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3 de outubro de 2014

Prefeitura inicia sinalização de faixa preferencial para ônibus na Avenida Colares Moreira

São Luis - A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria de Trânsito e Transportes (SMTT), está realizando uma série de intervenções para a melhoria do trânsito na capital. Além da implantação de retornos de quadras, alterações geométricas, reordenamento de estacionamentos, entre outras intervenções, a SMTT iniciou a sinalização de uma faixa preferencial para ônibus na Avenida Colares Moreira. A previsão é que a faixa comece a funcionar até o final deste mês, quando a sinalização deve ser concluída.

Segundo o secretário municipal de Trânsito e Transportes, Canindé Barros, essa e outras modificações nas vias de São Luís primam pela melhoria da mobilidade urbana e por maior segurança para os condutores e pedestres. “Com essas ações, estamos seguindo a determinação do prefeito Edivaldo para que possamos dar respostas eficazes à população. São melhorias que estamos realizando em vários pontos da cidade para dar mais fluidez ao trânsito e reduzir os índices de acidentes”, afirmou o titular da pasta.

A avenida foi escolhida como a primeira a ter uma faixa preferencial para ônibus por ser uma das que apresentam maior fluxo de veículos. A faixa, que tem início no Elevado do Trabalhador e se estenderá até a ponte do São Francisco, é considerada preferencial e não exclusiva por conta da existência de conversões à direita para realização de retornos e cruzamentos. Somente os condutores de ônibus poderão permanecer na via, os motoristas dos demais veículos só poderão trafegar na faixa para realizar as conversões ou ter acesso a estacionamentos.

Inicialmente, a SMTT realizará uma campanha educativa para explicar aos condutores como funcionará o fluxo na via. A fase de adaptação ocorrerá até que os motoristas compreendam a importância da faixa preferencial para a melhoria da mobilidade urbana. A proposta é que as vias prioritárias para ônibus sejam implantadas em outras avenidas da cidade.

BNC Cidade

4 de julho de 2014

No projeto da Codevasf, Flávio e Brandão já formaram dupla para apoiar o Maranhão

São Luis - Hoje formando uma dupla na chapa como governador e vice, Flávio Dino e Carlos Brandão já haviam atuado juntos em um projeto de desenvolvimento do Maranhão. Foi o projeto de lei que fortaleceu a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

O projeto habilitou mais de 114 cidades maranhenses a receber recursos da Codevasf, que atua no apoio à produção agrícola, pecuária, de pesca e aquicultura. O projeto é de autoria de Brandão e teve relatoria de Flávio Dino, quando ambos eram deputados federais.

Somente no ano passado, foram R$ 530 milhões a mais destinados a esses municípios. Brandão e Flávio comemoram o resultado da parceria. Mas querem mais para o estado. “Além dos órgãos federais, os órgãos estaduais também devem assegurar apoio à produção. Em 2013, menos de 1% do orçamento do Governo do Estado foi destinado ao incentivo à produção”, avalia Flávio.

Carlos Brandão completou: “Isso significa dizer que as ações da Codevasf têm influenciado diretamente na diminuição das desigualdades sociais em nosso estado e consequente elevação do seu IDH. Com os poços construídos, aproximadamente um milhão de maranhenses estarão livres de verminoses, infecções intestinais e demais doenças associadas ao consumo de água imprópria”, disse

Boas ações da Codevasf
“Precisamos apoiar a atividade do campo porque nós precisamos superar situações inexplicáveis, como um estado com água e terra abundantes ser grande importador de alimentos. O Maranhão precisa voltar ser grande produtor de alimentos e isso é essencial para a segurança alimentar, melhoria da economia e para gerar mercado interno”, avalia Flávio Dino.

O modelo que deve ser aplicado não se trata de agricultura de subsistência, o praticado hoje por falta de apoio governamental. Para Dino, a produção do campo deve ter apoio da ciência e tecnologia, com auxílio das universidades e órgãos como Aged e Agerp.

