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2 de abril de 2015

PLANTÃO BNC: MORRE O FILHO DO GOVERNADOR DE SÃO PAULO


São Paulo - Thomaz Alckmin, o filho mais novo do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, é uma das vítimas da queda de um helicóptero ocorrida na tarde desta quinta-feira (2). Segundo informações da “Veja São Paulo”, a aeronave caiu em Carapicuíba, região metropolitana da capital paulista.  Thomaz tinha 30 anos e deixa uma filha de nove.

Conforme a Polícia Militar, a queda ocorreu em uma região ocupada por condomínios, na Estrada da Fazendinha.  Moradores da região foram retirados do local.

BNC São Paulo

5 de janeiro de 2015

Microsoft lança celular 2G, com Facebook 'de fábrica' e por US$ 30

São Paulo - Em plena era dos smartphones, a Microsoft lançou nesta segunda-feira (5) um celular simples, que acessa apenas a internet móvel 2G, já vem com Facebook e Messenger pré-instalados e custa apenas US$ 30 (o equivalente a R$ 80).

O Nokia 215 possui versão para um e dois chips, tem tela de 2,4 polegadas e bateria com autonomia para 21 dias em modo de espera ou 20 horas de conversação. Possui apenas câmera traseira de 0.3 Megapixels, o que dificulta mas não impede as selfies.

Além de já vir de fábrica com recursos para navegar no Facebook e bater papo com contatos da rede social, têm pré-instalado também o Twitter, o buscador Bing e o navegador Opera Mini. Isso não quer dizer que seja um smartphone, já que as ferramentas não são aplicativos e não é possível instalar novos programas por meio de lojas do gênero, como a Google Play ou a Windows Store. O sistema operacional é o Series 30+.

A memória interna é de 8 Megabytes, mas pode ser expandida para até 32 Gigabytes. Como tem suporte apenas ao 2G, as velocidades de conexão de download não superam os 237 kbps (kilobit por segundo), enquanto as de upload não ultrapassam os 86 kbps. Não é possível conectar o celular ao Wi-Fi. Uma das opções é o Bluetooth, que pode ser utilizado para conectar o aparelho a fones de ouvido e para a transferência de arquivos.

BNC Tecnologia

17 de dezembro de 2014

PF apreende cocaína no aeroporto de SP

Guarulhos - A Polícia Federal apreendeu hoje (17) dois pacotes enviados ao exterior, através de mensageiro, contendo cocaína no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.
Os pacotes foram selecionados pelos fiscais da Receita Federal e, ao serem passados pelo raio-x, apresentaram indícios de substância orgânica em seu interior. Eles foram encaminhados à Polícia Federal para que, na presença de testemunhas, fossem abertos e periciados.
Em um dos pacotes enviados como sendo documentos, cujo destino era a Itália, o Perito Federal encontrou, ocultos em um espaço entre as folhas de sulfite, aproximadamente 500 gramas de cocaína pura. No outro volume, havia um quadro com gravuras, porém, dentro da moldura de madeira que o envolvia, havia quase 600 gramas de cocaína embalada em sacos plásticos pretos de espessura muito fina. Este pacote tinha como destino a Bélgica.
Com esta apreensão, em 2014, a Polícia Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo apreendeu 1 tonelada e 95 quilos de cocaína e prendeu 188 pessoas.
BNC Polícia

16 de dezembro de 2014

Crise hídrica? A Sabesp vai muito bem, obrigado!

Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco
O que acontece com o Estado de São Paulo na questão da água é um exemplo do que pode acontecer em outros estados e cidades brasileiras, segundo dados recentes publicados pela ANA (Agência Nacional de Águas). Portanto, aprender e tirar lições deste episódio poderá ajudar gestores públicos e a sociedade a não repetir os erros que foram cometidos, e conviver melhor com uma situação que veio para ficar.

A crise hídrica, como ficou conhecida, não ocorreu por uma única causa, ou por um único erro cometido, nem tampouco pela falta de chuvas – mesmo considerando que esta seca é uma das piores dos últimos 84 anos. Na verdade foi um conjunto de fatores que levou a maior cidade brasileira, sua região metropolitana e várias cidades importantes do interior do Estado a sofrerem o desabastecimento de água.

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), empresa que administra a coleta, o tratamento, a distribuição de água, e também o tratamento dos esgotos, é uma das maiores empresas de saneamento do mundo, e uma das mais preparadas do Brasil – com um corpo técnico altamente qualificado, e dispondo de uma boa infraestrutura. Assim pode-se afirmar sem dúvida que a causa principal de tamanha incompetência foi a sua administração voltada ao mercado, voltada ao lucro, que trata a água, um bem essencial à vida, como uma mera mercadoria.

Em 1994, a Sabesp se tornou uma empresa de capital misto, com a justificativa de que vendendo parte de suas ações conseguiria mais recursos financeiros para investir nos sistemas de abastecimento de água e de saneamento. Depois de 20 anos, o controle acionário se encontra nas mãos do Estado, que detém 50,3% das ações (metade negociada na BMF/ Bovespa, e a outra metade na Bolsa de NY), ficando os 49,7% restantes com investidores brasileiros (25,5%) e estrangeiros (24,2%).

A Sabesp é a empresa outorgada para utilizar e gerir o Sistema Alto Tietê, Guarapiranga e Cantareira, destinando em tempos normais 33 m³/s para Região Metropolitana de SP. Com a persistência da falta de chuvas e clima adverso, foi obrigada a reduzir pela metade a captação (pouco mais de 16 m³/s), apesar de fazê-lo tardiamente. Assim, o que era considerado um risco remoto tornou-se uma grande incerteza. A situação chegou a um ponto tal de dramaticidade que foi perdido o controle do sistema hídrico e, agora, além da captação do volume morto dos reservatórios, em curto prazo, a população fica na dependência das chuvas. 

