Rio de Janeiro - Em coletiva de imprensa no Centro Aberto de Mídia, no Forte de
Copacabana, o presidente da Embratur, Vicente Neto, afirmou ontem que a
Copa permitiu a geração de um milhão de empregos no país, ou cerca de
20% dos 4,8 milhões de vagas criadas durante o governo da presidente
Dilma Rousseff, segundo dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged), do
Ministério do Trabalho. Vicente Neto também destacou que um evento como a
Copa tem impacto positivo e que o governo continua trabalhando para
garantir a manutenção do turismo conquistado durante o evento.
O pré-candidato ao governo do Estado, Flávio Dino, contribuiu com
este processo de forma direta e ativa enquanto esteve à frente da
Embratur, por indicação da presidenta Dilma Rousseff. O órgão é
responsável pela promoção turística do Brasil no exterior e, durante os
dois anos e meio de gestão de Flávio, o número de entrada de turistas no
Brasil bateu o recorde de 6 milhões de turistas.
| Em 2013, o Brasil atingiu o recorde de 6 milhões de turistas |
O setor turístico no Brasil emprega mais de 10 milhões de pessoas e
movimenta cerca de 3,6% da economia. Em 2013, último ano de Flávio Dino à
frente da Embratur, o Brasil foi o 5.º país do mundo que mais criou
empregos ligados ao turismo, segundo levantamento da WTTC, o Conselho
Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês). Os números
tendem a melhorar ainda mais, segundo o estudo. A previsão do WTTC é de
que a geração de empregos em turismo no Brasil cresça 5,1% este ano –
ficando mais de duas vezes acima da média mundial, que deve fechar em
1,9%.
A estimativa é que a Copa do Mundo tenha um impacto de R$ 6,7 bilhões
na economia do turismo do Brasil. Se considerar a economia como todo —
incluindo serviços, investimentos e comércio exterior —, o impacto na
economia como um todo será de R$ 30 bilhões, segundo estudo da Fundação
Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) encomendada pelo Ministério do
Turismo. Esses valores não consideram investimentos em infraestrutura.
BNC Copa do Mundo