O pré-candidato a Governo lembrou os grandes projetos de irrigação Salangô e do tabuleiro de São Bernardo. Ele defendeu que as ações não significaram desenvolvimento porque o dinheiro não foi bem aplicado. Em outros estados, como é o caso de Petrolina (Pernambuco), que tiveram o incentivo na mesma época e prosperaram com a fruticultura, com o apoio também da Codevasf.

Brandão e Flávio convidam a população a seguir contribuindo com as propostas do Programa de Governo no site www.dialogospelomaranhao.com.br.
 
BNC Eleições 2014

26 de junho de 2014

PSL realiza convenção nesta sexta na Assembléia Legislativa


São Luis - nO Partido Social Liberal (PSL), realiza sua convenção na manhã desta sexta-feira (27), no auditório Fernando Falcão, na Assembleia Legislativa, quando  definirá seus quadros de candidatos a deputado federal, estadual e também para bater o martelo em torno das coligações.

De acordo com o presidente estadual  da sigla, vereador   Francisco Carvalho, que está conclamando a população para a convenção, “o PSL pode ser considerado um grande partido no Maranhão, já que conta com dois deputados estaduais (Graça Paz e Edson Araújo) e 60 vereadores, sendo dois na capital (ele e Isaías Pereirinha), além de algo em torno de 10 vice-prefeitos e um prefeito”.

Com base nesse capital político, é que o partido irá discutir as coligações para as disputas da Câmara Federal e da Assembleia Legislativa e para o governo do Estado. Segundo Francisco Carvalho, “estaremos promovendo um grande ato político, com uma manifestação legítima e democrática no sentido de contribuir para o desenvolvimento do Estado e bem estar da nossa população”.

BNC Eleições 2014

5 de março de 2014

BALAIOS E BARRICAS NO CARNAVAL DO MARANHÃO

Presidente da Func
Blog do Ed Wilson


Porto Alegre - Durante o processo de cassação do ex-governador Jackson Lago (PDT), a resistência ao golpe caracterizou-se como um revival da Balaiada, marcante rebelião popular na primeira metade do século XIX, no Maranhão.

Assim, pedetistas, petistas, socialistas e outras tribos passaram a se chamar “balaios”.

Os golpistas, símbolo da oligarquia Sarney, ficaram com o epíteto de “barricas”, alusivo ao Boi Barrica, companhia de teatro de rua formada por artistas do bairro da Madre Deus, sob a liderança do talentoso José Pereira Godão.

Detalhe importante! “Barrica” também serviu para denominar uma operação da Polícia Federal que saiu no encalço do empresário Fernando Sarney, homem dos negócios da família. A chamada “Operação Boi Barrica” da PF foi tão impactante que Fernando reagiu a ponto de apagá-la dos registros oficiais do Ministério da Justiça.

Derivada do Barrica, o Bicho Terra é outra bela manifestação cultural, também criada na Madre Deus.

Carnavalescos palacianos

Todos os buracos nas ruas e avenidas de São Luís (e são tantos!) sabem que o Boi Barrica e o Bicho Terra têm padrinhos no Palácio dos Leões e tiveram tratamento especial desde a gestão do ex-secretário estadual de Cultura Luis Bulcão.

Há tempos os barricas frequentam as festas privadas na corte de Roseana, cantam e dançam nas rodas de violão do soberano e beneficiam-se dos privilégios da política cultural do Governo do Estado.

Sem tirar o mérito, o talento e a criatividade dos seus criadores e brincantes (muitos deles pessoas comuns), as condições de produção do Boi Barrica e do Bicho Terra dão a eles vantagens, favores, trânsito entre os financiadores, facilidades dos agentes públicos e sobretudo a simpatia da família da governadora.

Na área Itaqui-Bacanga, na Camboa, Liberdade, na zona rural de São Luis e em dezenas de cidades do Maranhão existem usinas de artistas tão criativos quanto os da Madre Deus, mas não recebem os mesmos mimos.

O tratamento diferenciado entre os iguais é a questão central. O resto é máscara e perfumaria.