Em 2012, em documento elaborado pela própria Sabesp para a Comissão de Valores dos EUA, era admitido que pudesse ocorrer diminuição das receitas da empresa, devido a condições climáticas adversas. Assim sendo seria obrigada a captar água de outras fontes para suprir a demanda de seus usuários. Portanto, se conhecia e se antevia uma situação que acabou acontecendo. Porém nada foi feito pela Sabesp para diminuir este risco previsível.

Por outro lado, a gestão da crise não visou resolver os problemas da população, mas sim apenas amenizar a responsabilidade da própria Sabesp, blindando o governo do Estado, cujo mandatário estava em plena campanha eleitoral para sua reeleição. Em nenhum momento a gestão da Sabesp ou o governo do Estado admitiram a gravidade da situação. Muito menos a necessidade do racionamento, da diminuição da vazão, sendo ainda negadas pelas autoridades paulistas as interrupções que se tornaram cada vez mais constantes no fornecimento da água. Por isso, o que mais abalou a credibilidade do governo foi a divulgação pela imprensa de uma gravação onde a presidente da Sabesp admitia que uma “orientação superior” impediu, durante a campanha eleitoral, que a empresa tornasse pública a real situação hídrica do Estado. 

Todavia, mesmo com a tragédia anunciada, penalizando a população, a empresa e seus acionistas vão muito bem. Basta acompanhar os lucros extraordinários nos relatórios de administração dos últimos anos, que geraram dividendos generosos para os acionistas da Sabesp, ao passo que o investimento necessário não acompanhou a mesma intensidade dos lucros obtidos pela empresa.

Esta situação por que passa a população paulista e paulistana poderá se estender a outras regiões do país nos próximos anos, caso persistam a má gestão, o desperdício e a devastação de nossas florestas. É um alerta à questão da privatização dos nossos bens naturais, em particular da gestão da água, do seu controle e distribuição. Daí a premente e essencial participação da sociedade nas políticas públicas para que a gestão das águas alcance resultados positivos, e não simplesmente siga a lógica da maximização dos lucros.

BNC Artigo

6 de dezembro de 2014

Polícia Federal prende 4 na Operação Magnum 500 contra tráfico de armas


Polícia Federal prende 4 na Operação Magnum 500 contra tráfico de armas
São Paulo - A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Magnum 500, que investigou o comércio ilegal de munições recarregadas, o contrabando de insumos para recarga de munições e o tráfico internacional de peças de armas de fogo por criminosos na Grande São Paulo. Quatro pessoas foram presas.

Foram cumpridos 8 mandados de busca e apreensão nas cidades de Carapicuíba, Osasco e São Paulo. Também foi decretada a prisão preventiva de 04 investigados, em Carapicuíba e São Paulo.

A operação se iniciou em julho de 2013, com a investigação da apreensão de 48.000 espoletas para recarga de munição contrabandeadas do Paraguai destinadas a um dos investigados, bem como apreensão peças de fuzil (cano e carregadores) importadas ilicitamente por via postal.

A recarga de munições somente pode ser feita com autorização do Exército Brasileiro, por atiradores e clubes de tiro, para praticantes cadastrados de tiro esportivo, sendo vedada sua comercialização a terceiros. A importação de partes e peças de armas de fogo também depende de autorização do Exército.

Os investigados estão sujeitos a penas de 1 a 8 anos de reclusão, pelos crimes de contrabando, comércio ilegal e tráfico internacional de armas e munições.

BNC Polícia

1 de dezembro de 2014

Salário mínimo em SP aumenta para R$ 905 em 2015, diz governo

São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta segunda-feira (1º) aumento do salário mínimo do estado dos atuais R$ 810 para R$ 905. A proposta foi encaminhada para a Assembleia Legislativa em regime de urgência.

Segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o reajuste de 11,75% ocorre porque o estado recebe pessoas de todo o país e tal aumento valoriza o trabalho delas. Se aprovado pelos deputados, o aumento entra em vigor em 1º de janeiro do ano que vem.
O percentual do reajuste é superior ao do mínimo nacional previsto para o ano que vem (que passou dos atuais R$ 724 para R$ 788,06 - aumento de 8,8%).
O mínimo estadual é voltado para trabalhadores da iniciativa privada que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. Em 2015, serão duas faixas salariais mínimas: R$ 905 (para domésticos, agropecuários, ascensoristas, motoboys) e R$ 920 (para operadores de máquinas, carteiros, cabeleireiros, trabalhadores de turismo, telemarketing).
Segundo o governo, a estimativa é que cerca de 8 milhões de pessoas no estado se beneficiem com o aumento.
BNC Economia

