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12 de outubro de 2013

Feira do Livro foi ben avaliada pela gestão municipal


O presidente da Fundação Municipal de Cultura (Func), Francisco Gonçalves, ressaltou o sucesso da 7ª FeliS e o importante trabalho realizada por todos os envolvidos, especialmente a coordenadora da Feira, Rita Maria Teixeira. “Este formato da Feira [realizada em vários espaços da Praia Grande] criou a experiência das pessoas serem provocadas a buscar a leitura e possibilitou que todos os setores da cidade se reunissem nesse espaço”, destacou Francisco Gonçalves.

Entre os números que demonstram o êxito da 7ª FeliS está a quantidade de visitantes. Foram cerca de 170 mil pessoas durante os dez dias de realização. Em torno de 25 mil crianças participaram dos espaços infantis e cerca de 500 palestrantes, escritores e atores participaram da programação. Foram realizados 27 espetáculos e intervenções teatrais, entre outros dados de grande expressão. Além disso, na edição deste ano foram vendidos mais de 100 mil livros, quantidade superada apenas pela primeira edição do evento.

Os secretários Márcio Jerry (Comunicação), Allan Kardec Duailibe (Educação), e o presidente da Func acompanharam a reunião. Também estiveram presentes representantes de cada segmento que colaborou com a realização da Feira como o curador Celso Borges; a escritora Zelinda Lima, homenageada durante o evento; servidores da Func; representantes da Vale e representantes da Associação dos Livreiros do Estado do Maranhão (Alem). 

A 7ª FeliS foi realizada pela Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação de Cultura e da Secretaria de Educação, correalizada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc/MA), com o patrocínio da Vale e o apoio da Associação dos Livreiros do Estado do Maranhão (Alem), da Secretaria de Estado da Cultura (Secma) e da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur).

BNC Literatura

7 de outubro de 2013

Feira do Livro supera expectativas e atrai leitores para o Centro Histórico

A Feira do Livro de São Luís (FeliS), o maior evento literário do Maranhão, em sua sétima edição, mobilizou grande número de visitantes para habitar a Praia Grande, ocupando seus vários equipamentos culturais, durante dez dias de programação. Além de oferecer a comercialização e troca de livros, a 7ª FeliS, evento promovido pela Prefeitura de São Luís, democratizou o acesso de todos à produção literária local e nacional, promoveu o contato direto com escritores, poetas e artistas, proporcionou vivências poéticas e reavivou o olhar para os espaços entre casarões, ruas e becos do Centro Histórico, lugar de memória e inspiração dos principais literatos da capital maranhense.

O patrono e os homenageados da Feira tiveram espaços organizados para exposições, debates, bate-papos, palestras, intervenções, entre outras atividades promovidas por especialistas que ampliaram o valor e reconhecimento de suas obras e produção cultural.  A troca foi transversal, com escritores e poetas sendo saudados pelos próprios leitores, com abraços literários entre participantes e convidados, com improvisos, intervenções artísticas e multilinguagens, da poesia a música, do livro impresso a passeios virtuais, tudo acontecendo entre uma conversa e outra, entre livros, entre pessoas, entre lugares.

“Fiquei muito contente em conhecer o Nauro (Machado, patrono da Feira) pessoalmente, poder tirar foto, receber autógrafo dele. Foi legal abraçá-lo e sentir toda sua solenidade e força”, disse Marina Chagas, estudante universitária.

EXPECTATIVAS SUPERADAS


Foram disponibilizados 28 espaços para a realização das atividades da programação, além de 34 estandes para venda de livros. No total, durante os dez dias de evento, foram comercializados mais de 100 mil livros, chegando a quase R$ 2 milhões em vendas. “Mais uma vez, a Feira superou as expectativas de venda em relação ao ano anterior. Nós disponibilizamos 50 mil títulos diferentes de publicações e foram vendidos até o início deste domingo 100 mil livros”, disse Milton Lira, presidente da Associação dos Livreiros do Maranhão (Alem).

