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7 de maio de 2015

Mega-ação da Polícia Civil resulta na prisão de dois prefeitos e mais quatro pessoas em três cidades do interior do Maranhão

Grande Ilha - A Polícia Civil deflagrou duas novas operações de combate ao crime de agiotagem nas prefeituras do Maranhão na manhã desta terça-feira (5). A ação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate a Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público, e faz parte das diretrizes do Governo do Maranhão no combate à corrupção e ao crime organizado. Ao todo, foram cumpridos 20 mandados, sendo cinco de prisão temporária, 12 de busca e apreensão e três de condução coercitiva. Também foram apreendidos veículos de luxo, computadores e vários cheques.

As operações desencadeadas foram denominadas “Morta-Viva”, em alusão à criação de empresas em nome de pessoas já falecidas e “Maharaja”, em alusão ao município de Marajá do Sena, que está entre os municípios mais pobres do país.

No mês de fevereiro, o secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela, já havia anunciado a retomada das investigações sobre a prática de crimes de agiotagem no Estado. Para dar efetividade à apuração, Portela instalou comissão composta por três delegados. “O combate à corrupção é prioridade do governo Flávio Dino. Portanto, vamos dotar essa equipe de estrutura com sala totalmente preparada para dar exclusividade aos trabalhos. Sem deixar de fora qualquer nome envolvido nesta prática criminosa. Se for para abrir 100 inquéritos de agiotagem, nós vamos abrir”, afirmou.

Os alvos desta operação foram as prefeituras de Marajá do Sena, Bacuri e Zé Doca. Cerca de 50 policiais civis, entre eles delegados, participaram da mega-operação. O resultado da ação foi apresentado, na tarde desta terça-feira (5), na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública, por meio de uma coletiva de imprensa. Participaram da coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, o adjunto da Polícia Civil, delegado Lawrence Melo, os delegados Roberto Fortes, Wang Chao e Guilherme Sousa, que compõem a comissão de investigação de agiotagem, e os promotores do Ministério Público Marco Aurélio Rodrigues e Marcos Valentim Pinheiro.

O delegado-geral destacou o trabalho integrado da Polícia Civil com o Ministério Público no combate à agiotagem e o desvio de dinheiro público e a importância dessa ação para o estado. “A operação tem por objetivo contribuir positivamente para o aprimoramento da democracia e cidadania em nosso estado, por meio da repressão de práticas criminosas na gestão pública”, enfatizou.

O presidente da comissão de investigação de agiotagem, delegado Roberto Fortes, enfatizou que o trabalho apenas começou e destacou o apoio irrestrito do secretário de Segurança Pública nas investigações. “A corrupção é um mal que nos assola e precisa de um basta. Esses gestores estavam sangrando os cofres públicos, entregando os municípios nas mãos de agiotas. Vamos continuar com o nosso serviço. Há muito o que fazer. Quanto mais se investiga mais corrupção se descobre”, afirmou.

Para o promotor de Justiça Marco Aurélio Rodrigues, essas ações são fundamentais para melhorar a qualidade de vida da população maranhense. “Não estamos agindo de forma isolada. A parceria com a Polícia Civil é fundamental. Toda investigação está sendo acompanhada pelo judiciário. Vamos analisar documentos, cheques; checar a lavagem de dinheiro e o enriquecimento ilícito. Será dada continuidade aos trabalhos de investigação” pontuou.   

Prisões

Na operação, foram presos os prefeitos de Bacuri, Richard Nixon Monteiro dos Santos, e o de Marajá do Sena, Edvan Costa; o ex-prefeito de Marajá do Sena, Perachi Roberto Moraes; o contador da Prefeitura de Marajá do Sena, José Epitácio Muniz Silva, o Cafeteira; e Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan, apontado como agiota nas investigações.

O ex-prefeito de Zé Doca Raimundo Nonato Sampaio, conhecido como “Natinho”, está foragido. Na residência do prefeito Edvan Costa, os policiais apreenderam uma pistola 380, um revólver calibre 38 e várias munições, além de jóias e dinheiro. Ele vai ser autuado em flagrante delito pelo crime de posse ilegal de arma de fogo.

Também foram conduzidos coercitivamente, Rui Clemencio Barbosa, suposto laranja em negócios da Prefeitura de Zé Doca; Francisco de Jesus Silva Soares, empresário suspeito de emitir de notas para as Prefeituras de Marajá do Sena e Zé Doca. Todos os suspeitos foram conduzidos para a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), no bairro de Fátima.

Ao todo, 42 prefeituras estão sendo investigadas. Centenas de empresas estão envolvidas no esquema fraudulento de desvio de verbas no estado. De acordo com as investigações, só uma empresa desviou mais de R$ 46 milhões dos cofres públicos. Centenas de cheques foram apreendidos, totalizando valores exorbitantes. A fraude ultrapassa facilmente o valor de R$ 100 milhões. 

Imperador

No dia 31 de março deste ano, a Polícia Civil deflagrou a operação “Imperador”, que culminou com a prisão temporária da ex-prefeita de Dom Pedro, Arlene Barros; e do filho dela, Eduardo Barros, apontado nas investigações como o líder do grupo. Na ação, foram cumpridos 49 mandados judiciais, sendo 2 de prisão temporária, 9 de condução coercitiva e 38 de busca e apreensão. À época, foram apreendidos 4 veículos em São Luís e 20 carros de luxo no município de Codó.

