Grande Ilha - A Secretaria de Segurança Pública realiza coletiva de imprensa às 15h, no auditório da secretaria, sobre a ‘Operação El Berite’. Deflagrada na manhã desta terça-feira (19), a operação resultou na prisão do ex-prefeito de Bacabal, Raimundo Nonato Lisboa e de outras três pessoas, além da condução coercitiva de Maria do Carmo Xavier, todos suspeitos de envolvimento no crime de agiotagem em Bacabal.
BNC Polícia
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20 de maio de 2015
26 de junho de 2014
Briga por um pedaço de chão é algo que destroi vidas no Brasil
Por Diogo Gabriel
Desta vez, trata-se do Conflito de Belém,
município de Buriti De Inacia Vaz, um dos mais violentos conflitos
registrado na década de 1990. Notem, pelos arquivos, a participação de
direta de agentes público ( à época, o governador era Edson Lobao),
juíza de direito, delegado, oficiais da PM e pistoleiros.
Nos,
militantes do movimento social, temos a tarefa de não deixar cair no
esquecimento esta tragédia social, que até hoje, passados 21 anos, ainda
perdura. Não podemos permitir que o processo de Damnatio memoriae (
danação da memória) ocorra, principalmente nestes tempos em que muitos
dos que lutaram nesta época hoje estão de mãos dadas com os inimigos de
antes.
Material este
pertence à CPT MARANHÃO, que há 39 anos luta pela memória campesina.
Retrata também o importante papel de luta dos movimentos sociais e
entidades da sociedade civil, em especial a CPT, a Smdh, o MSTTR e a
Cáritas.
22 de dezembro de 2013
O pistoleiro Irismar Pereira foi decapitado no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Pedrinhas, entenda o caso
![]() |
| Corredor do Centro de Detenção Provisória (CDP), Pedrinhas |
No dia 17 de dezembro, uma briga entre integrantes da facção “Bonde dos
40”, no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Pedrinhas, resultou na
morte de quatro detentos – três deles decapitados – e cinco feridos.
Os mortos foram identificados como Irismar Pereira, Manoel Laércio dos
Santos Ribeiro, Gilson Clay Rodrigues (que também usava os nomes falsos
de Cleverson Oliveira e Alex Oliveira Ribeiro) e Diego Michael Mendes
Coelho.
Irismar, Manoel e Gilson Clay foram decapitados. Diego morreu esfaqueado. Os cinco feridos também foram atingidos por facas e chuços. Eles foram medicados no próprio CDP. A briga ocorreu no Pavilhão Gama, e foi motivada pela disputa de liderança dentro da facção “Bonde dos 40”.
Um dos decapitados, Irismar Pereira, foi acusado de ter contratado o sobrinho, Wesley Dutra Moraes, 19 anos, o “Jameca”, para assassinar, em 14 de setembro de 2011, o motorista da Taguatur, Ronielson Lima Pinheiro, 28, conhecido como “Roni”, em troca de R$ 2,5 mil. O crime, motivado por uma questão passional, ocorreu no ponto final de ônibus do Residencial Paraíso.
Irismar tamém foi apontado como executor do quilombola, Flaviano Pinto Neto, presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Povoado Charco, no Município de São Vicente de Férrrer. O crime ocorreu no dia 30 de outubro de 2010 e o processo ainda não chegou ao Tribunal do Júri. Flaviano foi exectuado com 7 tiros na cabeça, por uma pistola calibre 380.
Irismar Pereira (que também atendia pela alcunha de Jéferson ou Uroca) também era apontado pela prática de crimes de homicídios no estado, entre 2006 e 2010, sendo a maior parte deles na capital. Na ficha criminal de Irismar foram confirmados pelo menos cinco assassinatos, com participação de seu irmão, Irinaldo Pereira, e de seu sobrinho Wesley Dutra Moraes, o Jameca, de 19 anos, preso por ser o autor dos disparos que mataram o motorista da Taguatur.
Irismar, Manoel e Gilson Clay foram decapitados. Diego morreu esfaqueado. Os cinco feridos também foram atingidos por facas e chuços. Eles foram medicados no próprio CDP. A briga ocorreu no Pavilhão Gama, e foi motivada pela disputa de liderança dentro da facção “Bonde dos 40”.