10 de novembro de 2014

Estudo mostra que custo da violência no Brasil já chega a 5,4% do PIB

Moradores de Niterói realizaram uma manifestação nos últimos dias após o aumento do número de crimes na cidade – Agência O Globo / Gustavo Stephan
No final de 2011, Wagner Dornelles Pereira, então com 29 anos, recebeu uma proposta para mudar de emprego. Mesmo ainda cursando a faculdade de Administração de Empresas, teria a oportunidade de trabalhar em uma função de destaque na área de logística de uma rede de locadora de veículos. Antes de começar no novo emprego, em Porto Alegre, resolveu descansar uns dias na Guarda do Embaú, no litoral catarinense. Na noite de 29 de dezembro daquele ano, porém, ao deixar um bar do balneário, foi surpreendido por um tiroteio. Uma bala perdida o atingiu na cabeça. O rapaz sobreviveu, mas perdeu os movimentos do corpo e a fala.
A tragédia levou o pai de Wagner a parar de trabalhar para cuidar do filho, e hoje a família se mantém com a ajuda de rifas e doações. O caso ilustra como a epidemia de violência no país produz também impactos financeiros. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será lançado na próxima terça-feira, mostrará que o problema custa para o Brasil o equivalente a 5,4% do Produto Interno Produto (PIB). No ano de 2013, o montante atingiu R$ 258 bilhões. A maior parte deste valor, R$ 114 bilhões, é resultado justamente da perda de capital humano.
— As pessoas vítimas da violência, em geral, morrem de forma prematura, e deixam de produzir e de consumir. É claro que a vida não tem preço, mas, do ponto de vista econômico, há uma perda. É uma tragédia humana e econômica – afirma o economista Daniel Cerqueira, diretor do Instituto de Pesquisas Econômicas (Ipea) e responsável pelo cálculo.
É a primeira vez que o anuário elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública inclui dados sobre os custos da violência. A comparação com outros países é complicada, segundo Cerqueira, porque há diferença no método de cálculo.
— Mas o Brasil é certamente um dos países em que a violência tem um dos maiores custos, porque é um dos mais violentos do mundo, principalmente se for levado em consideração o número de homicídios — diz o economista.
Para o sociólogo Renato Sérgio de Lima, vice-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o custo da violência é um entrave para o desenvolvimento do país e acaba tirando dinheiro de outras áreas.
— Desta forma, o Brasil dificilmente vai atingir níveis civilizados de desenvolvimento. O custo da violência no Brasil seria pesado para qualquer país, e tira dinheiro que deveria ser investido em áreas mais centrais, como saúde e educação.
PREJUÍZO PARA AS FAMÍLIAS
Lima ressalta que os parentes das vítimas, além da lidar com a perda, são gravemente prejudicados financeiramente.
— A famílias acabam sendo punidas porque sofrem com a queda das condições de vida — afirma o sociólogo.
No caso de Wagner Dornelles, as dificuldades persistem três anos depois da tragédia. Impedido de trabalhar, o rapaz recebe um seguro de R$ 1.800, segundo sua mãe, Fátima. Quando foi atingido pela bala perdida, ele tinha um salário de cerca de R$ 4 mil, em valores da época. O pai deixou a microempresa de cortinas que possuía porque a mãe não consegue movimentar o filho dentro de casa.
— Ele é um rapaz grande e forte. Somos uma família destruída, e o pior é que os responsáveis por este crime estão soltos — desabafa a mãe.
Além dos R$ 114 bilhões gerados pela perda de capital humano, entram na conta dos custos da violência R$ 39 milhões de gastos com contratação de serviços de segurança privada, R$ 36 bilhões com seguros contra roubos e furtos e R$ 3 bilhões com o sistema público de saúde. A soma destas despesas, que chegou a R$ 192 bilhões em 2013, ou 3,97% do PIB, é classificada no estudo como “custo social da violência”. O valor pode ser ainda maior, porque os gastos com pessoas que ficam inválidas em razão da violência, por exemplo, não entraram no cálculo.
— Quem mora numa cidade onde há muitos roubos de carros tem o custo econômico de pagar um seguro — observa Daniel Cerqueira. — Este tipo de gasto faz parte do impacto provocado pela violência e pela criminalidade.
INVESTIMENTO MAL ADMINISTRADO
Completam os custos da violência no país os R$ 4,9 bilhões para manter as prisões e unidades de cumprimento de medidas socioeducativas e os investimentos governamentais de R$ 61,1 bilhões em segurança pública. Na avaliação dos responsáveis pela elaboração do anuário, o último número é uma prova de que o problema da área não é falta de recursos, e sim seu mau uso.
Em 2013, o investimento público em segurança cresceu 8,65% (patamar superior ao aumento da inflação e ao crescimento da economia) em relação ao ano anterior. O gasto dos governos federal, estaduais e municipais com o setor no ano passado representou 1,26% do PIB. Os Estados Unidos gastam 1% e a União Europeia, 1,3%. Mas, enquanto o Brasil teve 24,8 homicídios por grupo de 100 mil habitantes no ano passado, os Estados Unidos registram uma taxa de 4,7 e a União Europeia, de 1,1. O Chile, país da América Latina como o Brasil, destina um valor equivalente a 0,8% de seu PIB para a segurança pública e registra apenas 1,1 assassinato por grupo de 100 mil habitantes.
— O gasto público do nosso país é muito parecido com o dos países desenvolvidos. Isso mostra que o montante reservado pelos governos para segurança pública não é suficiente para dar conta de nossa mazela, mas está longe de ser pouco dinheiro. O problema está na forma ineficiente como o dinheiro é gasto — analisa Renato Sérgio de Lima.
Na visão do especialista, o caminho correto para obter resultados com a redução dos índices de criminalidade seria os estados investirem em ações coordenadas com órgãos como o Ministério Público e entre as próprias polícias Civil e Militar.
— A gente teria ganhos mais expressivos. São estas ações que acabam provocando mais impacto — afirma.
Já o economista Daniel Cerqueira acredita que o problema do investimento público em segurança pública no Brasil é a descontinuidade dos projetos.
— Isso ocorre por razões políticas. O novo governo, por achar que o anterior tem uma marca forte na área, descontinua programas, sem avaliar se estão dando certo ou não.
Para o diretor do Ipea, diante do custo social da violência, de R$ 192 bilhões, seria aceitável um investimento público que chegasse a R$ 150 bilhões:
— Se isso resolvesse o problema, geraria bem-estar. Mas gastar mais não garante em nada que se vá resolvê-lo. Nosso sistema de segurança pública de modo geral está falido. Acredito que é preciso gastar mais, mas não de qualquer forma. Não fazendo mais do mesmo.
Entre os estados, São Paulo foi o que mais investiu em segurança pública em 2013: R$ 9,27 bilhões. O valor é, inclusive, 12,11% superior aos gastos do governo federal com a área naquele ano, que foram de R$ 8,27 bilhões. Tanto o governo paulista como a União elevaram o investimento em relação ao ano anterior.
ACRE GASTA MAIS POR HABITANTE
Mas, se for considerada a população, o estado que mais investiu no setor foi o Acre, com R$ 486 por habitante. São Paulo gastou apenas R$ 212 per capita. Rondônia foi o segundo em despesa per capita, com R$ 476; e o Rio, o terceiro, com R$ 429. O Rio também foi um dos estados que mais aumentaram o gasto na área: 24,75%. O montante total investido passou de R$ 5,64 bilhões para R$ 7,03 bilhões, consolidando o estado em segundo no ranking dos que mais destinaram dinheiro para a segurança pública em valores absolutos.
O Amapá e Roraima aceleraram os investimentos ainda mais do que o Rio, porém ainda estão em um patamar inferior de gasto. Com crescimento de 35,01%, o Amapá atingiu R$ 52,2 milhões, mas o valor per capita é de R$ 70, o segundo pior do país. E Roraima teve um aumento de 25,27% no investimento, colocando R$ 183,1 milhões na área e atingindo R$ 373 por habitante.
Na contramão, seis estados colocaram menos dinheiro no setor em 2013, em comparação com o ano anterior. São eles Ceará, Bahia, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Piauí – o que mais retirou recursos da segurança pública, com uma redução de 61,72%. O estado do Nordeste destinou R$ 94,5 milhões para a área no ano passado, tornando-se a menor unidade da federação em investimento per capita: apenas R$ 29,67.
Apesar de a segurança pública ser uma atribuição dos estados, de acordo com a Constituição, o anuário mostra que os municípios brasileiros investiram R$ 3,59 bilhões na área, valor inferior apenas a São Paulo, Rio e Minas. O gasto é 3,28% maior do que o do ano anterior.
BNC Brasil

