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30 de novembro de 2014

De saída do governo, Marta parece seguir a trilha de Marina Silva

Brasília - Em meados de 2008, se pudesse espiar o futuro para saber como será o ambiente político em 2014, o eleitor petista teria certa dificuldade em acreditar nas notícias da última semana. Falo em 2008 porque, naquele ano, o PT se unia em torno da candidatura de Marta Suplicy para voltar à Prefeitura de São Paulo. O adversário a ser batido era Gilberto Kassab, candidato do DEM apadrinhado pelo arquirrival petista José Serra (PSDB).


Marta saiu derrotada da eleição - o que, de quebra, enfraqueceu a possibilidade de ser lançada candidata ao governo paulista dali a dois anos. Desde então, muita coisa mudou. Parte da cúpula do primeiro governo Lula está presa, entre os quais José Genoino e José Dirceu. Muitos saíram do partido. Marina Silva, que deixara o Ministério do Meio Ambiente em 2008, para em seguida se filiar ao PV logo, se afastou tanto do ponto de origem que, seis anos depois, numa conversão inimaginável, entrava de cabeça na campanha de um candidato tucano à Presidência. As ironias: Maria, a ambientalista, agora é inimiga, e Katia Abreu, a ruralista, amiga.


Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil, foi ungida candidata pelo presidente Lula à sua sucessão e se tornou presidenta da República. O PT retomaria a prefeitura de São Paulo somente em 2012, mas não com Marta: o escolhido foi o então desconhecido Fernando Haddad. Haddad, como Dilma, era chamado pelos opositores de “poste” de Lula, numa crítica ao fato de que qualquer indicado pelo ex-presidente venceria qualquer eleição.


Marta, que não era poste, foi eleita senadora em 2010 em um quase voo solo, mas logo foi nomeada ministra da Cultura como recompensa pelo empenho na reta final da campanha do futuro prefeito paulistano. Ela dividiria por pouco tempo a bancada petista no Senado com o ex-marido Eduardo Suplicy. Após 20 anos no cargo, ele não conseguiu se reeleger em 2014. Perdeu a vaga para o ex-governador José Serra (PSDB), que para se eleger senador teve de bater o ex-afilhado político Gilberto Kassab.


O que poucos apostariam em 2008 é que Kassab, num ato de rebeldia, sairia por aí reunindo apoio para montar o seu partido próprio, o PSD, e se tornaria aliado de primeira hora do governo federal. Tanto que a presidenta petista, que já disse não falar em nome do PT, mas do governo, não poupa elogio ao ex-adversário. Kassab também é só elogios a Dilma Rousseff. Marta, por sua vez, é pura mágoa: mal encerrada a campanha, ela aproveitou a viagem da chefe ao exterior para deixar em sua mesa uma carta de demissão. 

Na despedida, desejou “luminosidade” à presidenta que até ontem era chamada pelos opositores de “poste”: “Todos nós, brasileiros, desejamos, neste momento, que a senhora seja iluminada ao escolher sua nova equipe de trabalho, a começar por uma equipe econômica independente, experiente e comprovada, que resgate a confiança e credibilidade ao seu governo e que, acima de tudo, esteja comprometida com uma nova agenda de estabilidade e crescimento para o nosso país”.


Em 2014, a profecia do beato que dizia que o sertão viraria mar e o mar viraria sertão parecia cumprida. A seca na terra da garoa soa como alegoria para uma época de metamorfoses. Mas governar é fazer escolhas, e fazer escolhas exige perdas. Sem espaço no governo, Marta, ao que tudo indica, está de saída do partido. Sua proximidade com o ex-presidente Lula talvez não o convença a desistir de lançar Fernando Haddad à reeleição em São Paulo. Se isso acontecer, não estranharia se, a partir de agora, a ex-prefeita seguisse o caminho já traçado por Marina Silva, Luiza Erundina, Heloisa Helena e outros antigos ícones do partido em direção à oposição.


*Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Fonte: Yahoo!
BNC Política

8 de setembro de 2014

Eliziane realiza Caminhada Sustentável e coleta resíduos na Avenida Litorânea

São Luis - A candidata a deputada federal, Eliziane Gama (PPS) realizou na manhã deste domingo, dia 7 de setembro a Caminhada Sustentável na Avenida Litorânea, em São Luís. A deputada estava acompanhada por um grupo de jovens maranhenses, que também participaram desta grande mobilização e recolheram resíduos sólidos com sacos plásticos biodegradáveis.