BNC Polícia

6 de setembro de 2014

Othelino destaca greve dos delegados e critica descaso com a categoria


São Luis - O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) destacou, na sessão desta quinta-feira (04), a paralisação de advertência dos delegados do Maranhão e disse que ficou surpreso ao ser informado que a governadora Roseana Sarney teria dito que não sabia do movimento. “Ela não sabia que os delegados iriam passar 48 horas parados, ou seja, o Estado está jogado às traças e a governadora parece ter desistido de governá-lo”, disse.

Segundo Othelino, não é a primeira vez, este ano, que os delegados cruzam os braços por conta das péssimas condições de trabalho e acusam o governo do Estado de não dar atenção à Polícia Civil. “Por incrível que pareça, o Executivo não dá a menor atenção para as reivindicações da classe. Fui informado por um dirigente sindical que a governadora Roseana Sarney, nos seus 14 anos de governo, nunca recebeu um representante da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol) ou do Sindicato dos Policiais”, disse.

Othelino disse que o tratamento dispensado à categoria é uma prova do desinteresse da governadora, que não se preocupa com este segmento importante para a Segurança Pública de qualquer Estado. Segundo a Adepol, hoje são 1.500 presos que estão em delegacias do Maranhão e os policias, ao invés de estarem fazendo papel de polícia, prevenindo a violência e marcando presença nas ruas, estão tendo que vigiar os encarcerados.

Desmonte da Polícia

“O desmonte não para por aí. Há várias cidades do Maranhão que não têm delegado de polícia e que não têm nenhum policial para comandar a delegacia. Em muitos casos, não se pode nem fazer um boletim de ocorrência (BO) porque, às vezes, não há quem o faça. Isso é verdade e acontece no Maranhão”, comentou Othelino.

Segundo Othelino Neto, para completar o desmonte da Polícia Civil, várias delegacias estão deixando de ter sedes próprias para alugar prédios, onerando os cofres públicos e fazendo da Polícia Civil uma inquilina de terceiros. “Enfim, isso demonstra o verdadeiro descaso do governo do Maranhão”, afirmou.

O deputado do PCdoB disse que a violência só aumenta no Maranhão, a Polícia Civil está sucateada, agora inclusive fazendo paralisação de advertência e com possibilidade de parar por tempo indeterminado, e a governadora age como se não estivesse vendo nada.

BNC Parlamento Estadual

10 de julho de 2014

AÇÃO DA ROTAM É QUESTIONADAPELOS FAMILIARES DA VITIMA NA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS.


São Luis - A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Assembleia da Legislativa do Maranhão recebeu, na manhã desta quarta-feira (09), os familiares do sargento Lima Filho que foi morto em uma ação de uma guarnição da Polícia Militar do Estado. O sargento fazia parte do corpo da PM e estava trabalha na Casa Legislativa.

O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB), presidente da CDH, recebeu o senhor Benedito Gomes de Lima, pai da vítima, Beneilton da Silva Lima, Benilson da Silva Lima e Benelson da Silva Lima, irmãos do sargento. A família deu sua versão da ação que levou o sargento a morte.

Eles disseram que os fatos ocorreram por volta das 23h30min do último sábado (05), entretanto só tomaram conhecimento às 3 horas da manhã. A família afirma que a ação ocorreu na Avenida Daniel de La Touche, entre os semáforos que fica em frente a Secretaria de Transportes do Município e o outro semáforo do Ipase.

Também lembraram que no local existem câmeras de segurança da Polícia Militar. Portanto, se forem divulgados vídeos, bastante informação sobre o que aconteceu será revelada. A família também questiona o que realmente motivou a ação da PM e se não houve uma confusão quanto ao carro que estava sendo perseguido.

Os familiares questionam a intensidade da ação e querem entender quem é o senhor Igor Fernando França Cutrim, que estava no carro, no banco de passageiros, foi detido, ouvido logo depois pela polícia e até agora não teve contato com a família do sargento.

O despreparo dos 4 policiais que estavam na viatura, uma possível execução do sargento fora do seu veículo e a desconfiança de que nenhum disparo foi feito pela vítima de sua arma, são outras dúvidas levantadas pela família. A família destaca que no veículo do sargento não foi encontrada uma única gota de sangue, mostraram as fotografias de todos os ângulos e o veículo metralhado.

Segundo os familiares, o sangue está fora do veículo e o braço direito do sargento Lima foi dilacerado completamente. Então, eles entendem que se o sargento tivesse sido atingido dentro do veículo, o carro estaria completamente ensanguentado, que não é o caso pelo que mostra as fotografias, o que leva a família a desconfiar que ele foi executado fora do veículo.

Para o deputado Bira, todas as questões devem ser investigadas pela Polícia Civil e uma reunião será agendada com o delegado designado para acompanhar esta investigação. A família também mostrou desagrado com colocações feitas por representantes da polícia, trazendo precedentes da história do sargento e tentando usar isso como justificativa para os acontecimentos.

“Se houve perseguição é possível identificar pelas filmagens como tudo aconteceu e eu espero que essas filmagens sejam urgentemente disponibilizadas a Polícia Civil, e dessa forma a gente possa ter a verdade sobre o que aconteceu em relação ao confronto, da guarnição da PM com o sargento Lima, que acabou falecendo”, cobrou Bira.