29 de outubro de 2013

Aliados reagem a proposta de votar regras para o BC

O anúncio do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de que colocará em votação até dezembro um projeto que fixa mandatos para diretores do Banco Central já mobiliza – na direção oposta – os aliados do governo no Congresso. A ideia dos apoiadores da presidente Dilma Rousseff é enterrar a ideia o mais cedo possível.

A informação de Renan, feita na manhã da sexta-feira, surpreendeu os integrantes da base aliada. O presidente do Senado avisou que pretende colocar na pauta o substitutivo de Francisco Dornelles (PP-RJ), favorável ao projeto que o ex-líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, apresentou em 2007.

“Não conversei com ele nem com o governo sobre aprovar uma lei que dá autonomia ao Banco Central”, reagiu o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). Ele disse que pretende conversar com integrantes do governo para fechar uma posição sobre o assunto. Ressalvando que se tratava de uma opinião pessoal, Braga afirmou que a matéria não poderia ir a votação sem uma reunião prévia de líderes partidários para “avaliação do quadro”.

O senador petista Delcídio Amaral (MS) fez coro com Braga. “Para o momento, é uma discussão que não precisa ser trazida para o debate”, ponderou. Na avaliação de ambos, o BC já atua com autonomia. “Uma decisão como essa precisaria amadurecer”, acrescentou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Ele já adverte que, se aprovada pelo Senado, a matéria não será votada na Câmara este ano.

BNC Notícias

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