A presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputada
Eliziane Gama (PPS) pediu solução para o problema antigo no abastecimento de
água na capital maranhense na manhã desta quarta-feira (251) durante pronunciamento
na tribuna da Assembleia Legislativa.
“Este
é um assunto reiteradamente discutido nesta Casa e é um problema que parece sem
solução, porque não há decisão real e vontade política para o investimento e solução
desse problema da água na nossa cidade de São Luís”, enfatizou.
A parlamentar destacou os protestos realizados por
moradores que convivem com os transtornos do racionamento e a falta d’água em
São Luís, e que bloquearam ruas da cidade na ultima terça-feira (24).
Na
tribuna Eliziane Gama ressaltou que há bairros que passam três meses sem
receber água e os moradores continuam pagando tarifas. “Ou seja, paga pelo
esgotamento que não existe em São Luís, e praticamente apenas 10% da população
é coberta e desses 10% menos 2%, tem o tratamento do esgoto”, completou.
“Tivemos
uma manifestação com interdição de vias na cidade pela revolta da população. Quando
a população vai para a rua é exatamente para mostrar o descontentamento. Assisti
a entrevista em que o presidente da direção da CAEMA, diz que mais de 60% das
reclamações feitas, não são compatíveis com a realidade. E aí realmente me questiono,
o que isso significa então essas reclamações?”, frisou.
Outra
preocupação da parlamentar é sobre a perfuração desenfreada de poços artesianos,
pois gera um problema ambiental grave. “Hoje a classe média parte para a
perfuração de poços artesianos, a cidade está crivada de poço artesiano, e na
grande maioria das vezes, são poços perfurados, sem nenhum tipo de técnica
adequada. Assim, ao invés de resolver o problema, se cria outro problema, que é
o problema ambiental”, esclareceu.
Eliziane
Gama ainda alertou que a permissão de prestação de serviço da CAEMA em São Luís é dada pela Prefeitura
Municipal. Ela lembrou que no período eleitoral do ano passado já se falava em
revisão do contrato de concessão.
“Não
é responsabilidade somente do Estado, por que é a Prefeitura que dá autorização
para a CAEMA prestar serviço na capital. O atual prefeito se comprometeu a
rever o contrato, e já foi iniciado em estudo técnico, capitaneado pelo
ex-governador José Reinaldo Tavares para rever essa concessão e até o presente
momento não foi apresentado nada”, explicou.
BNC Parlamento Estadual