Um dos decapitados, Irismar Pereira, foi acusado de ter contratado o sobrinho, Wesley Dutra Moraes, 19 anos, o “Jameca”, para assassinar, em 14 de setembro de 2011, o motorista da Taguatur, Ronielson Lima Pinheiro, 28, conhecido como “Roni”, em troca de R$ 2,5 mil. O crime, motivado por uma questão passional, ocorreu no ponto final de ônibus do Residencial Paraíso.
Irismar tamém foi apontado como executor do quilombola, Flaviano Pinto Neto, presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Povoado Charco, no Município de São Vicente de Férrrer. O crime ocorreu no dia 30 de outubro de 2010 e o processo ainda não chegou ao Tribunal do Júri. Flaviano foi exectuado com 7 tiros na cabeça, por uma pistola calibre 380.
Irismar Pereira (que também atendia pela alcunha de Jéferson ou Uroca) também era apontado pela prática de crimes de homicídios no estado, entre 2006 e 2010, sendo a maior parte deles na capital. Na ficha criminal de Irismar foram confirmados pelo menos cinco assassinatos, com participação de seu irmão, Irinaldo Pereira, e de seu sobrinho Wesley Dutra Moraes, o Jameca, de 19 anos, preso por ser o autor dos disparos que mataram o motorista da Taguatur.
Acusado como mandante do crime, o fazendeiro Manoel de Jesus Martins Gomes, o “Manoel de Gentil”, foi beneficiado por uma decisão, num Habeas Corpus, proferida pelo desembargador Fernando Bayma Araújo, no dia 23 de fevereiro de 2011. O fazendeiro havia sido preso temporariamente na manhã do dia anterior, em cumprimento a um mandado da juíza Odete Maria Pessoa Mota, então titular da comarca de São João Batista.
A motivação do assassinato de Flaviano, segundo a polícia, foi a disputa
por terras entre os quilombolas e “Manoel de Gentil” na Baixada
Maranhense.
Com Informações do Blog do Pedrosa
BNC Segurança
18 de dezembro de 2013
A pistolagem não é um crime solitário
A pistolagem não é um crime solitário. Ela não surge de repente na cabeça de um sujeito qualquer disposto a tudo para satisfazer seus instintos. Ela não é uma obra poética em que o autor perde suas noites.
A poesia nem chega perto onde há pistolagem. Dizem que no Maranhão se escreve e fala-se o melhor português. Batizou-se essa assertiva com o orgulho de uma elite para a qual bastava educar seus filhos no único colégio de qualidade de São Luis enquanto a maior parte da população se mantinha pobre e deseducada. “O melhor português” era falado por menos de 1% da população do Maranhão.
Para quem escutava, “o melhor português” soava limpo. A elite maranhense, através da educação, limpava-se dos “vícios” das camadas populares. A pistolagem é a forma que essa elite encontrou de fazer limpeza social em locais e em situações nos quais os meios jurídicos não respondem rapidamente ou não respondem de um jeito que lhe agrade. O que agrada uma elite, ainda mais uma elite escravocrata e predatória como a maranhense? Agrada que seu comportamento e suas ideias sejam engrandecidos. As obras literárias que a elite maranhense reverencia, geralmente, sonegam informações sobre o passado escravocrata e violento dessa mesma elite.
O Mulato, escrito por Aluizio de Azevedo no final do século XIX, é o grande romance maranhense e depois dele mais nada. A disputa politica também se dá no campo estético e a elite maranhense prefere que uma obra como “O Mulato” não seja atualizada em sua critica. Direciona-se o investimento público na construção de um discurso que impeça a critica ao escravagismo e ao latifúndio de aflorar.
“O melhor português” tem esse papel. Quem fala “ o melhor português” é gente branca que administra o Estado e suas ramificações no cotidiano das pessoas. Não se estranha, portanto, que um juiz como o de Chapadinha faça vista grossa aos pistoleiros contratados pelo proprietário da fazenda Tiúba para expulsar famílias de agricultores familiares de sua terra.
Ele conhece “o melhor português”, aquele que só os brancos ricos entendem. Então, como escrito acima, a pistolagem não é um crime solitário. Ela precisa do juiz que orienta o proprietário da fazenda Tiuba numa conversa particular. Ela precisa do proprietário que a contrata. Ela precisa da prefeita de Chapadinha que pretende comprar a terra para retirar areia da calha do rio.
Por Mayron Régis
BNC Maranhão
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