São Paulo - Em plena era dos smartphones, a Microsoft lançou nesta segunda-feira
(5) um celular simples, que acessa apenas a internet móvel 2G, já vem
com Facebook e Messenger pré-instalados e custa apenas US$ 30 (o
equivalente a R$ 80).
O Nokia 215 possui versão para um e dois chips, tem tela de 2,4
polegadas e bateria com autonomia para 21 dias em modo de espera ou 20
horas de conversação. Possui apenas câmera traseira de 0.3 Megapixels, o
que dificulta mas não impede as selfies.
Além de já vir de fábrica com recursos para navegar no Facebook e bater
papo com contatos da rede social, têm pré-instalado também o Twitter, o
buscador Bing e o navegador Opera Mini. Isso não quer dizer que seja um
smartphone, já que as ferramentas não são aplicativos e não é possível
instalar novos programas por meio de lojas do gênero, como a Google Play
ou a Windows Store. O sistema operacional é o Series 30+.
A memória interna é de 8 Megabytes, mas pode ser expandida para até 32
Gigabytes. Como tem suporte apenas ao 2G, as velocidades de conexão de
download não superam os 237 kbps (kilobit por segundo), enquanto as de
upload não ultrapassam os 86 kbps. Não é possível conectar o celular ao
Wi-Fi. Uma das opções é o Bluetooth, que pode ser utilizado para
conectar o aparelho a fones de ouvido e para a transferência de
arquivos.
São Paulo – Novas medições também irão abranger ouvintes de emissoras web, entre outros novos recursos.
O Instituto Ibope, em parceria com a Comissão de Rádio
(formada por representantes de emissoras de rádio e Grupo de Mídia)
passou a integrar novos índices de audiência e análises à medição
regular de rádio. O instituto vai pesquisar os hábitos de consumo de
mídia da população, assim como o mercado.
A novidade é fruto de um trabalho de parceria de dois anos
com o mercado. Com isso, o Ibope Media passa a reportar a audiência do
meio também por outros equipamentos. Neste contexto, os primeiros
resultados apontam que o celular já é segundo aparelho mais utilizado
para ouvir rádio, perdendo apenas para o aparelho tradicional. O
computador aparece em terceiro lugar. A pesquisa também aponta que o
horário com maior alcance diário do rádio no celular foi às 14h e,
para o equipamento tradicional, o pico se deu às 10h.
Em um mês, o rádio alcançou 15,7 milhões de paulistanos
acima de 10 anos (88,62%). Ainda na Grande São Paulo, 7,46% da
população ouve rádio no celular frequentemente. Para estudar o meio
como um todo, o Ibope Media desenvolveu o índice “Total Emissoras”
que, além das frequências AM e FM, também passa a reportar a audiência
das rádios online. Os primeiros resultados apontam que as mulheres
representam grande parte dos ouvintes das emissoras web. Do total
mensurado, os homens são a maioria apenas na faixa etária de 30 a 34
anos.
Na pesquisa, a definição de emissora web contempla rádios
tradicionais AM e FM que atuam no ambiente online com a mesma
programação e que direcionam o ouvinte para o seu streaming oficial,
ou ainda, para plataformas exclusivas do meio internet, que tenham
comunicador, programação ao vivo, notícias, vinhetas e publicidade.
Para as porta-vozes da Comissão de Rádio, Cristina da Hora
(representando a 89 A Rádio Rock FM 89.1 e a Alpha FM 101.7), Juliana
Simomura (Grupo Bandeirantes de Rádio) e Priscila Stussi (Sistema Globo
de Rádio), a inclusão de novos locais de acesso, o monitoramento do
consumo por equipamentos e o reporte de audiência web são essenciais
para acompanhar a evolução do rádio.
Segundo as executivas, tais análises, somadas aos novos
targets, contribuem para uma melhor leitura do perfil dos ouvintes.
Além disso, outros avanços já estão em discussão e a Comissão de Rádio
segue otimista de que eles possam ser viabilizados em breve. O
intuito, segundo o grupo, é colaborar para o crescimento do meio,
tanto em seu conteúdo, quanto na sua crescente participação nos
investimentos publicitários. Ainda de acordo com Edison Tamashiro
(F/Nazca) e Thiago Rodrigues (Loducca), do Grupo de
Mídia há pouco tempo, o rádio transcendeu formato
tradicional das ondas AM/FM e passou a ser transmitido via streaming,
banda larga e em outras plataformas. Todas essas mudanças fizeram com
que os hábitos de consumo do meio também evoluíssem.
De acordo com Tamashiro e Rodrigues, as rádios locais
passaram a ser consumidas em qualquer lugar do mundo, por diversos
devices. As novas metodologias e critérios desenvolvidos a partir da
parceria entre o Grupo de Mídia, IBOPE Media e as emissoras de rádio
têm como objetivo entender de forma mais assertiva o consumo deste
meio que transita pelo tradicional e o que há de mais moderno.
