Os nove operários que atuavam em "regime de escravidão"
nas obras de um condomínio no Jardim Nova América, em Suzano, voltam
hoje para a cidade natal, Santa Helena, no Maranhão. Ontem à tarde, os
trabalhadores receberam os salários atrasados na sede suzanense do
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário
(Sintramog).
As informações foram passadas pelo diretor de mobilização da categoria, Anderson Silva de Almeida. O pagamento dos vencimentos foi feito pela YPS Construções e Incorporações, que arcou com as despesas, que teriam de ter sido pagas pela empreiteira que contratou a mão-de-obra. "O problema maior estava com essa empreiteira e foi resolvido", garantiu.
Segundo Almeida, a YPS desembolsou uma média de R$ 16 mil. "Houve gente que recebeu R$ 2 mil, R$ 3,8 mil, oscilou bastante. Então, a média total foi essa", observou. De acordo com o sindicalista, um coordenador da empresa esteve no local para fazer o pagamento dos operários. "Outros dois ainda vão receber na terça-feira. Como eles moram em Mogi das Cruzes, são da região, optou-se por isso".
Como detalhado pelo diretor do sindicato, a obra terá continuidade. Contudo, será fiscalizada com mais rigor. "O nosso papel agora é estar visitando com mais frequência, além de acionar os órgãos para fiscalizar as ações pendentes, como Ministério do Trabalho e a Polícia Ambiental". Como esclarecido por Almeida, a polícia, neste caso, é necessária porque trata do ambiente do trabalho.
Ontem os nove operários tiveram pelo segundo dia consecutivo uma estadia paga pela construtora em um hotel na área central da cidade. Hoje, a partir das 10 horas, eles partirão em uma van que sairá da frente do sindicato em direção ao Terminal Rodoviário do Tietê, na Capital. "Eles já estão com a passagem em mãos", atentou o diretor sindical.
Os trabalhadores atuavam na construção de apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), do governo federal, tinham o alojamento montado em uma "garagem".
Com Informações do Diário de Suzano
BNC Notícias