São Luis - Por divulgar “ostensivamente” os “10 mandamentos da telefonia”, a Oi foi condenada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) a pagar solidariamente com a Telecomunicações e Engenharia Ltda. (Telenge) indenização de R$ 5 mil a um instalador de linhas no Paraná. O funcionário se sentiu assediado moralmente porque a empresa fixou várias vezes, em um mural, frases como “não terás vida pessoal, familiar ou sentimental” e “não verás teu filho crescer”.
Segundo o profissional, que foi contratado pela Telenge para prestar serviços à Brasil Telecom (atual Oi), o texto de um e-mail com os “mandamentos da telefonia” foi afixado no mural do ambiente de trabalho frequentemente durante os dois anos e meio de contrato. Por diversas vezes o texto foi retirado do mural pelos empregados, inclusive ele mesmo, porque “se sentiram ofendidos pelo seu conteúdo e com a prática da empresa”.
Os “mandamentos” prosseguiam com “não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga” e “a pressa será teu único amigo e as tuas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o china in box”. Havia ainda “dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás”.
Empresa negou a prática
Embora a Oi tenha negado a prática, os fatos narrados pelo empregado foram confirmados por testemunhas. A Telenge, por sua vez, alegou que se tratava de “uma piada, uma história, não para ofender os funcionários e, sim, para a empresa ter um clima de descontração e amizade”. Sustentou também que circulam na internet textos semelhantes.
A partir de agora o consumidor pode contar com um mecanismo que facilitará o acesso aos organismos de proteção aos seus direitos no que se refere à telefonia móvel e fixa. É que a governadora Roseana Sarney sancionou a lei, proposta pelo deputado Hélio Soares (PMDB), que obriga as lojas de telefonia, instaladas no Maranhão, a fixarem, em local de fácil visibilidade para o consumidor, o número das centrais telefônicas de atendimento da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, do Procon e da Promotoria do Consumidor.
De acordo com a lei, os números das centrais de atendimento deverão ser atualizados conforme informações disponíveis pela Anatel, ficando ainda obrigadas a oferecer o serviço aos deficientes auditivos. O espaço destinado à exposição dos telefones das centrais terá que consta a seguinte frase: “Registros de reclamações, denúncias ou pedidos de informações, ligue para as centrais telefônicas da Anatel, do Procon e Promotoria do Consumidor”.
Quanto ao serviço de atendimento aos deficientes auditivos, o objetivo é valorizar as pessoas portadoras de deficiência e permitir acesso aos canais de atendimento dessas organizações.
Hélio Soares destacou que a péssima qualidade nos serviços faz com que as operadoras OI, Vivo, Claro e a TIM sejam campeãs de reclamações no Procon. “A telefonia, principalmente a móvel, é um mercado gigantesco e bastante disputado pelas principais operadoras, e o brasileiro, em especial, demonstra um enorme apetite pelos aparelhos de telefonia móvel; existem pessoas que possuem até sete aparelhos. Mas a péssima qualidade no serviço faz com que as operadoras sejam campeãs de reclamações no Procon”, esclareceu o parlamentar.
HABILITAÇÕES
Hélio Soares destacou queem 1997, um ano antes da privatização do setor, o Brasil tinha 4,7 milhões de celulares. De lá pra cá, houve uma explosão nas habilitações de novas linhas de telefonia móvel no país, que perde apenas para a China, a Índia e Estados Unidos.
O país encerrou julho de 2012 com 256,41 milhões de linhas ativas na telefonia móvel que, segundo dados da Anatel, com 279,72 mil novas habilitações no mesmo período, representou um crescimento de ordem de 0,11% em relação ao mês anterior.
Podemos aprender três lições com a chegada nos novos iPhones 5C e 5S.
Lição 1: A Apple pode estar sendo vítima de sua própria competência
Ano após ano, Steve Jobs chegava até nós com produtos que
achávamos que não queríamos. Agora, dois anos após sua morte, ainda
esperamos que novos iPhones limpem nossas cozinhas, façam nossa pipoca e
levitem. Assim, quando há apenas algumas atualizações de hardware,
ficamos desapontados.
E, fato, logo depois que a Apple mostrou seus dois novos
iPhones na semana passada, as ações caíram. Os analistas argumentaram
que os aparelhos não traziam nada realmente inovador. O grupo dos
“anti-Apple” fez a festa.
O modelo mais simples, o iPhone 5C, vem em cinco cores e, nos EUA, custa US$ 550 no modelo de 16 GB desbloqueado (nota da redação, ainda não há previsão de lançamento do aparelho no Brasil)
. Ele é idêntico ao atual iPhone 5, a não ser pela lateral e pela
traseira feitas de uma peça única de plástico, em vez de metal e vidro.
Na verdade, não é justo falar em “plástico”. A capa do
iPhone 5C é feita de policarbonato e a traseira tem uma curva suave. Dá
para saber a posição do celular no bolso apenas com o toque.
É um aparelho muito bom. O preço é justo. Muitas unidades
serão vendidas. Mas apenas cobrir o aparelho do ano passado com
plástico não é um grande avanço.
Lição 2: O produto smartphone está maduro
A App Store solucionou muitos problemas dos usuários. O
assistente Siri veio para ajudar nos comandos de voz. A tela Retina de
alta resolução ajuda a compensar o tamanho pequeno das telas.
Mas, atualmente, todo smartphone tem esses recursos. Os
grandes vazios foram preenchidos. Talvez a era dos avanços gigantescos a
cada ano tenha chegado ao fim.
O novo iPhone 5S (nos EUA, US$ 650 desbloqueado) é
exatamente igual ao iPhone 5 por fora. As cores agora são cinza escuro,
prateado e dourado.