4 de novembro de 2014

A crônica de um fracasso

Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco

Governos têm sucesso quando executam políticas públicas que respondem aos desafios apresentados, e criam assim condições para um futuro melhor. No caso do que se convencionou chamar da crise de desabastecimento de água em São Paulo, algumas características deste evento foram sendo delineadas, e hoje estão bem definidas.

O sistema Cantareira, que abastece 364 municípios paulistas, de um total de 645, atendendo 27,7 milhões de pessoas que respondem por 73% da receita da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo detém 50,26% das ações da companhia, e os outros 49,74% estão nas mãos de acionistas privados), poderá deixar 6,5 milhões de paulistanos sem água em suas torneiras. A culpa é menos de São Pedro do que do governo de São Paulo que administra a Sabesp, e que subestimou os impactos das mudanças climáticas, da extração desordenada e descontrolada de recursos hídricos, da falta de conservação e proteção dos mananciais, e, não menos relevante, da poluição.

Faltaram planejamento estratégico na gestão integrada e compartilhada dos recursos hídricos, e os investimentos necessários em obras que poderiam ter amenizado o racionamento existente (sobre o qual o presidente da Sabesp demonstrou descaso ao dizer que “Não existe racionamento, existe uma administração da disponibilidade de água”).

Em 2004, uma série de seminários com especialistas debateram a crise de 2003 do sistema Cantareira, e apontaram para a necessidade de ampliar a disponibilidade de água do sistema, indicando que o melhor caminho para isso era buscar água no Vale do Ribeira através de uma obra que demoraria aproximadamente 10 anos para ser estudada, projetada e concluída, mas que, caso tivesse sido realizada, provavelmente não haveria problema de escassez de água como ocorre atualmente.

E a falta de transparência ficou evidenciada, mais do que nunca, quando foi tornado público um relatório de 2012 da própria Sabesp, revelando o risco de desabastecimento no sistema Cantareira, e alertando investidores da Bolsa de Valores de Nova York para a estiagem prevista e seus impactos nas finanças da empresa. Somente encarou o problema a partir do inicio de 2014, quando criou um bônus para quem economizasse água.

A irresponsabilidade técnica e gerencial da empresa merece ser destacada. O plano enviado a ANA (Agência Nacional de Águas) para operar o sistema Cantareira até abril de 2015 não tem amparo adequado na realidade. A probabilidade de recuperação do sistema é altamente arriscada, com um cenário traçado que já não se confirma neste mês de outubro (2014).
A arrogância e soberba dos gestores da água em São Paulo levaram a Justiça Federal a proibir a captação da segunda cota do volume morto do sistema Cantareira, já que a empresa vinha captando mais água que o autorizado. Tudo se faz para não decretar oficialmente o racionamento, nem prejudicar o valor de suas ações na bolsa. A água é tratada como um mero “negócio”, não como um bem coletivo.

Apesar dos problemas verificados nos anos 2000, o que se constatou foi um aprofundamento ainda maior da política da água como mercadoria, e da empresa a serviço do mercado e de interesses políticos escusos, com diretorias indicadas por estes interesses inconfessos, sem nenhuma abertura para um planejamento técnico sério, vinculado às necessidades da população. Prova disso é o quadro funcional da Sabesp, reduzido de 21 mil trabalhadores para 14 mil. Em particular, o setor de engenharia e operação foi diminuído a ponto de, atualmente, várias unidades terem um quadro de técnicos capacitados abaixo da necessidade para a atividade fim da companhia. Por outro lado, no último balanço divulgado foi comemorado um lucro de 1,9 bilhões de reais da companhia, mostrando que do ponto de vista mercadológico a empresa vai bem.

O centro da questão está na malfadada gestão dos recursos hídricos de responsabilidade do governo do estado de São Paulo. Não por acaso o Ministério Público possui, segundo a Promotoria de Justiça do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente, 50 investigações sobre a gestão da água feita pela Sabesp.

