27 de junho de 2013

Propostas para reforma da LEP são apresentadas no Senado

Propostas apresentadas em audiência pública, realizada em São Luís pela comissão de juristas do Senado que atualiza a Lei de Execução Penal e a Unidade de Monitoramento Carcerário do Tribunal de Justiça do Maranhão (UMF/TJMA), foram entregues ao ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sidnei Beneti (presidente da comissão), em Brasília.

As proposições, com foco na garantia de direitos fundamentais da pessoa que sofre condenação penal e na efetividade da execução penal, foram apresentadas à comissão pelo presidente da UMF/TJMA, desembargador Froz Sobrinho e o advogado criminalista maranhense, Charles Dias (membro da comissão), acompanhados do secretário estadual de Justiça e Gestão Penitenciária, Sebastião Uchôa.

O documento foi entregue também ao senador Pedro Taques, relator da comissão que elabora, no Congresso Nacional, o novo Código Penal.

“A entrega do documento com as propostas sistematizadas na audiência pública em São Luís, simboliza o compromisso da classe jurídica e das entidades da sociedade civil do Maranhão, que participaram ativamente da audiência pública para discutir o tema”, ressaltou Charles Dias.  

Durante a reunião, a comissão de senadores que discute a reforma do Código Penal deu início a uma interlocução com o grupo de juristas que debate a Lei de Execução Penal. 

Para Froz Sobrinho, o encontro entre o ministro e os parlamentares reforça o envolvimento da comunidade jurídica maranhense com a atualização da LEP e do Código Penal, uma vez que organizações representativas contribuíram para elaboração das propostas.

Os principais temas discutidos foram as penas alternativas, a superlotação das prisões, medidas de recuperação dos condenados, regimes semiabertos e saídas temporárias, além de financiamento federal e estadual para presídios.

O senador Pedro Taques (PDT-MT), afirmou que não é possível tratar da legislação material – que prevê as penas – sem planejar como elas serão aplicadas.

Segundo o relator, a proposta já recebeu cerca de 500 emendas de senadores. Ele informou que, depois da apresentação do relatório, prevista para acontecer até 17 de julho, os parlamentares terão um prazo de um mês para propor novas modificações.

AUDIÊNCIA PÚBLICA – Em São Luís, as proposições – discutidas por magistrados, advogados, promotores, procuradores de Justiça, defensores públicos e representantes de entidades da sociedade civil organizada – têm como foco a realidade carcerária e as políticas públicas para o sistema prisional.

Além do calendário de benefícios do apenado com as devidas informações sobre saídas temporárias, progressões de regime, livramento condicional e extinção de pena, o documento trata também do papel das Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs) como órgão da execução penal, das regras para visitas íntimas, da proibição de revista em presídios, entre outros temas polêmicos.

BNC Justiça

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