Segundo dados do Corpo de Bombeiros, a Feira atraiu cerca de 170 mil pessoas durante os dez dias de evento. Nos últimos dias, a Praia Grande ficou bastante movimentada, com a presença de famílias inteiras e visitantes interessados em adquirir alguma promoção de venda de livro. “Aproveitamos para vir no final do evento porque sempre a gente encontra algum livro mais barato para comprar para as crianças, alguma pechincha”, disse Rogério Pereira, funcionário público.

MUDANÇA DE LOCAL
A mudança de local do evento também agradou aos visitantes, livreiros e escritores. “Estou participando desde as primeiras feiras e foi muito bom ter vindo para a Praia Grande. Aqui, os escritores tiveram mais oportunidade para lançamento de livros, foram mais inseridos na programação do evento, foi até mais seguro”, comentou o professor Antônio Guimarães de Oliveira, autor do livro “São Luís: Memória e Tempo”, um dos mais procurados e vendidos no Estande da Casa do Escritor Maranhense, junto com o livro “Os atenienses e a invenção do canône nacional”, de Ricardo Leão.

Alguns escritores fizeram questão de estarem presentes no evento, autografando, lançando livro ou participando da programação, como foi o caso do escritor Wilson Marques que participou de rodas de leituras com crianças, além de ter autografado livros. “Sempre achei que a Feira (do Livro) na Praia Grande seria melhor. Foi fundamental o trabalho da curadoria desse ano. Foram escolhidos bons convidados. Esse ano eu tive a postura de me fazer presente. O resultado está aí, muita gente visitando, participando. Outra coisa: o fato do evento ser no Centro Histórico atrai também os turistas. Foi algo muito positivo”, afirmou.

O ‘Poesia no Beco’ (Escadaria do Beco Catarina Mina) foi um dos espaços que mais conquistou a simpatia dos visitantes. Os recitais e performances poéticas realizados ao ar livre, por entre os casarões coloniais, deu um charme a mais ao local. “Aqui na Praia Grande, a Feira ficou plural, com shows, recitais, o bom uso dos espaços culturais. Eu fiquei viciada no Beco da Poesia. A gente se esparrama na escadaria e os versos sobem. É a poesia emanando na gente. Conhecer pessoalmente os poetas de outros lugares também foi muito bom”, disse Élida Aragão, jornalista.

Para o poeta Caco Pontes, convidado do evento, a iniciativa da realização da Feira no Centro Histórico foi ousada. “São Luís tem um diferencial cultural. Foi ousado utilizar os espaços do Centro Histórico na programação. Ressignificou a arquitetura, criou um fluxo de pessoas aqui, é um outro olhar, outra atmosfera e juntou duas coisas que combinam muito: cultura e patrimônio”, ressaltou.

ESTACIONAMENTO
Durante o período do evento, o estacionamento, embarque e desembarque de veículos na Praia Grande sofreu alterações. Parte do estacionamento da Praia Grande foi ocupado por estandes e tendas que abrigaram as atividades culturais.

Diariamente, 20 agentes de trânsito da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) estiveram trabalhando para orientar, fiscalizar e controlar o estacionamento e embarque e desembarque de transporte escolar, de turismo e comercial. Foi interditado apenas o trecho da Rua de Nazaré, compreendido entre a Rua da Estrela e a Rua Couto Fernandes, que dá acesso ao Beco Catarina Mina.

7ª FELIS
A 7ª Feira do Livro de São Luís aconteceu de 27 de setembro a 06 de outubro. O tema deste ano “Livro, Leitura e Tecnologia” homenageou os escritores Nauro Machado (patrono da Feira), Aluísio Azevedo, Catulo da Paixão Cearense, Zelinda Lima e Salgado Maranhão. A programação contou com rodas de conversa, palestras, lançamentos e relançamentos de livros, recitais, peças teatrais, shows musicais, atividades voltadas para o público infantil, entre outros. Este ano, o evento teve a participação de convidados internacionais: o americano Benjamin Moser, biógrafo da escritora Clarice Lispector, o português António de Abreu Freire, biógrafo do padre Antônio Vieira, e o martinês E. Sy Kennenga.

A FeliS é realizada pela Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func) e da Secretaria Municipal de Educação (Semed), correalizada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc/MA), e tem o patrocínio da Vale e o apoio da Associação dos Livreiros do Estado do Maranhão (Alem), da Secretaria de Estado da Cultura (Secma) e da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur).

