Apesar da dificuldade em viabilizar seu novo partido, a Rede
Sustentabilidade, a ex-senadora Marina Silva "proibiu" a discussão de um
plano B para a sucessão presidencial de 2014 caso não consiga o
registro para disputar a eleição. Diante dos problemas para certificar
as assinaturas junto à Justiça Eleitoral, Marina quer que os aliados
mantenham o foco na nova legenda e não alimentem qualquer discussão que
não seja a criação da sigla.
Para ela, falar em plano "B" quando o "A"
ainda está em curso enfraquece a mobilização da militância. "Quem tem
plano B não tem plano A", justificou o deputado Walter Feldman (SP),
hoje no PSDB.
Até a última semana, o partido havia conseguido certificar 250 mil
assinaturas nos cartórios eleitorais, mas precisa do dobro para
formalizar o partido. Desta forma, os aliados vão discutir nesta semana
se antecipam o pedido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
enquanto concluem o processo de certificação dos apoiamentos. Ainda que a
situação seja preocupante, os "marineiros" se dizem otimistas e acham
que será possível criar o partido até outubro, prazo máximo para que a
Rede seja habilitada para disputar as eleições do próximo ano. "Há
motivo de preocupação, mas não de desespero", afirmou Sirkis.
Os aliados de Marina alegam que a Rede cumpriu todas os requisitos
exigidos pela Justiça Eleitoral, mas reclamam da morosidade e da
burocracia de alguns cartórios, como os de São Paulo e do Distrito
Federal, que estariam impondo, segundo eles, um "rigor desproporcional'
no processo. "Não nos dão os motivos para a rejeição das assinaturas",
criticou Feldman.
Com Informações do Estado de São Paulo
BNC Política