Depois
das acusações infundadas veiculadas no jornal O Estado do Maranhão no
último sábado (10), o deputado estadual Rubens Pereira Jr. (PCdoB) usou a
tribuna para questionar o mau uso dos recursos públicos nas obras de
revitalização do Hospital Carlos Macieira.
De
acordo com a reportagem, a oposição estaria tentando impedir o
“desenvolvimento da saúde” estadual ao pedir o bloqueio dos recursos
destinados ao hospital. Entretanto, o que a matéria veiculada em O
Estado do Maranhão não deixa claro aos seus leitores é que a ação
proposta pela oposição visa exclusivamente evitar o superfaturamento e
mau uso do dinheiro público em um hospital que, por exemplo, recebeu R$
70 milhões e sequer possui um centro cirúrgico.
“Com
os mesmos R$ 70 milhões o governo poderia construir quatro hospitais
Socorrões em cidades importantes do estado, o que ajudaria a
descentralizar a saúde”, afirmou Rubens Jr., lembrando que a construção
de uma única unidade macrorregional, teria 100 novos leitos de
internação e 10 leitos de UTI atendendo às cidades contempladas e
regiões vizinhas.
Irregularidades -
As obras para a reforma do hospital foram orçadas inicialmente em R$ 38
milhões e a empresa cearense Fujita Engenharia Ltda foi contratada de
maneira irregular, com dispensa de licitação. Apesar das irregularidades
e depois de repassar cerca R$ 25 milhões à empresa, o governo rescindiu
o contrato e ao ser aberto novo processo licitatório, curiosamente a
mesma empresa foi contratada. Em uma nova licitação, por descumprimento
de contrato, desta vez a campeã foi a empresa Star Engenharia Ltda.
empresa coirmã da primeira contratada.
Desta
vez o orçamento para a conclusão da reforma do hospital foi de R$ 39
milhões, o que somando aos R$25 milhões pagos à primeira empresa
resultariam em R$64 milhões de reais. Mais um aditivo de R$ 6 milhões,
totalizam R$ 70 milhões para a reforma do Hospital Carlos Macieira, que
além de não ter centro cirúrgico, não teve a sua reforma concluída.
A
empresa Fujita Engenharia Ltda contribuiu com R$50 mil para a campanha
de Roseana Sarney ao governo do estado em 2010. De acordo com o portal
da transparência, em 2011 a mesma empresa foi “agraciada” pelo governo
estadual com mais de R$ 7 milhões em pagamentos de notas fiscais.
BNC Parlamento Estadual