A mercantilização de um bem essencial a vida, cujo lucro, ao invés de usar na realização de obras, paga dividendos a acionistas e especuladores é que tem provocado uma crise de tal dimensão,  e consequentemente o sofrimento da população paulista.

BNC Artigo

26 de outubro de 2014

Acordos com seguradora resultam em mais de meio milhão de reais

São Luis - Um mutirão realizado na última quinta-feira (23) pelo Centro de Conciliação de Conflitos do Fórum de São Luís, a empresa Mapfre e usuários de seguros de veículos alcançou 85% de acordo nas audiências. Os valores homologados somam R$ 695.428,96 (seiscentos e noventa e cinco mil, quatrocentos e vinte e oito reais e noventa e seis centavos). Cinco conciliadores do centro e três advogados da empresa participaram das audiências com os segurados.

Ao todo, foram realizadas 20 audiências, com 17 acordos, referentes a processos judiciais de seguro de veículos automotor. Os processos são oriundos das varas cíveis da capital e de juizados cíveis da Comarca da Ilha de São Luís.  A secretária do Centro de Conciliação, Wellen Sandra Coqueiro, explicou que o mutirão foi solicitado pela seguradora que propôs acordo aos segurados para por fim aos processos judiciais envolvendo a  empresa.

“A busca, por parte das empresas e da sociedade, pelo Centro de Conciliação demonstra que os métodos alternativos de solução de conflitos são hábeis a solucionar os litígios de forma rápida e eficaz. A utilização da conciliação apresenta grande ganho para o Judiciário e para os jurisdicionados, evitando o ajuizamento de demandas que podem ser solucionadas nos Centros e faz com que os problemas dos cidadãos sejam resolvidos de forma pacífica, rápida e sem qualquer custo”, afirma Wellen Sandra Coqueiro.

O gerente do Grupo Segurador que tem sede em São Paulo, Carlos Thadeu Thomaz, disse que o grupo costuma pedir a inclusão de processos na pauta de audiências de conciliação nos estados, para que, em conjunto com o Judiciário, possa ajudar a solucionar de maneira mais rápida os processos que envolvem as empresas seguradoras.

As audiências foram realizadas pelos conciliadores Washington Coelho, Nilziane Medeiros, Licieni Aquino, Fernanda Lima e Marcela Cordeiro. Além do gerente do Grupo Segurador, participaram também os advogados dos escritórios da empresa no Maranhão e Pernambuco, Pedro Lucas Ferreira e Rafael Pimentel.
 
BNC Justiça

18 de setembro de 2014

Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro

São Paulo - A maioria dos jovens que empreendem no Brasil é do sexo masculino, tem de 26 a 30 anos, possui curso superior completo, prefere abrir empresa no segmento de serviços, emprega até nove funcionários, fatura até R$ 60 mil por ano e utiliza as redes sociais como um dos principais meios de conexão com o mundo dos negócios. Essas informações integram o resultado da pesquisa “Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro”, realizada pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje), em parceria com a Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.
O estudo mostrou ainda que dos potenciais jovens empreendedores, ou seja, aqueles que têm interesse em empreender, 60% são do sexo masculino, 34% possuem idade entre 21 e 25 anos, 56% têm ensino superior, que a busca da independência é o principal motivo para optarem por investir na abertura de um negócio e que a falta de dinheiro e de preparo são os principais motivos que os impedem de abrir uma empresa.
A pesquisa foi desenvolvida em junho deste ano, por meio de questionário online, com a participação de quase 6 mil jovens, com idade entre 18 e 39 anos, de 26 estados e o Distrito Federal. A margem de erro foi de 5% e o intervalo de confiança de 95%. O objetivo da pesquisa foi de identificar, além de características socioeconômicas, o perfil de negócios de jovens empreendedores e empresários, a motivação e o preparo para empreender, a percepção do ambiente empreendedor no País, as dificuldades enfrentadas e as propostas de melhoria.

Entre os participantes, o estudo identificou que 61% dos jovens já possuem seu próprio negócio (jovens empreendedores) e que 39% desejam se tornar empreendedores (potenciais jovens empreendedores). A pesquisa foi dividida, então, nesses dois perfis – os que já empreendem e aqueles que têm a intenção de empreender.

Segundo o presidente da Conaje, Rodrigo Paolilo, os resultados permitem entender o que o jovem pensa, o que quer, como se conecta com o universo empreendedor, quais os obstáculos do empreendedorismo no Brasil e sua participação em entidades jovens empresariais, buscando suprir as necessidades emergentes do ‘ato de empreender’. “A partir desses resultados, que são inéditos no universo do empreendedorismo jovem, a Conaje e outras instituições poderão realizar projetos e ações, e cobrar políticas públicas mais assertivas para o jovem empresário brasileiro”, ressaltou.

