Em entrevista coletiva realizada no
Ministério do Turismo, o ministro Gastão Vieira, tornou público os dados da 9ª
Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo, estudo encomendado pelo
Ministério do Turismo à Fundação Getúlio Vargas. Os dados revelam que as 80
maiores empresas do setor de turismo no Brasil faturaram R$ 57,6 bilhões e
empregaram 115 mil pessoas nos 27 Estados brasileiros em 2012. “Os empresários
estão muito otimistas e a expectativa é de crescimento nos próximos anos”, diz
o ministro. O setor cresceu 13,1% em 2012 em comparação ao ano anterior.
O levantamento indica significativa melhoria na evolução de preços
na comparação entre o realizado em 2012 e as expectativas para 2013. No último
ano, os preços do setor registraram alta de 9,6% e a expectativa apurada para
2013 indica uma elevação de preços de 3,8%, abaixo inclusive da estimativa para
a inflação oficial, de cerca de 6%. “O setor está saudável e demonstra
vitalidade”, diz Vinícius Lummertz, Secretário Nacional de Políticas de
Turismo.
Progresso semelhante é indicado pela pesquisa nos custos, que em
2012 acusaram uma elevação de 12%. Para 2013, o aumento esperado é de 4,7%.
Todos os ramos de atividade ouvidos declararam que pretendem investir em 2013 –
13,3% do faturamento, em média –, e 93% das empresas ouvidas apostam em
significativa ampliação nos negócios neste ano. O faturamento médio esperado em
2013 é 7,5% maior do que em 2012 para as empresas ouvidas. “O levantamento indica
para este ano elevação esperada de custos abaixo da expectativa de aumento de
faturamento, que é de 7,5%, o que indica espaço para novos investimentos”,
comenta Gastão Vieira.
Em sua nona edição, a pesquisa é uma radiografia do setor traçada
pelos próprios empresários. As empresas ouvidas representam cerca de 22% da
economia do turismo no Brasil. Juntas, elas faturaram no ano passado R$ 57,6
bilhões e empregaram 115 mil pessoas nos 27 Estados brasileiros.
EVENTOS
O ano passado foi especialmente bom para organizadoras de eventos
e promotores de feiras. Esses ramos de atividade viram seu faturamento crescer,
respectivamente, 23,2% e 14,9% – 19,5 e 8,1 pontos percentuais acima do
esperado para o ano. Agências de viagem e hotéis também tiveram crescimentos expressivos:
21,9% e 14,6% respectivamente, também acima do antecipado pelos empresários.
Esses quatro setores também foram os que mais contrataram em 2012:
as agências registraram um aumento de 10,5%; as locadoras, de 10,6%; os
organizadores de eventos, de 16,2% e os promotores de feiras, de 10,3%. Esse
aumento mais do que compensou as demissões no setor aéreo, que teve queda de
0,1%, e no de turismo receptivo, que encolheu seu quadro de pessoal em 1,4%.
“A pesquisa é um instrumento valiosíssimo para a análise da
economia do turismo, já que ouvimos nela as vozes dos principais empresários do
setor no Brasil”, afirma o diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas do
Ministério do Turismo, José Francisco Salles Lopes.
Para os empresários, o desempenho da economia brasileira foi
satisfatório no ano passado e o aquecimento do turismo por conta dos grandes
eventos já se faz sentir. Entre os motivos apontados para o otimismo estão a
retomada da economia e a alta exposição do país na mídia internacional, com o consequente
aumento no número de turistas estrangeiros (agências de viagem); a expansão do
PIB e dos investimentos e novas oportunidades de negócios em terceirização da
frota (locadoras de veículos); a expansão dos eventos para cidades de médio e
pequeno porte (organizadoras de eventos); e a expansão da oferta de voos
regionais e da taxa de ocupação das aeronaves (setor aéreo). Os grandes eventos
esportivos são apontados por diversos ramos de atividade como propulsores do
turismo.
O aquecimento da economia também tem um efeito colateral nos
preços: em 2012, nos ramos pesquisados pela Pacet, a elevação média foi de 9,6%
- acima da inflação medida pelo IPCA, que foi de 5,84%. Preços mais altos
também são previstos para 2013: a variação estimada é de 3,8%.
BNC Turismo