O rádio sempre apresentou rápida adaptação às novas
tendências e hábitos de consumo. Desta maneira, as audiências do meio
em novos locais e momentos ganham muita importância. Por esse motivo, o
IBOPE Media passa a reportar os resultados deste consumo não só nos
ambientes casa, carro e outros, mas também no trabalho e trajeto da
população.
Os primeiros resultados apontam que os horários de maior
alcance diário em autos são às 8h e às 15h. Já no trabalho, o rádio
tem o maior alcance diário logo pela manhã, às 7h, e no começo da
noite, às 18h. Em outros lugares (como consultório, lojas,
restaurantes etc), o meio tem maior alcance às 10h e 14h.
São Paulo - Os números de celular dos estados do Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará e de Roraima
(com prefixos 91, 92, 93, 94, 95, 96, 97, 98 e 99) vão ganhar o nono
dígito a partir do dia 2 de novembro, segundo publicação da Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel) no Diário Oficial da União desta
segunda-feira (27).
Isso significa que, para fazer ligações aos telefones celulares dessas
áreas, será necessário digitar o algarismo 9 antes dos outros oito
números da linha, assim como já acontece nos estados de São Paulo, Rio
de Janeiro e Espírito Santo.
No caso de SP, o objetivo da alteração foi ampliar o número de
combinações. A expansão para o restante do país tem como objetivo
padronizar as discagens para telefonia móvel e evitar confusões.
A medida será necessária independentemente de a ligação ser feita a
partir de um telefone fixo ou móvel, de qualquer lugar do Brasil.
Segundo a Anatel, após o dia 2 de novembro, as ligações sem o nono
dígito para essas localidades ainda serão completadas por um tempo
determinado. Uma mensagem de voz vai orientar os usuários sobre a nova
forma de discagem. Depois desse prazo, as chamadas com oito dígitos não
serão mais concluídas.
Cronograma da expansão
Após a implementação nos estados do AM, AP, MA, PA e de RR, a Anatel
planeja expandir, até o fim de 2015, o nono dígito para Minas Gerais e
estados do Nordeste e, até o final de 2016, para as regiões Sul,
Centro-Oeste e os estados do Acre, Rondônia e Tocantins.
Podemos aprender três lições com a chegada nos novos iPhones 5C e 5S.
Lição 1: A Apple pode estar sendo vítima de sua própria competência
Ano após ano, Steve Jobs chegava até nós com produtos que
achávamos que não queríamos. Agora, dois anos após sua morte, ainda
esperamos que novos iPhones limpem nossas cozinhas, façam nossa pipoca e
levitem. Assim, quando há apenas algumas atualizações de hardware,
ficamos desapontados.
E, fato, logo depois que a Apple mostrou seus dois novos
iPhones na semana passada, as ações caíram. Os analistas argumentaram
que os aparelhos não traziam nada realmente inovador. O grupo dos
“anti-Apple” fez a festa.
O modelo mais simples, o iPhone 5C, vem em cinco cores e, nos EUA, custa US$ 550 no modelo de 16 GB desbloqueado (nota da redação, ainda não há previsão de lançamento do aparelho no Brasil)
. Ele é idêntico ao atual iPhone 5, a não ser pela lateral e pela
traseira feitas de uma peça única de plástico, em vez de metal e vidro.
Na verdade, não é justo falar em “plástico”. A capa do
iPhone 5C é feita de policarbonato e a traseira tem uma curva suave. Dá
para saber a posição do celular no bolso apenas com o toque.
É um aparelho muito bom. O preço é justo. Muitas unidades
serão vendidas. Mas apenas cobrir o aparelho do ano passado com
plástico não é um grande avanço.
Lição 2: O produto smartphone está maduro
A App Store solucionou muitos problemas dos usuários. O
assistente Siri veio para ajudar nos comandos de voz. A tela Retina de
alta resolução ajuda a compensar o tamanho pequeno das telas.
Mas, atualmente, todo smartphone tem esses recursos. Os
grandes vazios foram preenchidos. Talvez a era dos avanços gigantescos a
cada ano tenha chegado ao fim.
O novo iPhone 5S (nos EUA, US$ 650 desbloqueado) é
exatamente igual ao iPhone 5 por fora. As cores agora são cinza escuro,
prateado e dourado.
Getty Images
iPhone 5S traz leitor de digitais
A Apple diz que o chip do 5S é duas vezes mais
poderoso do que o anterior. Ninguém estava reclamando da velocidade do
iPhone, mas, tudo bem, é muito rápido. Como é um chip de 64 bits, a
Apple diz que os avanços de velocidade são notados principalmente em
games com efeitos 3D.
Há ainda um segundo chip, dedicado a monitorar os
sensores do aparelho (bússola, giroscópio e acelerômetro). A Apple diz
que esse segundo processador ajuda a poupar bateria quando o usuário usa
aplicativos de fitness. Isso porque o segundo chip pode monitorar as
atividades físicas o dia inteiro, gastando menos energia do que o chip
principal, que fica desligado.