Conhecer para melhorar
De acordo com a coordenadora nacional da pesquisa ‘Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro’, Ananda Carvalho, a ideia para o estudo surgiu porque a Conaje precisava entender melhor qual era a realidade do empreendedorismo jovem no País, até mesmo para que a instituição possa, a partir dos resultados, direcionar de forma mais eficaz e eficiente práticas para atender esse público, principalmente relacionadas aos pilares da entidade – Relacionamento, Representatividade e Capacitação. “A Conaje é uma rede nacional que, por meio de seus movimentos estaduais, inspira, engaja e capacita o jovem empreendedor há 15 anos no Brasil. Essa atuação nos demandou a necessidade de conhecer melhor o perfil desse jovem empreendedor e também para orientar nossos parceiros em suas ações para este público”, destacou.  
Perfil do Jovem Empreendedor Brasileiro
Jovens Empreendedores:
72% do sexo masculino e 28% do sexo feminino 
38% com idade entre 26 e 30 anos
28% com idade entre 31 e 35 anos 
44% possuem ensino superior completo 
40% têm pós-graduação
Potenciais Jovens Empreendedores:
60% do sexo masculino e 40% do sexo feminino
34% com idade entre 21 e 25 anos
26% com idade entre 26 e 30 anos
56% têm ensino superior
25% possuem pós-graduação 
Mais resultados da pesquisa
Jovens Empreendedores
  • Administração é a preferência na escolha profissional;
  • A vontade de ser um empreendedor e a identificação de uma oportunidade de negócio são os principais motivos para serem empreendedores;
  • Utiliza redes sociais, sites como principais meios de conexão com o mundo dos negócios, seguido de jornal e revista. A TV/rádio são os canais menos acessados pelos jovens empreendedores;
  • Prefere abrir empresa no segmento de “serviços”. O “agronegócio” é o segmento menos atrativo ao jovem empreendedor;
  • Busca capacitação e relacionamento ao participar de entidades empresariais jovens e não a geração direta de negócios;
  • Porte de empresas micro e pequena (73%);
  • Empregam até nove funcionários (73%);
  • Faturamento anual bruto predomina nas faixas de até R$ 60 mil e a de R$ 60 mil a R$ 360 mil (64%);
  • A metade não buscou qualquer ajuda para abrir o negócio e a outra metade preferiu buscar informações nas redes sociais e consultoria para procedimentos de abertura;
  • O índice de sucesso é maior do que o de negócios encerrados entre os jovens (77%);
  • Grande parte deseja abrir novos negócios em segmentos diferentes aos que já atuam;
  • Planejamento estratégico, marketing e inovação estão entre as principais demandas de capacitação;
  • Falta de capacitação, recrutamento e retenção de mão de obra qualificada e burocracia são as principais dificuldades enfrentadas na gestão do negócio.
Potencial Jovem Empreendedor Brasileiro
  • Entre 21 e 25 anos é a faixa que mais quer empreender;
  • Predominantemente homens;
  • Ensino superior concluído;
  • Administração é a preferência na escolha profissional;
  • A busca da independência é o principal motivo para querer abrir o próprio negócio;
  • A falta de dinheiro e a falta de preparo são os principais motivos que o impedem de abrir a empresa;
  • Não obteve preparo para se tornar empreendedor;
  • Não participa de movimentos estudantis na universidade;
  • Utiliza mais as redes sociais e sites para se conectar ao empreendedorismo e utilizam pouco a Tv e rádio;
  • Prefere abrir empresa no segmento de “serviços”. O “agronegócio” é o segmento menos atrativo ao potencial jovem empreendedor.
Fonte: CONAJE
BNC Mercado

16 de setembro de 2014

Luciana Genro defende mudanças no Minha Casa Minha Vida durante visita a ocupações em São Paulo

Por Redação #Equipe50
Crédito: Divulgação PSOL
Crédito: Divulgação PSOL
A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, visitou na tarde da última quinta-feira (11) a ocupação Anchieta, no bairro do Grajaú, e uma ocupação do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), no Morumbi, ambas na zona sul de São Paulo. Na ocasião, Luciana apresentou suas propostas para a área de habitação, entre elas uma mudança profunda no programa do governo federal Minha Casa Minha Vida para produzir, de fato, moradia digna para aqueles que mais precisam. “O Minha Casa Minha Vida precisa ser completamente modificado. O controle sobre a política habitacional do país não pode estar nas mãos das empreiteiras, como ocorre hoje. Atualmente elas têm a decisão de onde e como construir, escolhendo os melhores terrenos, mais bem localizados, para empreendimentos de classe superior e jogando a população mais pobre para as periferias, onde não têm transporte público e outros serviços de qualidade. Vamos modificar isso, possibilitando que as entidades que lutam por moradia sejam protagonistas e tenham uma participação mais efetiva na discussão e na determinação sobre a politica habitacional do país”, declarou a presidenciável.
A candidata lamentou as condições precárias que vivem as famílias nas ocupações, mas frisou que aquelas pessoas estão ali porque são obrigadas e não por escolha própria. “As famílias vivem em barracas de lona ou em barracos de madeira muito improvisados. As condições de saneamento são péssimas. Para as crianças isso é muito ruim, elas estão expostas a várias doenças decorrentes dessa insalubridade. Mas não é uma escolha dessas pessoas, é uma imposição fruto do descaso dos governos em resolver esse déficit habitacional”, declarou Luciana.
Crédito: Divulgação PSOL
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Para proteger essas famílias, Luciana defende a criação de uma lei que impeça o reajuste abusivo dos alugueis e resguarde os inquilinos. “Cada vez mais famílias estão sendo expulsas de suas casas porque não conseguem pagar o aluguel e são obrigadas a buscar seu direito à moradia nas ocupações. Durante a Copa do Mundo vimos o ápice desse problema acontecer, quando famílias foram expulsas dos bairros onde viviam para regiões mais distantes justamente pela alta dos alugueis. Para coibir os reajustes abusivos é de extrema importância uma nova lei do inquilinato”, disse. O PSOL incorporou propostas do MTST ao seu plano de governo para habitação.
Outro ponto tocado pela presidenciável durante as visitas foi o estabelecimento de um Plano Nacional de Desenvolvimento Urbano que rediscuta a administração do território urbano e torne realidade a utilização dos instrumentos presentes no Estatuto das Cidades. “Precisamos garantir a efetividade de medidas de democratização do acesso à terra urbanizada, combatendo a especulação imobiliária e exigindo o cumprimento da função social da propriedade. Terrenos que não cumprem sua função social há mais de 5 anos devem ser efetivamente desapropriados e destinados para a construção de moradia popular”, insistiu Luciana Genro.