NÚMEROS DA 7ª FELIS
30 instituições parcerias;
28 espaços da programação;
cerca de 170 mil visitaram a Feira;
mais de 100 mil livros vendidos;
34 estandes de livros comercializados;
cerca de 500 palestrantes, escritores e atores participaram da programação;
mais de 100 lançamento de livros no espaço do escritor;
em torno de 25 mil crianças participaram dos espaços infantis;
27 espetáculos e intervenções teatrais;
50 sessões no Cine FeliS.

BNC Cidade

5 de outubro de 2013

FeliS: Documentário mostra história dos primeiros habitantes da Ilha de São Luís

Sugsestão CAPA 2013
O jornalista e historiador Marcus Saldanha volta a apresentar o documentário Memória de Pedra em São Luís neste sábado (5) às 17h na Feira do Livro, na Praça da Juventude (Valdelino Cécio). Após a exibição haverá um bate-papo com o autor sobre a arqueologia pré-colonial na Ilha de São Luís. O convite partiu do poeta e jornalista Celso Borges, curador da FeliS que produziu um poema inédito que é o fio condutor da narrativa do filme.

Memória de Pedra foi produzido às vésperas das comemorações dos 400 anos de fundação da cidade de São Luís e propõe uma reflexão sobre o passado ancestral dos primeiros habitantes, anteriores aos índios encontrados pelos europeus, denominados na literatura arqueológica pré-colonial de “paleoíndios”.
Jornalista e historiador Marcus Saldanha apresenta documentário "Memória de Pedra" na FeliS
Jornalista e historiador Marcus Saldanha apresenta documentário “Memória de Pedra” na FeliS
“Estes primeiros habitantes da Ilha chegaram seguindo curso de rios, na busca de alimentos, seja de caça, coleta ou pesca. Por milhares de anos, ocuparam o que viria a ser o Maranhão.”, ensina o autor que também leciona História na rede estadual de ensino.  O filme visa também valorizar o trabalho minucioso de profissionais da Arqueologia e História na reconstrução de um acervo a partir de artefatos de pedra, utensílios de cerâmica e restos do que um dia foi moradia desses seres humanos, como por exemplo, os sambaquis.

“Infelizmente, a maior parte dessa história encontra-se enterrada no subsolo por falta de pesquisa, sendo ignorado por moradores que encontram este tipo de material e o descartam e principalmente, sem ações adequadas do Poder Público.”, denuncia.

Neste sentido, o documentário em sua ampla capacidade de registrar experiências da realidade com liberdade e particularidades narrativas pode servir como elemento de sensibilização da sociedade na preservação do acervo pré-colonial da Ilha de São Luís, no sentido de conhecer e valorizar a “memória de pedra”, a saber, memória arqueológica pré-histórica.

Para a exibição, além do público em geral foram convidados alunos do Centro de Ensino Médio Operária I, no bairro da Cidade Operária, onde o autor leciona a disciplina História.

Sinopse:
O filme aborda a questão do patrimônio arqueológico pré-colonial da Ilha de São Luís no ano de comemoração dos 400 anos da fundação da cidade através de depoimentos de especialistas e da comunidade que vive próximo e até sobre os sambaquis, sítios pré-coloniais onde viviam os “empilhadores de conchas” há milhares de anos, muito antes dos europeus e dos tupis.
Informações Técnicas:
Gênero: Documentário – DVD – Colorido
Tempo: 40 minutos
Roteiro e Direção: Marcus Saldanha
Produção: Marcus Saldanha e Jacelena Dourado
Imagens: Rafael Pinheiro
Edição: Wesley Costa
Trilha Sonora Original: Luís Fernando Soares
Participação Especial: Celso Borges (narrando o filme com poemas inéditos)

Sobre o autor:
Marcus Saldanha é professor de história e jornalista. Nasceu em Brasília, mas desde criança mora em São Luís. Apaixonado por viagens percorreu mais de 160 cidades do Maranhão e conheceu de perto muitos dos sítios pré-coloniais maranhenses. Em 2003 escreveu seu primeiro livro “História do Maranhão” com um capítulo dedicado ao tema e em 2012 lançou seu primeiro filme: Memória de Pedra.