Eliziane Gama, que também é presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Maranhão, destacou a importância deste ato simbólico e a necessidade de pensar nas futuras gerações. Com forte atuação, a parlamentar é uma defensora do desenvolvimento sustentável, da coleta seletiva e valorização dos catadores de resíduos sólidos, além do cumprimento da Lei Nacional para extinção dos lixões que já está em vigor.



“Esta é uma caminhada simbólica, é um momento para mostrar que precisamos ter uma nova cultura e se preocupar com as futuras gerações. Queremos mostrar que para existir o Brasil e o Maranhão sustentável, a consciência precisa começar nas campanhas. A nossa campanha já tem esse viés e uma prática sustentável”, destacou Eliziane.



A concentração da caminhada ocorreu na Praça do Pescador. Ao percorrer o calçadão da Avenida Litorânea, a candidata conversou com eleitores, garçons e frequentadores da orla marítima de São Luís. Ela aproveitou o momento para pedir voto para a presidenciável Marina Silva.



“Marina representa este Brasil que queremos! Temos uma história de vida semelhante, pois assim eu e Marina nascemos das camadas mais populares dos nossos estados. Não vamos desistir do Brasil, vamos juntos com Marina!”, enfatizou.

Matéria enviada pela assessoria de Eliziane Gama 
BNC Eleições 2014

10 de julho de 2014

Eliziane lança candidatura com a presença de Marina Silva e Eduardo Campos “O evento será realizado na manhã desta quinta-feira (10) no Grand São Luís Hotel”

São Luis - A deputada Eliziane Gama (PPS) lançará oficialmente a sua candidatura para a Câmara Federal na manhã desta quinta-feira, dia 10 de julho no Grand São Luís Hotel com a presença do presidenciável Eduardo Campos (PSB) e de Marina Silva (PSB-Rede). O candidato ao Governo do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) e ao Senado Federal, Roberto Rocha (PSB) também prestigiarão o evento.

Haverá uma coletiva de imprensa às 10h30 com Eduardo Campos e Marina Silva, seguida de ato político e do lançamento oficial da candidatura de Eliziane Gama.  O evento contará com a participação de lideranças políticas e militantes partidários.

“Esse momento é muito importante, pois ao lado de Marina, Eduardo e Flávio, vamos dar o pontapé inicial em um projeto que quem vai vencer são os maranhenses. Nossa vitória, será a vitória da nova política e de um Maranhão para todos os maranhenses”, destacou Eliziane.

BNC Eleições 2014

18 de fevereiro de 2014

Dilma lidera corrida presidencial com 43,7%, aponta pesquisa

 

Brasília - Pesquisa do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada nesta terça-feira (18) mostra que a presidenta Dilma Rousseff lidera a corrida para as eleições de outubro e venceria no primeiro turno.

De acordo com os dados divulgados, Dilma teria 43,7% das intenções de voto, à frente do senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 17%, e do governador Eduardo Campos (PSB-PE), com 9,9%.

Em um cenário no qual Marina Silva (PSB) é a candidata no lugar de Eduardo Campos, Dilma tem 40,7% e Marina aparece em segundo com 20,6%. Aécio Neves registra a terceira colocação com 15,1% e Levy Fidelix, do PRTB, aparece com 0,4%.

Quando o eleitor é perguntado de forma espontânea sobre em qual candidato pretende votar para presidente, Dilma ainda é a mais lembrada, com 21,3%, seguida de Lula (5,6%), que tem o mesmo percentual de Aécio. Marina Silva aparece em quarto lugar na lembrança do eleitorado, com 3,5%, Eduardo Campos teria 2,6%, José Serra (PSDB), 0,5% e Geraldo Alckmin (PSDB), 0,4%.

Apesar de Dilma liderar em todos os cenários, o índice de rejeição dela ainda é elevado. Quando questionado em quem não votaria de jeito nenhum, 37,3% disseram que não escolheriam a atual presidenta. Para 36%, Aécio Neves não seria o escolhido; Eduardo Campos seria descartado por 33,9%, e Marina Silva por 35,5%.

