A
presidente da Comissão de Direitos Humanos e das Minorias, deputada Eliziane
Gama (MD) destacou na manhã desta quarta-feira (08) a programação do mês de combate
a violência sexual contra crianças e adolescentes. No próximo dia 16 de maio
haverá uma Sessão Especial no Plenário da Assembleia Legislativa em alusão ao ‘Dia
Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes’.
“Quero
destacar as reuniões da Comissão de Direitos Humanos. Temos pautado agora para
o mês de maio, uma agenda mais voltada para a criança e o adolescente,
considerando que maio é o mês nacional de luta contra toda a forma de violência
em relação à criança e ao adolescente”, enfatizou.
Na
tribuna a deputada destacou que só nas últimas semanas a comissão já recebeu
inúmeros casos de abuso e violência contra crianças e adolescentes, como da
menina de 12 anos de Buriticupu abusada pelo próprio professor. Segundo a
parlamentar, os casos estão recebendo o acompanhamento da CDHM e estão sendo
feitos os devidos encaminhamentos.
“Tem
chegado várias denúncias a comissão, algumas chegam a ser estarrecedoras,
incompreensíveis e eu fico me questionando como é que ainda está acontecendo
casos dessa natureza no nosso Estado”, lamentou.
Eliziane
Gama informou que na Reunião Ordinária da CDHM da próxima semana será pautado o
caso da adolescente de 14 anos violentada por mais de 30 homens em uma ilha da
região de Pinheiro. Para a deputada a região de Pinheiro é emblemática por causa
do número de casos como o do homem que violentou a própria filha por mais de 17
anos e ficou conhecido como “Monstro de Pinheiro”.
“Fico
impressionada com a omissão do poder público em muitos casos, principalmente de
poder em agir de forma imediata, e esse é um dos casos que estaremos
acompanhando e cobrando uma ação rápida por parte da polícia naquela região”,
assegurou.
Eliziane
destacou a discussão sobre a situação
socioeconômica de Sandra Maria Monteiro,
filha do homem que ficou conhecido “Monstro de Pinheiro”. Ela explicou que a comissão
está tentando encaixar o caso de Sandra como o dos emasculados.
“No
caso dos emasculados através de um termo de cooperação, com a OEA, nós tivemos
aí uma ação por parte do governo do Estado naquela época onde as famílias foram
indenizadas e receberam casas também. Estamos tentando encaixar no caso da
Sandra, pois ela precisa de assistência do poder público”, esclareceu.
BNC Parlamento Estadual
