Os trabalhadores em educação da rede municipal de Cajari, município da
Baixada Maranhense, a 200 quilômetros de São Luís, podem paralisar suas
atividades nos dias 14 e 15 de novembro. A decisão depende de três
assembleias da categoria que serão realizadas nos próximos dias, segundo
informações do professor Abimael, representante do núcleo local do
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão
(Sinproesemma).
O professor Júlio Pinheiro, presidente do Sinproesemma, esteve em Cajari
no dia 15 de outubro, Dia do Professor, participando, na ocasião, da
homenagem aos educadores, realizada pelo Sinproesemma, na Câmara de
Vereadores. Ele conversou com os trabalhadores sobre as dificuldades que
vivenciam no dia a dia, tanto os educadores da sede do município como
os da zona rural, na visita ao povoado de Gameleira, a 78 quilômetros da
sede de Cajari.
De acordo com relatos da categoria ao presidente, é necessária a
reestruturação do Plano de Cargos, Carreira e Salários, levando em conta
as novas conquistas da classe como a Lei do Piso, por exemplo. Os
salários estão desvalorizados, há muitos professores contratados (cerca
de 50% dos profissionais que atuam na rede) e uma grande dificuldade de
obter informações na prefeitura, com relação a gastos com educação,
repasse de recursos federais e folha de pagamento.
Jornada de trabalho
Além
da valorização salarial e da realização de concurso público, os
professores querem que a Prefeitura de Cajari cumpra a Lei do Piso,
também no que diz respeito à jornada de trabalho, concedendo à categoria
um terço da carga horária para as atividades fora da sala de aula. “A
jornada deve ser respeitada pelos gestores de todas as redes de ensino. É
uma conquista assegurada na Lei do Piso”, ressalta Júlio Pinheiro,
garantindo dar todo apoio à luta dos educadores de Cajari.
BNC Educação