Política cultural

Nos sucessivos governos Roseana, as condições de produção do Barrica e do Terra são infinitamente superiores em relação às migalhas distribuídas ao resto das manifestações culturais do Maranhão inteiro.

Mas não é só isso. A inserção da oligarquia na vida cultural de São Luis foi uma diretriz pensada na primeira era (ou maldição!) Roseana Sarney (1995 – 2002), quando o governo tratou o Carnaval e o São João como questões estratégicas do ponto de vista da hegemonia política.

Foi nesse período que Roseana convocou Luis Bulcão e deu status especial à pasta da Cultura, centralizou o dinheiro e descentralizou os espaços, criando as praças nos bairros - os Viva(s) - e demarcou a Madre Deus e adjacências como principais territórios carnavalesco e junino da cidade.

Quem assistiu à reportagem cinematográfica “Maranhão 66”, de Glauber Rocha, sobre a posse do então governador de José Sarney, entenderá esses dois parágrafos aí acima como um desdobramento das cenas política e cultural no nosso estado.

Francisco Gonçalves e Bicho Terra

Pois bem, tudo isso foi dito para tecer algumas considerações sobre a polêmica em torno do tratamento dispensado ao Bicho Terra pela Fundação Municipal de Cultura (FUNC), presidida pelo professor e jornalista Francisco Gonçalves, reconhecido pela correção nos seus atos.

Entre as principais ações na FUNC, o presidente instituiu os editais como regra, visando quebrar os vícios do apadrinhamento e do clientelismo vigentes no serviço público, especialmente no Maranhão, onde o compadrio vale mais que o mérito.

Gonçalves foi patrulhado pelos balaios, porque o Bicho Terra apresentou-se na condição de convidado para a abertura do Carnaval, sem exigência de concorrer nos editais.

A crítica balaia argumenta que o folguedo preferido de Roseana Sarney, já tão badalado no governo, não deveria ser convidado de honra no terreiro do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PTC), hoje na oposição à oligarquia.

Evangélico, o prefeito não participa de festas juninas ou carnavalescas.

Em nota (leia abaixo), o presidente da FUNC disse o seguinte: "a atual gestão não adota critérios ideológicos e/ou partidários para contratar artistas e grupos artísticos."

No Carnaval, festa profana, todo pecado é permitido. Convidado é convidado e concorrente de edital veste a regra.

Aqui, parece não ter sido seguido o provérbio “pau que bate em Chico também dá em Francisco.” Na crítica dos balaios, os barricas do Bicho Terra também teriam de concorrer nos editais.

Outros carnavais

O blogue não vê como o fim do mundo o desfile do Bicho Terra no terreiro da oposição à oligarquia.

Quando era governador, o líder da Balaiada, Jackson Lago (PDT), pagava religiosamente para ser achincalhado no blogue de Décio Sá, seu principal algoz no ciberespaço barrica do Sistema Mirante de José Sarney (PMDB).

Ao mesmo tempo em que despejava fortunas no Sistema Mirante, Lago mandou a sua própria Polícia Militar fechar a rádio Timbira AM, controlada pelo Governo do Estado, porque o radialista aliado, Gilberto Lima, reclamava da falta de apoio à emissora balaia.

O prefeito de Barreirinhas, Léo Costa, pedetista histórico, a dita cara da Balaiada, é agora o maior correligionário da governadora Roseana Sarney (PMDB).

Conhecidas famílias tradicionais do Maranhão, agindo em benefício próprio, para atender aos seus interesses financeiros, oscilam entre balaias e barricas, momescamente.

Doido é quem se mata por elas!

Mascarados

Esse suposto maniqueísmo parece sempre acabar na quarta-feira de cinzas eleitoral, quando balaios e barricas deixam cair as máscaras e assumem outras personas.

Nas festas do Pergentino Holanda (PH) estão juntos e misturados, dividindo o dinheiro, compartilhando os favores e negociando os privilégios, na maioria das vezes contra o interesse público.

Não é o caso de Francisco Gonçalves, que vem fazendo um bom trabalho à frente da FUNC e se distingue na conduta da maioria. Afinal, uma falha no desfile não tira o brilho do Carnaval.