Economia

Crédito: Divulgação PSOL
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A candidata do PSOL ao Palácio do Planalto também criticou as últimas declarações de suas adversárias sobre a economia. “Estamos vendo a Dilma e a Marina se acusarem mutuamente de representarem os interesses dos banqueiros. Na verdade as duas representam esses interesses. Elas estiveram juntas por 7 anos ao longo do governo Lula, onde os bancos lucraram como nunca na história desse país. Inclusive, nesse momento, os bancos aumentaram sua lucratividade, num momento em que a economia está em crise, o povo está endividado e o próprio setor produtivo não consegue se desenvolver”, afirmou.
Questionada por uma jornalista sobre o que faria, se eleita, com relação à economia, Luciana voltou a defender uma reforma profunda e estrutural na atual política econômica brasileira. “Precisamos fazer uma mudança nesse famoso tripé macroeconômico que as duas [Dilma e Marina] defendem. Isso significa diminuir ou eliminar o superávit primário, que é essa economia que o país faz para pagar os juros dívida pública. E precisamos também de uma política econômica soberana, com um Banco Central que não se preocupe apenas em controlar a inflação com altas taxas de juros, mas também se preocupe em desenvolvimento, em geração de emprego”, disse.
Para saber mais sobre o programa de governo do PSOL para a habitação, acesse:http://lucianagenro.com.br/programa/habitacao/
BNC Eleições 2014

23 de junho de 2014

Vírus da poliomielite é achado em amostra de esgoto em Viracopos, diz OMS

São Paulo - O vírus da pólio foi encontrado em amostra de esgoto perto de São Paulo, mas até o momento não foi registrado nenhum caso de paralisia em humanos, informou  a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O vírus que foi encontrado em amostras coletadas em março no aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas (SP) é similar a uma amostra de vírus recentemente isolada de um caso na Guiné Equatorial, segundo a OMS.

A agência da ONU disse que o risco de o vírus da pólio encontrado no Brasil se espalhar internacionalmente é "muito baixo", e da Guiné Equatorial é "alto".

A pólio é considerada erradicada do Brasil desde 1989.

Emergência mundial
Em maio deste ano, a OMS decretou emergência sanitária mundial diante do risco de contágio da poliomielite, depois de detectar casos em mais de uma dezena de países.

Foi a segunda vez na história que a entidade declara uma emergência global por conta de uma doença. A primeira vez foi em 2009, com a gripe A.

Apesar de os casos de pólio terem sido identificados principalmente na África, Oriente Médio e Ásia, a entidade optou por decretar o estado de emergência como forma de combater sua proliferação e diante do risco de que a doença chegue a países que, com esforços de anos e milhões de dólares gastos, conseguiram erradicar o problema.

O vírus estava prestes a ser declarado como extinto há três anos. Mas conflitos armados em algumas regiões e a falta de investimentos em outras abriram as portas para a volta da doença. O risco, desta vez, é que com a facilidade de contatos e de viagens, o vírus teria maiores chances de chegar a novas regiões.

Os principais focos da nova onda da doença são Paquistão, Camarões e Síria. A recomendação a esses governos é de que não permitam a saída de pessoas dos países sem que estejam vacinados.

Mas com a guerra na Síria tendo feito desabar parte da estrutura do Estado e diante dos mais de 3 milhões de refugiados, a OMS reconhece que muitos que podem estar portando o vírus já estão em outros países. 

Com informações da a Agência Estado e Reuters
BNC Sudeste

21 de junho de 2014

Ação contra Edinho Lobão não anda há 12 anos


Edinho e Paulinha Lobão: fiadores de dívida milionária
  Uol Notícias

São Paulo - Desde 2002, o Banco do Nordeste tenta penhorar os bens do senador Lobão Filho (PMDB-MA), que foi avalista de um empréstimo não quitado com o banco, conforme noticiou o jornal “O Globo”.

O empréstimo foi feito em 1997 pela Bemar Distribuidora de Bebidas e deveria ter sido pago em 30 parcelas. Além do senador, também foram fiadores da transação a mulher dele, Paula, e as sócias Maria Luiza Thiago de Almeida e Ana Maria dos Santos. Como a Bemar não pagou a dívida, o banco tenta, desde 2002 penhorar seus bens e os bens dos avalistas. Na época em que a ação começou, a dívida foi calculada em R$ 5,5 milhões, afirmou “O Globo”.

Segundo o jornal, “em 2009, inexplicavelmente, o processo foi arquivado, sem que ninguém assim determinasse. No ano passado [2012], ao descobrir o erro, o banco pediu o desarquivamento, mas, mesmo assim, embora desde agosto de 2011 esteja concluso, o processo continua parado”.

O jornal publicou ainda que o juiz que cuidava do caso, José de Arimatéia Correia Silva, da 5ª Vara Cível de São Luís, foi aposentado compulsoriamente em fevereiro de 2013 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Arimatéia foi acusado de agir com parcialidade em várias ações”, escreveu o jornal.

Fazenda fantasma
De 1996 a 1998, o senador Lobão Filho foi sócio da Bemar Distribuidora de Bebidas, afirmou “O Globo”. “Em julho de 1997, a empresa contraiu um empréstimo de US$ 648 mil —R$ 699 mil na cotação da época”. O dinheiro do empréstimo foi utilizado pela empresa para comprar de caminhões. Como garantia para tomar o empréstimo, no entanto, a Bemar fez algo que, segundo “O Globo” seria incomum. “Deixou alienadas para o pagamento da dívida 28.820 caixas de cerveja Schincariol”.

Em 2008, Lobão Filho assumiu o mandato de senador porque é suplente de seu pai, Edison Lobão, afastado do Senado para exercer a função de ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff. Na época em que Lobão Filho assumiu a vaga de senador, “veio a público a história de que ele havia transferido para uma empregada doméstica suas cotas da Bemar para tentar fugir da cobrança da dívida. Ele negou que tivesse conhecimento de que a sócia que entrava em seu lugar era uma laranja”.