O levantamento também pesquisou a avaliação do governo. Para 36,4%, a administração da presidenta Dilma é positiva, índice superior aos 24,8% que avaliam que ela faz um mau governo.

Ainda assim, é o segundo pior patamar atingido por Dilma. A pior avaliação se deu em julho do ano passado, quando as manifestações populares tomaram as ruas do País. Na ocasião, apenas 31,3% fizeram uma boa avaliação da gestão Dilma.

A aprovação pessoal da presidenta também caiu. De 58,8% em novembro, chegou a 55% neste mês de fevereiro. O pior índice foi em julho do ano passado, quando chegou a 49,3%.

Foram entrevistadas cerca 2.000 pessoas, em 137 municípios de 24 Unidades Federativas, das cinco regiões, entre os dias 9 e 14 de fevereiro de 2014. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como determina a lei eleitoral, sob o número 00012/2014.

Fonte: Portal Terra

BNC Brasília


5 de janeiro de 2014

Rede Sustentabilidade coleta mais de 100 mil novos apoios para pedir registro de partido

A Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, coletou mais de 100 mil novas assinaturas de apoio à criação do partido e pretende levar seu processo de registro novamente ao Tribunal Superior Eleitoral ainda em 2014. O grupo vai enviar as fichas aos cartórios em pequenos lotes ao longo do ano e estuda formalizar o pedido de fundação da legenda em outubro ou novembro. A Rede precisa de 50 mil novas assinaturas validadas para chegar às 492 mil exigidas pela legislação eleitoral. 
 
Reforço A cúpula da Rede decidiu também que vai acionar o Supremo Tribunal Federal para questionar a lei sancionada por Dilma Rousseff em 2013 que restringe o acesso de novos partidos à distribuição de tempo de TV e a cotas do fundo partidário. 

Banca O comitê jurídico da legenda ainda discute se vai apresentar ao Supremo uma ação para tentar derrubar a lei ou um mandado de segurança para evitar que a Rede se enquadre nas restrições da nova legislação. 

Mais-valia O PT paulista começou a vender produtos relacionados ao partido em seu site oficial. Uma seção oferece capas para iPhone a R$ 49,90, com imagens como a estrela do partido e o rosto de Che Guevara, um dos líderes da Revolução Cubana. 

Bloco na rua Petistas produziram uma série de vídeos de animação para promover na internet a candidatura de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo. O material, que divulga ações de sua gestão no Ministério da Saúde, será testado como modelo para a campanha. 

Sumiço 1 O deputado Nelson Pellegrino (PT-BA) vai apresentar um requerimento na Comissão de Orçamento da Câmara para saber por que o Ministério das Cidades deixou de liberar emendas de parlamentares petistas. 

Sumiço 2 "Trata-se de puro descaso ou de uma manobra da pasta", reclama. 

Só love 1 Primeira vítima da "faxina" de Dilma, em 2011, o PR reforçou sua fidelidade à presidente na Câmara após voltar ao Ministério dos Transportes, no ano passado. A sigla apoiou os interesses do governo em 69% de seus votos, segundo levantamento do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). 

Só love 2 No primeiro ano do governo Dilma, o nível de fidelidade do PR chegou a 79%. Em 2012, quando o partido estava insatisfeito com a demora da presidente em devolver o comando da pasta à sigla, o apoio se deu em apenas 58% dos votos de sua bancada de deputados. 

Longe O PSB, que deixou o governo em 2013, também cortou parte de seu apoio a Dilma. A sigla votou a favor dos interesses da presidente em 65% dos casos –ainda acima da média de partidos de oposição, na casa dos 30%. Em 2011, o nível de fidelidade do PSB era de 91% e, no ano seguinte, de 77%. 

Tudo... Integrantes do Judiciário relatam que, a pedido de um ministro do STJ, a PEC da Bengala –que amplia o limite de idade para aposentadoria dos magistrados de 70 para 75 anos- só deve ser votada no início da próxima Legislatura da Câmara. 

... certo O magistrado, desafeto da ministra aposentada Eliana Calmon, articulou o adiamento no ano passado, para ter garantia de que ela seria obrigada a deixar o STJ até 5 de novembro deste ano, quando completa 70 anos. Eliana, no entanto, antecipou sua aposentadoria para disputar as eleições. 

