com as comunidades
da área Itaqui Bacanga para a discussão de uma pauta sugerida pelos
próprios líderes.
Da
mesma forma, a UFMA também já encaminhou um relatório dos fatos à
Polícia Federal para a apuração do ocorrido e recebeu um delegado da
polícia civil que esteve na Instituição para uma
diligência, resultante do boletim de ocorrência feita pela Prefeitura da
Cidade Universitária à Polícia. Houve ainda um encontro entre a empresa
de vigilância que presta o serviço de segurança à UFMA, a mãe do jovem e
os representantes da prefeitura, onde ficou acordado que todos os fatos
serão apurados com o maior rigor. “A empresa foi orientada a dar toda a
assistência necessária, inclusive psicológica, à família do jovem Igor e
nós vamos acompanhar toda a situação de perto”, explicou o reitor ao se
referir ao caso.
O
jovem Igor Albert, juntamente com mais outros amigos, estiveram num
arraial que acontecia na Concha Acústica da Instituição. A confusão que
motivou o tiro teria sido provocada após denúncias de envolvimento do
grupo em tentativas de roubo à pessoas que participavam do arraial. Ao
se apresentar ontem a polícia, o segurança que atirou disse ter agido em
legítima defesa, já que o grupo teria atirado em sua direção.
Na
reunião que teve com os líderes comunitários, o reitor lamentou o
ocorrido, observando que há seis anos não acontecia situação deste tipo
na Cidade Universitária. “Sentimos muitos pela morte do rapaz. Foi uma
fatalidade que precisa ser evitada e, por isso, nós vamos reforçar o
nosso sistema de segurança”, explicou ao tomar a decisão de suspender
todos os eventos até que os fatos sejam apurados pela Polícia Federal.
Todos
os líderes comunitários se posicionaram no encontro desejando maior
participação da UFMA nas comunidades, sobretudo, projetos especiais que
possam reduzir o nível de violência. “Estamos também acompanhando o caso
e queremos saber a verdade, mas em comum acordo com a Instituição, que
tem sido uma parceira nossa em vários momentos”, ressaltou o Presidente
da União dos Moradores do Sá Viana, Alex Rodrigues.
BNC Cotidiano