Mas essas duas mudanças são invisíveis para quem compra.
Já a nova câmera traz avanços mais perceptíveis. O sensor
é 15% maior, e o tamanho dos pixels também foi aumentado. Na comparação
de fotos com o iPhone 5, a diferença é fácil de notar: fotos com pouca
luz são melhores no novo aparelho. Mais nítidas, com cores mais
vibrantes.
O iPhone 5S também tem dois flashes do tipo LED. Um
puramente branco e outro de tom alaranjado. Quando usados em conjunto,
eles criam uma luz de mesma tonalidade da cena (luz da Lua, postes,
luzes fluorescentes etc.). Segundo a Apple, é a primeira vez que esse
tipo de recurso aparece em câmeras ou celulares.
Realmente funciona na prática. As fotos com flash ficam
muito melhores. Diga adeus às peles com tom branco demais ou azulado à
la Avatar.
A câmera do iPhone 5S também oferece o burst mode (tira
dez fotos seguidamente em um segundo), zoom de 3x durante filmagens,
filtros de fotos parecidos com os do Instagram e efeito de câmera lenta.
O recurso mais promovido do aparelho é o leitor de
digitais, embutido no botão Home. Você aperta o botão, deixa o dedo ali
por meio segundo e pronto, destrava um celular que ninguém mais pode
destravar, sem usar senhas. E sim, senhas são chatas de usar, boa parte
dos usuários de smartphone nem chega a configurar uma.
A melhor parte é que o recurso realmente funciona.
Funcionou absolutamente todas as vezes em meus testes. Não se parece
nada com outras ferramentas de leitura de digitais de equipamentos do
passado. É realmente excelente, quem odeia a Apple terá que se
conformar.
O 5S também pode usar sua digital para aprovar compras de
livros, músicas e vídeos na loja da Apple, mas esse recurso não
funcionou tão bem.
O iPhone 5S pode reconhecer até cinco impressões
digitais. Podem ser todas de uma só pessoa ou uma para cada pessoa que
usará o aparelho.
A Apple diz que a impressão digital é armazenada somente
no aparelho, criptografada e nunca é transmitida pela internet. E o uso
do leitor digital é opcional. Quem quiser pode continuar a digitar
senhas.
A qualidade de som dos novos iPhones é excelente, tanto
com fones de ouvido quanto com o alto-falante. A Apple diz que a bateria
dura 25% a mais do que a do iPhone 5. Em meus testes tive dois dias de
bateria com uso moderado.
Então, sim, a lição 2 é que a velocidade da inovação é
menor, mas não fique decepcionado. Foque no lado bom, agora dá pra ficar
mais tempo com um celular sem se sentir ultrapassado.
Lição 3: se o hardware evolui mais devagar, a evolução do software está no começo
Os novos iPhones vêm com o iOS 7, um sistema operacional
remodelado. Ele também pode ser usado em outros iPhones, iPads e iPods
Touch recentes.
iOS 7 traz visual renovado
O software não se parece nada com o antigo iOS. Ele é
mais “clean”. A Home e caixas de diálogo usam fontes finas e uma paleta
de cores fortes.
Acima de tudo, o novo sistema abandona
completamente o princípio de design da Apple, em que os elementos da
tela copiavam elementos do mundo real (folhas amareladas e com linhas
para aplicativo de anotações, prateleiras de madeira no aplicativo de
livros).
Você pode adorar esse tipo de design, odiá-lo
ou acostumar-se a ele. Mas o fato é que o iOS 7 é mais fácil de navegar,
porque nada na tela é só decoração. Tudo é um botão.
Além disso, a Apple trouxe vários novos
recursos. Alguns deles são importantes, como o Siri, que agora ficou
muito mais rápido nas respostas e ganhou mais comandos.
Um centro de controle muito útil oferece atalhos para
recursos muito usados, como Wi-Fi (valeu pela ideia, Android!). O
AirDrop transfere fotos e contatos para outros aparelhos com iOS
rapidamente.
Os rivais da Apple com sistema Android estão cada vez
mais fortes. Entre os concorrentes estão aparelhos tão bonitos quanto o
novo iPhone (da HTC), aparelhos com comandos de voz avançados (da
Motorola) e aparelhos com telas de todo tamanho imaginável (da Samsung).
Mas isso não significa que o iPhone tenha sido derrotado.
O ecossistema do iPhone é um atrativo enorme: os melhores aplicativos,
as melhores lojas de música e vídeo, sincronização perfeita de dados
entre dispositivos Apple, quantidade gigantesca de capas e acessórios.
Se as três lições desse artigo fossem resumidas em um
parágrafo, seria assim: a Apple ainda acredita em design refinado e
extremamente caprichado. O iPhone não é único aparelho que deixará o
usuário satisfeito por dois anos, mas é um dos poucos.