Despedida Vão atingir este ano a idade limite de 70 anos no STJ os ministros Gilson Dipp, atual vice-presidente do tribunal, Arnaldo Esteves Lima e Ari Pargendler.
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TIROTEIO
A nova política que Eduardo Campos defende não passa de retórica. Quando precisa, o PSB oferece cargos do governo em troca de apoio. 

DA DEPUTADA ESTADUAL TERESA LEITÃO, presidente do PT-PE, sobre a entrada do PSDB no governo pernambucano e a aliança da sigla com o PSB.
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CONTRAPONTO
 
Despertador ligado
Na confusa votação da Medida Provisória dos Portos, que se estendeu até a madrugada em uma sessão de maio do ano passado, o então líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), reclamou que um ponto do projeto negociado pela Casa foi retirado do texto levado a votação. 

-Após isso ter sido acordado e acolhido, houve a supressão da proposta -disse Sampaio.
Emanuel Fernandes (PSDB-SP) brincou: 

-Sr. presidente, o nosso líder disse que algo havia sido acordado. Dado o adiantado da hora, eu espero que não tenha sido acordado algum parlamentar aqui! 

Com ANDRÉIA SADI e BRUNO BOGHOSSIAN

6 de outubro de 2013

Decisão de Marina eleva a pressão sobre Dilma

A inesperada aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva para a disputa de 2014 aumentou a pressão sobre a presidente Dilma Rousseff. No PMDB, seu principal aliado, o clima, “que já estava azedo” segundo políticos do partido, piorou com o novo quadro. Os peemedebistas voltaram a falar em liberar os diretórios regionais para fazer coligações estaduais como eles próprios quiserem. Reclamam de que, para se vingar de Campos, Dilma e o PT tiraram do PMDB o Ministério da Integração Nacional para entregá-lo aos irmãos Cid e Ciro Gomes, fortalecendo seu grupo no Ceará.
— A aliança de Marina com Eduardo está provocando um rebuliço enorme — disse o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), que não descarta a construção, no Ceará, de um palanque duplo para Aécio Neves e Eduardo Campos, com o tucano Tasso Jereissati na chapa para o Senado, contra o candidato de Cid Gomes.
Outro motivo de irritação do PMDB é que, para tentar barrar o crescimento de Campos, o Planalto estaria operando fortemente para tirar do partido líderes regionais e parlamentares para fortalecer o PROS, nova legenda de Cid Gomes.

BNC Eleições 2014

25 de agosto de 2013

Marina proíbe apoiadores de discutir 'plano B' para 2014

Apesar da dificuldade em viabilizar seu novo partido, a Rede Sustentabilidade, a ex-senadora Marina Silva "proibiu" a discussão de um plano B para a sucessão presidencial de 2014 caso não consiga o registro para disputar a eleição. Diante dos problemas para certificar as assinaturas junto à Justiça Eleitoral, Marina quer que os aliados mantenham o foco na nova legenda e não alimentem qualquer discussão que não seja a criação da sigla. 

Para ela, falar em plano "B" quando o "A" ainda está em curso enfraquece a mobilização da militância. "Quem tem plano B não tem plano A", justificou o deputado Walter Feldman (SP), hoje no PSDB. 

Até a última semana, o partido havia conseguido certificar 250 mil assinaturas nos cartórios eleitorais, mas precisa do dobro para formalizar o partido. Desta forma, os aliados vão discutir nesta semana se antecipam o pedido junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enquanto concluem o processo de certificação dos apoiamentos. Ainda que a situação seja preocupante, os "marineiros" se dizem otimistas e acham que será possível criar o partido até outubro, prazo máximo para que a Rede seja habilitada para disputar as eleições do próximo ano. "Há motivo de preocupação, mas não de desespero", afirmou Sirkis.

Os aliados de Marina alegam que a Rede cumpriu todas os requisitos exigidos pela Justiça Eleitoral, mas reclamam da morosidade e da burocracia de alguns cartórios, como os de São Paulo e do Distrito Federal, que estariam impondo, segundo eles, um "rigor desproporcional' no processo. "Não nos dão os motivos para a rejeição das assinaturas", criticou Feldman. 

Com Informações do Estado de São Paulo
BNC Política