Costa: divulgador vai receber o que houver no backoffice
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A Telexfree
entrou com pedido de recuperação judicial na última quinta-feira (19),
informou a empresa por meio de sua página numa rede social. O objetivo,
segundo o comunicado oficial, é proteger a empresa e os divulgadores,
como são chamados os seus cerca de 1 milhão de associados.
Caso seja deferida pelo juiz, entretanto, a
medida suspende por 180 dias todas as cobranças de que a empresa é alvo.
Como o iG
mostrou, em julho a Telexfree era alvo de 176 processos judiciais de divulgadores que exigiam um total de R$ 2,8 milhões.
Além disso, numa recuperação judicial os
credores – inclusive os divulgadores – provavelmente teriam de aceitar
descontos nas dívidas, e um prolongamento do prazo de pagamento, lembra a
advogada Ana Luisa Porto Borges, do Peixoto e Cury Advogados
Associados.
O diretor Carlos Costa indicou, entretanto, que não haverá desconto.
"Sendo aprovada [ a recuperação judicial
], todo divulgador, o que ele tem tem no saldo, no seu backoffice [ como é chamada a conta de cada associado na empresa
], o divulgador vai receber, tá ok? De acordo com o plano apresentado na
Justiça", afirmou Costa, em vídeo divulgado nesta sexta-feira (20) na
página da empresa em uma rede social.
Segundo Costa, a empresa apresentará o plano de recuperação antes do prazo máximo de 60 dias a que tem direito.
"Iremos abreviar no que for possível para a empresa todos os prazos da recuperação judicial."
Acusada de ser uma pirâmide financeira, a Telexfree está com as atividades e as contas bloqueadas desde o dia 18 de junho
, a pedido do Ministério Público do Acre (MP-AC). Segundo Costa, esse
foi um dos motivos para que a empresa pedisse recuperação judicial.
Os representantes da Telexfree sempre negaram
irregularidades, e afirmam que a empresa pratica marketing multinível,
um modelo de varejo legal em que revendedores autônomos ganham bônus por
atrair mais revendedores para a rede. O produto comercializado é um
pacote de minutos de telefonia por internet (VoIP, na sigla em inglês)
que é considerado clandestino pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
.
Recuperação
O MP-AC pediu o bloqueio das contas da Telexfree pois
pretende que a empresa seja extinta e o dinheiro, devolvido aos
divulgadores. Isso, porém, depende do julgamento de uma ação civil
pública proposta pelos promotores, o que não tem data para acontecer.
A recuperação judicial pode ser decretada nesse
intervalo, segundo Ana Luisa, mas a Telexfree teria de apresentar um
plano de recuperação que não leva em conta os valores bloqueados pela
liminar.
"[ A Telexfree
] não pode falar que vai se reinventar quando o Ministério Público
liberar o dinheiro. Tem que ser, por exemplo, porque alguém vai comprar a
empresa, ou que alguém vai investir dinheiro, ou porque há um imóvel
enorme de um dos sócios que será vendido para aumentar o capital", diz
Ana Luisa.
No vídeo divulgado nesta sexta-feira (20),
Costa afirmou que a recuperação judicial é um direito de toda empresa no
País, mas não deu indícios sobre de onde a Telexfree tirará os recursos
necessários à reativação da empresa.
O plano de recuperação, esclarece a advogada,
teria de ser aprovado numa assembleia dos credores. A ordem dos
pagamentos é: primeiro as dívidas trabalhistas, depois os credores que
têm títulos de dívida e, por último, quem não tem nem um nem outro.
Fonte: IG
BNC Economia
Voa telexfree vamos para a vitoria
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