Mostrando postagens com marcador País. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador País. Mostrar todas as postagens

5 de agosto de 2013

Desigualdade de renda cai em 80% das cidades do País

De 2000 a 2010 aconteceu algo inédito no Brasil: em 80% dos municípios, a desigualdade de renda entre seus habitantes diminuiu. O fato é ainda mais relevante porque reverteu uma tendência histórica. Na década anterior, a desigualdade medida pelo índice de Gini aumentara em 58% das cidades brasileiras.


A maior queda da desigualdade aconteceu numa cidadezinha do interior de São Paulo. No extremo oeste, perto de Presidente Prudente, Emilianópolis viu seu índice de Gini cair pela metade, de 0,76 para 0,38 em 2010. A escala varia de zero a 1. Se os 3 mil emilianopolenses ganhassem igual, o índice seria 0. Se um deles concentrasse toda a renda da cidade, o Gini seria 1.


Emilianópolis é um bom exemplo, uma vez que as condições em que se deu a redução da desigualdade são representativas do que aconteceu em outros 4.431 municípios brasileiros. O Gini da cidade crescera nos anos 1990, de 0,43 para 0,76. A reversão na década seguinte ocorreu com o enriquecimento da população em geral: a renda do emilianopolense foi de R$ 373 para R$ 585.


Na maior parte do Brasil foi igual. De 2000 a 2010, o rendimento domiciliar per capita cresceu 63% acima da inflação, na média dos 5.565 municípios. Foi um enriquecimento mais intenso do que nos dez anos anteriores, quando o ganho havia sido de 51%.


Isso é importante porque uma forma perversa de reduzir a desigualdade é via empobrecimento geral. Se os ricos perdem mais do que os pobres, a desigualdade também cai. Foi o que aconteceu em grande parte do Brasil nos anos 1980, por causa da recessão.
Nos dez anos seguintes, o alto desemprego comprometeu o salário dos trabalhadores e a renda voltou a se concentrar no topo da pirâmide. O índice de Gini do País cresceu, e a desigualdade aumentou em 58% dos municípios brasileiros. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
BNC Brasil

22 de junho de 2013

Cristovam Buarque defende abolição de partidos

Conhecido por apresentar propostas polêmicas e algumas consideradas às vezes até inviáveis, o senador Cristovam Buarque (PDT/DF) defendeu a abolição de partidos políticos em discurso nesta sexta-feira (21), da tribuna do Senado Federal.

- Nada unifica mais hoje todos os militantes e manifestantes do que a ojeriza, a desconfiança, a crítica aos partidos políticos. Talvez seja a hora de dizermos: estão abolidos todos os partidos. E vamos trabalhar para saber o que é que a gente põe no lugar – disse Cristovam.

O senador ressaltou o papel das redes sociais como forma de os políticos dialogarem com o povo, mas disse que apesar de utilizarem muito o Twitter e outras redes, os parlamentares não estão sabendo como trazer as reclamações das pessoas para dentro do Congresso. O caminho, para Cristovam, seria a reforma política.

- Eu defendi ontem, assinamos seis senadores a proposta da convocação de uma Constituinte exclusiva para a reforma política, inclusive com a possibilidade do voto avulso, de tal maneira que alguém possa ser eleito sem ter partido – afirmou.

BNC Brasília