Mostrando postagens com marcador Violências. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Violências. Mostrar todas as postagens

22 de agosto de 2014

Família camponesa tem casa incendiada no Ma

Bom Jesus das Selvas - situação extremamente violenta em Bom Jesus das selvas, sudoeste do Maranhão. Área em conflito com a Suzano Papel Celulose onde uma família teve a casa destruída por incêndio criminoso realizada por homens armados em plena luz do dia.

BNC Geral

23 de dezembro de 2013

OLIGARQUIA E BARBÁRIE

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiQCC5tVTCjPvoEF1Bezj3GAGMiV4SSNTTDA1R_SY1HpjgWNspvkB6T3mNq0uaB8LH9a0056wgTplD3PUV3U_Pntxz0dQkp8YL_p6y5B8QyDTNTM2Xrawa8riPzcKb43QLC2FLIlKXSKjdR/s320/oligarquia+e+barbarie.jpeg

Franklin Douglas (*)

No Maranhão, o crime organizado está entranhado nos três poderes do Estado, já disse um dos principais líderes da própria oligarquia.
A incapacidade de dar solução à falência do sistema prisional maranhense, aos altos índices de violência e de desbaratar as quadrilhas do crime organizado para o tráfico de drogas evidencia também que o próprio governo estadual está falido.
Parece que chegamos ao ápice da política sob a lógica OLIGARQUIA e BARBÁRIE!
A barbárie que emerge pelos números de mortos em São Luís em menos de um ano: 983; pelo número de homicídios em cadeias no Maranhão: 53; pela superlotação dos presídios, o Maranhão tem a sexta pior situação, com índice de lotação que beira os 90%: há 2.196 presos ocupando um espaço onde deveria haver 1.770 vagas nas prisões.
Quanto mais falido o governo, mais forte o crime organizado, que assassina do moleque que vende o craque e não repassa o apurado ao chefe imediato ao ilustre jornalista da oligarquia, como se viu com Décio Sá.
Tem sido assim desde os tempos dos piratas, nos séculos XVII e XVIII, das máfias chinesas e sicilianas, no século XIX, da máfia de Al Capone nos Estados Unidos dos anos 1920 a 1930, das quadrilhas do Comando Vermelho, de Fernandinho Beira-mar, no Brasil do século XXI, das máfias que disputam entre si o comércio de drogas sob a inércia do governo da oligarquia.
Estruturalmente não há nada de novo!
O que impacta é a facilidade das fotos e vídeos dos decapitados circularem instantaneamente nas redes sociais. É a estética da perversidade que toma conta da sociedade espetacularizada pelo crime.
Estamos lhe dando com algo grande. Estudos da professora Ana Luíza Ferro evidenciam: o crime organizado já movimenta 850 bilhões de dólares no mundo, seria a oitava potência da economia global, é a "economia" que cresce de forma mais sustentada, dobrando seu tamanho a cada dez anos.
E o que caracteriza todas essas organizações criminosas é a estabilidade, a permanência, a estrutura empresarial e hierárquica, o considerável poder de intimidação, a penetração no sistema econômico legal, pelo qual faz a lavagem do dinheiro (das micaretas dos carnavais fora de época, passando pelas catracas do transporte coletivo, às comodities do sistema financeiro), a corrupção e a impunidade, advinda, sobretudo, de sua CONEXÃO COM O PODER, em seus três níveis: Executivo, Legislativo e Judiciário.
Eis a barbárie maranhense nua e crua.
E a solução para esse caos não virá do governo constituído. Se nos anos 1990, a oligarquia mobilizou o aparato estatal e aniquilou mais 100 criminosos em sua "Operação Tigre", assim como entregou os anéis para preservar os dedos, na "CPI do Crime Organizado", que levou à prisão deputados e aparentados, agora está acuada por que não tem o que fazer. Não pode enfrentar a organização criminosa porque precisa dela para as eleições que se avizinham.
E, nesse cenário, lastimável a oposição consentida que temos, que, para vencer, também já está ficando imobilizada pelas alianças que tem firmado com as dissidências do próprio crime organizado que até agora sustentava diretamente a oligarquia.
Esse seria o momento dos pré-candidatos oposicionistas já definidos ao Governo do Estado, Flávio Dino (PCdoB), Eliziane Gama (PPS) e Luís Antonio Pedrosa (PSOL), e dos demais partidos da oposição, como PSTU, PCB, REDE, PDT, PSB, dentre outros, colocarem A POLÍTICA NA FRENTE DO ELEITORAL e, juntos, convocassem uma grande mobilização social contra o crime e a violência.
E, conjuntamente com as organizações populares da luta pelos direitos humanos (OAB, SMDH, CNBB, Cáritas, CPT, FETAEMA, CIMI, etc.), requeresse ao Procurador-Geral da República o pedido desse junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) de INTERVENÇÃO FEDERAL por parte da União na segurança pública do Governo do Maranhão, conforme determina a Constituição Federal, pois é preciso garantir os "direitos da pessoa humana" e "pôr termo a grave comprometimento da ordem pública" (artigo 34 - incisos III e VIII - alínea "d" da Constituição Federal) a que as organizações criminosas estão submetendo o povo maranhense.
NADA DEVE PARECER IMPOSSÍVEL DE MUDAR. Chegamos ao limite onde ou a sociedade civil se mobiliza para derrotar o crime organizado ou o crime organizado derrota o Maranhão do bem. Aos acham isso impossível, lembrem-se das manifestações de junho! Ou mesmo da frase do líder que se foi, mas deixou sua mensagem: "Sempre parece impossível até que seja feito"(Nelson Mandela, 1918-2013).
Ou impomos essa derrota desde já à máfia oligárquica ou prevalece no Maranhão a BARBÁRIE.

(*) Franklin Douglas -  jornalista e professor, doutorando em Políticas Públicas (UFMA),
BNC Artigo