BNC Cultural

27 de setembro de 2013

Bate-papo com escritores nacionais movimenta programação do final de semana na 7ª FeliS

Na programação deste primeiro final de semana da 7ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), autores nacionais foram convidados a versar sobre suas produções literárias, processo de criação, livros, personagens e gêneros em sessões descontraídas e perto dos leitores. Além das palestras, a Prefeitura de São Luís oferece cerca de 120 atividades, entre oficinas, rodas de conversa, lançamentos e relançamentos de livros, exibição de filmes e programação especial para o público infantil e juvenil que acontecem, neste sábado (28) e domingo (29), em mais 20 espaços diferentes.

No sábado, uma das palestras mais aguardadas é a do escritor Alexei Bueno (RJ), sobre “Arte e tecnologia: deformações na apreciação estética contemporânea”. Josoaldo Rêgo será o mediador da palestra, que começa às 19h30, no Auditório da Associação Comercial do Maranhão, na Praça Benedito Leite. O carioca Alexei Bueno é poeta e editor. Colaborou em diversos órgãos de imprensa no Brasil e no exterior e tem mais de 20 livros publicados. Por duas vezes recebeu o Prêmio Jabuti, o mais importante prêmio literário do Brasil, lançado em 1959.

Neste mesmo dia, na Praça da Juventude, instalada na Praça Valdelino Cécio, às 19h, acontecem o lançamento do livro e a palestra “O combate por um partido revolucionário (1958/1990)”, de Anita Leocádia Prestes (RJ), filha dos militantes comunistas Olga Benário Prestes e Luis Carlos Prestes. A historiadora vai falar ao público presente sobre a sua mais recente obra, que retrata uma fascinante viagem pela História do Brasil durante mais de três décadas, acompanhando o percurso e as lutas do pai. No livro, Anita escreve como historiadora e não como filha do revolucionário que foi secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro durante quase 40 anos. A obra reúne ainda anos de estudo de uma documentação em parte inédita ou esquecida pela história, desmontando falsificações e deturpações existentes sobre Prestes e os comunistas, difundidas pela história oficial produzida pelos intelectuais da época, comprometidos com a ditadura militar.

Já no domingo (29), no Auditório da Associação Comercial do Maranhão, na Praça Benedito Leite, as palestras começam às 16h, com “Poesia digital: produção e divulgação no Brasil”, de Jorge Luiz Antônio (SP). Ele é pesquisador e fez seu pós-doutorado sobre o novo problema da poesia e sua relação com as tecnologias da informação, um dos tripés do evento.

A poesia também estará na palestra das 18h, com Alice Ruiz (PR), na palestra “A poesia muda o mundo?”, que será mediada poeta e jornalista Paulo Melo Sousa. A poetisa e tradutora brasileira começou a escrever na adolescência, e já publicou, até agora, 21 livros, entre poesia, traduções e uma história infantil. Foi casada com o também poeta Paulo Leminski. Já ganhou vários prêmios, incluindo o Jabuti de Poesia, de 1989, pelo livro Vice Versos, e o Jabuti de Poesia, de 2009, pelo livro Dois em Um.
E, o gênero lírico continua na pauta do dia com a palestra “Poesia, filosofia e o mundo contemporâneo”, às 20h, no Teatro João do Vale. Antônio Cícero (RJ) será o palestrante e Luís Inácio, o mediador. O carioca Antônio Cícero é compositor, poeta, filósofo e escritor. Teve alguns de seus poemas musicados por sua irmã, a cantora e compositora Marina Lima. Publicou diversos livros de poesias, entre eles “Porventura”, em 2012.

7ª FELIS
A 7ª FeliS segue até o dia 6 de outubro, na Praia Grande, funcionando diariamente das 10h às 22h. É realizada pela Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Func) e Secretaria Municipal de Educação (Semed), correalizada pelo Serviço Social do Comércio (Sesc/MA), e tem o patrocínio da Vale e o apoio da Associação dos Livreiros do Estado do Maranhão (Alem), da Secretaria de Estado da Cultura (Secma) e da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). A programação completa do evento está disponível no endereço eletrônico: www.saoluis.ma.gov.br.

BNC Cultura