Getty Images
iPhone 5S traz leitor de digitais
A Apple diz que o chip do 5S é duas vezes mais
poderoso do que o anterior. Ninguém estava reclamando da velocidade do
iPhone, mas, tudo bem, é muito rápido. Como é um chip de 64 bits, a
Apple diz que os avanços de velocidade são notados principalmente em
games com efeitos 3D.
Há ainda um segundo chip, dedicado a monitorar os
sensores do aparelho (bússola, giroscópio e acelerômetro). A Apple diz
que esse segundo processador ajuda a poupar bateria quando o usuário usa
aplicativos de fitness. Isso porque o segundo chip pode monitorar as
atividades físicas o dia inteiro, gastando menos energia do que o chip
principal, que fica desligado.
Mas essas duas mudanças são invisíveis para quem compra.
Já a nova câmera traz avanços mais perceptíveis. O sensor
é 15% maior, e o tamanho dos pixels também foi aumentado. Na comparação
de fotos com o iPhone 5, a diferença é fácil de notar: fotos com pouca
luz são melhores no novo aparelho. Mais nítidas, com cores mais
vibrantes.
O iPhone 5S também tem dois flashes do tipo LED. Um
puramente branco e outro de tom alaranjado. Quando usados em conjunto,
eles criam uma luz de mesma tonalidade da cena (luz da Lua, postes,
luzes fluorescentes etc.). Segundo a Apple, é a primeira vez que esse
tipo de recurso aparece em câmeras ou celulares.
Realmente funciona na prática. As fotos com flash ficam
muito melhores. Diga adeus às peles com tom branco demais ou azulado à
la Avatar.
A câmera do iPhone 5S também oferece o burst mode (tira
dez fotos seguidamente em um segundo), zoom de 3x durante filmagens,
filtros de fotos parecidos com os do Instagram e efeito de câmera lenta.
O recurso mais promovido do aparelho é o leitor de
digitais, embutido no botão Home. Você aperta o botão, deixa o dedo ali
por meio segundo e pronto, destrava um celular que ninguém mais pode
destravar, sem usar senhas. E sim, senhas são chatas de usar, boa parte
dos usuários de smartphone nem chega a configurar uma.
A melhor parte é que o recurso realmente funciona.
Funcionou absolutamente todas as vezes em meus testes. Não se parece
nada com outras ferramentas de leitura de digitais de equipamentos do
passado. É realmente excelente, quem odeia a Apple terá que se
conformar.
O 5S também pode usar sua digital para aprovar compras de
livros, músicas e vídeos na loja da Apple, mas esse recurso não
funcionou tão bem.
O iPhone 5S pode reconhecer até cinco impressões
digitais. Podem ser todas de uma só pessoa ou uma para cada pessoa que
usará o aparelho.
A Apple diz que a impressão digital é armazenada somente
no aparelho, criptografada e nunca é transmitida pela internet. E o uso
do leitor digital é opcional. Quem quiser pode continuar a digitar
senhas.
A qualidade de som dos novos iPhones é excelente, tanto
com fones de ouvido quanto com o alto-falante. A Apple diz que a bateria
dura 25% a mais do que a do iPhone 5. Em meus testes tive dois dias de
bateria com uso moderado.
Então, sim, a lição 2 é que a velocidade da inovação é
menor, mas não fique decepcionado. Foque no lado bom, agora dá pra ficar
mais tempo com um celular sem se sentir ultrapassado.
Lição 3: se o hardware evolui mais devagar, a evolução do software está no começo
Os novos iPhones vêm com o iOS 7, um sistema operacional
remodelado. Ele também pode ser usado em outros iPhones, iPads e iPods
Touch recentes.
iOS 7 traz visual renovado
O software não se parece nada com o antigo iOS. Ele é
mais “clean”. A Home e caixas de diálogo usam fontes finas e uma paleta
de cores fortes.
Acima de tudo, o novo sistema abandona
completamente o princípio de design da Apple, em que os elementos da
tela copiavam elementos do mundo real (folhas amareladas e com linhas
para aplicativo de anotações, prateleiras de madeira no aplicativo de
livros).
Você pode adorar esse tipo de design, odiá-lo
ou acostumar-se a ele. Mas o fato é que o iOS 7 é mais fácil de navegar,
porque nada na tela é só decoração. Tudo é um botão.
Além disso, a Apple trouxe vários novos
recursos. Alguns deles são importantes, como o Siri, que agora ficou
muito mais rápido nas respostas e ganhou mais comandos.
Um centro de controle muito útil oferece atalhos para
recursos muito usados, como Wi-Fi (valeu pela ideia, Android!). O
AirDrop transfere fotos e contatos para outros aparelhos com iOS
rapidamente.
Os rivais da Apple com sistema Android estão cada vez
mais fortes. Entre os concorrentes estão aparelhos tão bonitos quanto o
novo iPhone (da HTC), aparelhos com comandos de voz avançados (da
Motorola) e aparelhos com telas de todo tamanho imaginável (da Samsung).
Mas isso não significa que o iPhone tenha sido derrotado.
O ecossistema do iPhone é um atrativo enorme: os melhores aplicativos,
as melhores lojas de música e vídeo, sincronização perfeita de dados
entre dispositivos Apple, quantidade gigantesca de capas e acessórios.
Se as três lições desse artigo fossem resumidas em um
parágrafo, seria assim: a Apple ainda acredita em design refinado e
extremamente caprichado. O iPhone não é único aparelho que deixará o
usuário satisfeito por dois anos, mas é um dos poucos.