19 de agosto de 2013

Município deve repassar verbas ao Fundo da Criança e do Adolescente

O município de Olho D´Água das Cunhãs foi condenado em ação civil pública a repassar mensalmente valores para manutenção e funcionamento do Conselho Municipal de Defesa da Criança e Adolescente (CMDCA) e do Conselho Tutelar, sob pena de multa diária de R$ 500,00. A decisão é da 1ª Câmara Cível do TJMA, que manteve sentença da juíza Edeuly Silva.
 
O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou ação contra o município, pedindo o cumprimento de lei municipal sobre a criação do CMDCA e do Conselho Tutelar, bem como o suporte administrativo e financeiro, com o repasse e depósito do numerário previsto na lei. Durante a tramitação do processo, o Município instalou os Conselhos, porém não teria repassado as verbas em benefício da criança e do adolescente, de forma que o Conselho Tutelar estaria em condições precárias, não dispondo de transporte para cumprimento das atividades nem de qualquer verba para material de expediente.
 
Compelido a repassar os valores, o Município recorreu alegando não haver previsão de repasse para os Conselhos, uma vez que o fundo especial não teria sido regulamentado.
 
O relator, desembargador Jorge Rachid, ressaltou a obrigação do município em implementar políticas que visem à proteção da criança e do adolescente, independentemente de lei municipal, conforme determina a Constituição Federal. “É evidente a necessidade de manutenção da sentença, para garantir a aplicabilidade das políticas em favor da criança e adolescente”, frisou.
 
ESCOLA – Na mesma sessão, os desembargadores da 1ª Câmara Cível negaram recurso do Estado do Maranhão, mantendo a determinação para reforma do prédio da Unidade Escolar Nossa Senhora da Assunção, no município de Guimarães, para adequação da segurança e salubridade, com reparo de todas as falhas estruturais no prazo de 180 dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
 
O juiz Ângelo Antonio dos Santos, da comarca de Guimarães, já havia acatado pedido do Ministério Público Estadual, paralisando as aulas na unidade e determinando ao Estado a realocação de todos os alunos em caráter provisório, em razão das precárias condições do prédio.

BNC Justiça

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