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29 de março de 2015

Secretária de Estado da Cultura Ester Marques fala da importância da restauração da Igreja de São Joaquim à comunidade

Grande Ilha - O governo do Estado entregou à comunidade da Vila Maranhão a restauração da Igreja de São Joaquim, na zona rural de São Luís.  Tombada desde 1987 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a edificação passou por um amplo processo de requalificação da infraestrutura, que foi originalmente construída no século XVII pelos jesuítas.

A obra de restauração da Igreja São Joaquim foi executada pelo Iphan em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, por meio de compensação ambiental. Na negociação, a representação federal executou cobrança de empresas de construção civil, que responsabilizaram-se pela restauração da igreja como forma de saldar a dívida junto ao Estado.

Durante a solenidade, a secretaria da Cultura, Ester Marques, informou que após ter passado por este processo recuperação física, a Igreja de São Joaquim será integrada a um grupo de equipamentos culturais de caráter religioso, tais como o Museu de Artes Sacra e a Igreja de São João.

“Reconhecendo que esta igreja possui, para além do seu valor religioso, algumas outras dimensões importantes do ponto de vista histórico e social, o Estado vai trabalhar para que ela passe a fazer parte, em breve, de um roteiro cultural, fomentando, inclusive, a atividade turística da capital que contará com mais um ponto de visitação e vivência”, assegurou Ester Marques.

Para o pároco responsável pela Igreja de São Joaquim, o padre José de Ribamar dos Santos Vieira, a entrega da obra dará nova vida e dinâmica diferenciada à comunidade. “Devido às antigas condições da igreja, os fiéis começaram a se afastar. Agora, esperamos receber tanto o público da missa, quanto outros visitantes que desejem conhecer a nossa igreja”, declarou o padre, após destacar a atenção prestada pelo Estado e União na execução dos serviços técnicos, que permitiram manter os traços originais da igreja.

A presidente do Iphan, Jurema Machado, aproveitou a oportunidade para reforçar a missão do instituto. “O Iphan trabalha com o tempo e a memória, e este é um espaço de continuidade, o que nos dá muita alegria de inaugurar, tanto pelo seu caráter de patrimônio físico, quanto sócio cultural”, pontou a presidente do Iphan.

Após o descerramento da placa que sinaliza a restauração da Igreja de São Joaquim, a comunidade pôde conferir a apresentação da Orquestra da Escola de Música do Estado do Maranhão, Lilah Lisboa.

BNC Cultura

10 de julho de 2014

IPHAN REALIZA FESTIVAL DE COMÉDIAS DO BUMBA MEU BOI

São Luis - O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, no Maranhão, promove neste sábado, no Largo da Barrigudeira  (Avenida Newton Belo), no Monte Castelo, o Festival de Comédias do Bumba meu boi. O evento integra o calendário de ações de salvaguarda do bumba meu boi, registrado como patrimônio cultural imaterial brasileiro há três anos, e será realizado dentro do Festival de Bois de Zabumba, que este ano chega à vigésima edição.

A abertura será às 20 horas, com a apresentação da comédia do bumba meu boi pelos bois Orgulho de Pinheiro; e Capricho de União; este de Santa Helena. Também participarão o Boi de Leonardo, Boi Unidos Pela Fé, Boi da Vila Passos, Boi Capricho da Primavera, Boi Laço do Amor, Boi da Vila Ivar Saldanha, Boi de Zabumba Orquestrado, Boi da Vila Palmeira, Boi Novo Capricho, Boi Anjo do Meu Sonho, Boi Capricho de Oliveira, Boi Brilho da Paz, Boi da Boa Vontade, Boi de Romana, Boi Dois Irmãos, Boi de Guimarães, Boi Sempre Seremos Unidos, Boi da Fé em Deus e Boi Unidos Venceremos.

Segundo a antropóloga Luciana Carvalho, as comédias constituem pequenas histórias cômicas elaboradas coletivamente pelos brincantes, embora a maior parte da atividade dramática seja concentrada pelos personagens dos palhaços, conhecidos também como palhaceiros, Pais Franciscos, Catirinas, chefes da matança ou da palhaçada. “São eles quem, de fato, selecionam, elaboram e executam as performances a partir dos fatos, em alguma medida, experimentados pela coletividade de que participam, atuando assim como espécies de porta-vozes do grupo”, enfatiza. A antropóloga é pesquisadora do Inventário Nacional de Referências Culturais do Bumba-meu-boi do Maranhão (INRC) realizado pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), sediado no Rio de Janeiro, órgão vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Festival de Comédias será promovido pelo IPHAN em parceria com o Clube Cultural de Bumba-meu-boi de Zabumba e Tambor de Crioula do Maranhão dentro do XX Festival de Bumba-meu-boi de Zabumba. Conta também com a parceria do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Cultura.

 A Superintendência do IPHAN no Maranhão continuará executando, esse ano, ações voltadas para a salvaguarda do Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão, registrado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2011 no livro de registro das Celebrações. “Nesse sentido, serão desenvolvidas ações de diagnóstico, apoio, fomento e promoção do bem registrado, dentre as quais oficinas, festival, seminário, encontro e projeto de educação patrimonial dessa manifestação cultural maranhense”, explica Kátia Bogéa, superintendente do IPHAN.

BNC Cultura