Formado na tradição dialética e conhecedor de estratégia, Gonçalves sabe que não se faz balaiada sem levantar barricadas.

VEJA A NOTA ASSINADA PELO PRESIDENTE DA FUNC

“Sobre a apresentação de grupos artísticos na abertura e encerramento do Carnaval de Passarela, a Fundação Municipal de Cultura (FUNC) vem a público informar:

1) da programação de abertura participaram o Bicho Terra e a Máquina de Descascar Alho, o primeiro como convidado e o segundo como classificado em edital;

2) os artistas e grupos artísticos participam da programação, selecionados através de edital e ainda por convite, a critério da administração e desde que os convidados tenham amplo reconhecimento público;

3) assim, o resultado dos editais está sendo rigorosamente cumprido;

4) a atual gestão não adota critérios ideológicos e/ou partidários para contratar artistas e grupos artísticos;

5) do encerramento do Carnaval de Passarela participarão, como convidados, os batalhões dos bois de Maracanã, Maioba e Pindoba, representantes do sotaque de Matraca da Ilha, para o espetáculo Trupiada, quando os personagens do São João receberão a chave da cidade das mãos do Rei Momo.”

São Luís, 28 de fevereiro de 2014

Francisco Gonçalves da Conceição
Presidente

20 de setembro de 2013

Papa critica obsessão da igreja por aborto, casamento gay e contracepção

O papa Francisco afirmou que a Igreja Católica se tornou "obcecada" com a pregação contra o aborto, o casamento gay e a contracepção, e que ele escolheu deliberadamente não falar sobre esses assuntos por entender que ela deve ser uma "casa para todos", e não uma "pequena capela" focada na doutrina, na ortodoxia e em uma agenda limitada de ensinamentos morais. 

As declarações foram dadas em uma entrevista concedida ao jornal jesuíta "La Civiltà Cattolica" no mês de agosto, durante três encontros. O conteúdo da conversa foi divulgado nesta quinta-feira por 16 jornais jesuítas de diferentes países. 

"Não podemos insistir apenas em assuntos relacionados ao aborto, ao casamento gay e ao uso de métodos contraceptivos. Isso não é possível", disse o papa ao também jesuíta Antonio Spadaro, editor-chefe do "La Civiltà Cattolica". 

O pontífice admitiu ainda que sofre críticas por evitar tratar desses temas. 

"Eu não falei muito sobre essas coisas, e fui repreendido por isso. Mas, quando falamos sobre essas questões, temos que falar sobre elas em um contexto. O ensinamento da igreja quanto a isso é claro, e eu sou um filho da igreja, mas não é necessário falar sobre esses assuntos o tempo inteiro", acrescentou. 

O papa disse ainda que "os ensinamentos dogmáticos e morais da igreja não são todos equivalentes" e que o ministério pastoral não deve ser "obcecado" com a transmissão de "doutrinas desarticuladas que se tenta impor de forma insistente". 

"Precisamos encontrar um novo equilíbrio, senão até mesmo o edifício moral da igreja corre o risco de cair como um castelo de cartas, perdendo o frescor e a fragrância do Evangelho", disse. "A proposta do Evangelho tem que ser simples, profunda, radiante. É dessa proposta que as consequências morais então fluem". 

O papa Francisco afirmou ainda que a igreja deve ajudar a curar "todo o tipo de doença ou ferida". Ele contou que, quando ainda estava em Buenos Aires, costumava receber cartas de homossexuais que estavam "feridos socialmente" e que diziam sentir que a igreja sempre os condenava. 

"Mas a igreja não quer isso. Durante meu voo de volta do Rio de Janeiro [após a Jornada Mundial da Juventude, em julho deste ano], eu disse que, se um homossexual tem boa vontade e está em busca de Deus, eu não estou em posição de julgá-lo. A religião tem o direito de expressar sua opinião a serviço das pessoas, mas, na criação, Deus nos fez livres: não é possível interferir espiritualmente na vida de uma pessoa". 

Fonte: Folha de São Paulo
BNC Cotidiano