O jornal relatou ainda que, durante o processo de cobrança da dívida, a empresa quis trocar a garantia dada em cervejas por uma fazenda de 20 mil hectares em Sento-Sé, na Bahia, avaliada, segundo informava a empresa, em R$ 4,5 milhões. “A distribuidora de bebidas também procurou retirar Lobão e os demais ex-sócios da condição de fiadores. No entanto, o BNB [Banco do Nordeste] descobriu que a fazenda que a Bemar disse ter adquirido em abril de 2002 por R$ 10 mil não existia”.

Os advogados do banco afirmaram o seguinte: “Estranha-se, portanto, o fato de o imóvel sofrer uma valorização de mais de 40.000% no mesmo mês”. Além disso, o técnico do banco que esteve no lugar enviou e-mail à chefia da instituição dizendo que a fazenda não existia, afirmou “O Globo”.

Outro lado
O jornal “O Globo” publicou ainda declarações do senador Lobão Filho (PMDB-MA) sobre o assunto.

“Entrei como avalista, e as dívidas começaram a se acumular. Com o tempo, fiz um acordo pelo qual eu saía sem nada, mas os demais sócios assumiam todas as dívidas”, disse o senador, segundo publicado pelo jornal.

“Eu procurei o banco e disse que a empresa não havia falido e que meus ex-sócios estavam ricos. Pedi para transferir a dívida para eles porque eu não tenho mais nada a ver com o negócio”, disse o político. “A empresa está muito maior do que antes. Foi um péssimo negócio eu ter saído. Eles ficaram ricos com este negócio”.

O senador considerou estranho o banco afirmar que a fazenda não existe, afirmou a reportagem. “Ele afirmou que há um ano, ao conversar com Marco Aurélio Costa, um dos sócios da Bemar, este lhe teria dito que havia comprado uma fazenda que havia valorizado demais”.

“Eu não tenho nenhuma fazenda porque não gosto. Mas eles são grandes fazendeiros, têm diversas fazendas. Com toda a grana da bebida, eles compraram fazendas. Vou procurá-los para saber o que fizeram”.

O que aconteceu?
Nada. O processo segue em trâmite na Justiça.
Matéria publicada originalmente em janeiro de 2013.


Leia mais no site - http://www.marrapa.com/

9 de junho de 2014

COPA DO MUNDO: Metroviários decidem manter greve em SP

Mesmo com a decisão do TRT de considerar a greve abusiva, os metroviários de São Paulo decidiram, há pouco, em assembleia na Capital, pela manutenção da paralisação. Esta já é a maior greve da história do metrô de São Paulo. "Tem uma Copa do Mundo, o maior evento esportivo do mundo. Estamos em um momento único.

Tem também eleições no fim do ano. Os protestos do ano passado entraram na nossa mente. Não pode ficar massacrando, batendo em trabalhador. Em 2007, nós recuamos e houve demissões. Nós podemos sair da luta derrotados se recuarmos ou se continuarmos a greve. Vão tentar nos retaliar agora ou depois. A nossa proposta é continuar a greve", disse o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior, na assembleia, angariando o apoio da maioria.

De acordo com o Sindicato dos Metroviários, 3 mil pessoas acompanharam a sessão. Uma nova assembleia está marcada para amanhã (9), às 13 horas.
 
BNC Sudeste

8 de maio de 2014

Morre Jair Rodrigues aos 75 anos em São Paulo


Cutia - Morre aos 75 anos o cantor e compositor Jair Rodrigues em casa, Cutia grande São Paulo.

Uma pessoa que se identificou como empregada doméstica de Jair afirmou por telefone que ele morreu "provavelmente de um mal súbito". Segundo ela, o cantor foi dormir normalmente na noite desta quarta-feira (7) e foi encontrado morto, na cama, já na manhã desta quinta-feira (8).

Por volta das 11h10 da manhã, ainda era esperada a equipe do Instituto Médico Legal (IML). A funcionária não quis informar se ele estava sozinho em casa. "Está todo mundo desesperado, porque ninguém estava esperando", disse.

Jair Rodrigues de Oliveira nasceu em Igarapava (SP), no dia 6 de fevereiro de 1939, informa seu site oficial. Pai dos também cantores Jair de Oliveira e Luciana Mello, ele começou sua carreira nos anos 1960, em programas de calouros.

Em 1962, gravou aquele que é consirado seu registro de estreia, um disco de 78 rotações. Segundo o perfil, duas das músicas, "Brasil sensacional" e "Marechal da vitória", tinham como tema a Copa do Mundo daquele ano, no Chile, que foi vencida pela seleção brasileira.

Em 1964, gravou seus Jair Rodrigues gravou seus primeiros LPs, "Vou de samba com você" e "O samba como ele é". Seu maior sucesso no período foi a música "Deixa isso pra lá", tida como precursora do rap no Brasil. Marcada pelo movimento característico das mãos de Jair Rodrigues, a faixa foi regravada em 1999 em parceria com o grupo Camorra, diz o perfil.

Jair Rodrigues também ficou conhecido pelo trabalho ao lado de Elis Regina. Os dois iniciaram a colaboração em 1965 e lançaram o disco ao vivo "Dois na bossa". A boa repercussão do LP rendeu o convite para apresentar o programa O Fino da Bossa, que estreou em maio daquele ano na TV Record. Com Elis, o cantor lançou em 1966 e 1967 outros dois volumes da série "Dois na bossa".

A vitória no II Festival de Música Popular Brasileira, em 1966, foi outro ponto marcante da carreira de Jair Rodrigues. Ele concorreu com "Disparada", escrita por Geraldo Vandré e Teo de Barros). Na final, dividiu o primeiro lugar com "A banda", composição de Chico Buarque interpretada na ocasião por Nara Leão.

BNC Plantão