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26 de julho de 2014

Pernambuco e os conflitos socioambientais

Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco

Em Pernambuco, o mais mesquinho dos egoísmos é como o governo tem tratado mal a questão ambiental e descuidado da qualidade de vida de sua população, pois não protege a natureza e nem respeita as pessoas. Aqui impera o racismo ambiental.
O crédito público associado às isenções e aos incentivos fiscais e financeiros são armas poderosas que poderiam ser usadas para induzir um novo tipo de comportamento, exigindo integral e verdadeira responsabilidade social das empresas que viessem a se instalar no Estado. Quase a metade do crédito, todo de longo prazo e módicos juros, vem de bancos públicos muitas vezes avalizados pelo governo estadual. Logo, se o governo quisesse, outra forma de desenvolvimento (humano e social) seria possível: bastava induzir boas práticas através de sua força econômica, mudando os incentivos.
Ao invés disso, o governo estadual é o maior promotor de conflitos socioambientais, como nas remoções forçadas dos moradores para as obras da Copa, provocando também degradação ambiental. Merece também destaque a violência praticada pela empresa pública Suape contra os moradores nativos do território abrangido pelo Complexo Industrial Portuário de Suape (CIPS), e o desmatamento local de Mata Atlântica, manguezais e restingas. Somente para citar dois exemplos.
Os primeiros quatro anos de gestão do ex-governador, agora candidato presidencial, foi uma verdadeira catástrofe ambiental, se caracterizando como um governo autoritário, com promessas ilusórias, sem dialogo com os setores da população (quem participou dos seminários do Todos por Pernambuco sabe bem como funcionou), desconsiderando completamente as argumentações daqueles que ousaram apontar as mazelas que estavam ocorrendo em função do crescimento econômico desordenado e predatório, particularmente com relação ao território do CIPS. O autoritarismo aliado à completa falta de dialogo distanciou a gestão estadual dos movimentos sociais.
Foram inúmeras medidas desastrosas adotadas em nome do crescimento econômico, obedecendo a uma mentalidade que tem base na visão ultrapassada do “crescimento a qualquer preço”, ignorando a dimensão sócio-ambiental. O mais lamentável foi o Projeto de Lei Ordinária no 1496/2010 (17 de março) enviado pelo executivo a Assembléia Legislativa (Alepe) referente à maior supressão de mata nativa já ocorrida em Pernambuco (e talvez no Nordeste). Inicialmente previa desmatar cerca de 1.076 hectares (equivalentes a 1.000 campos de futebol) de vegetação nativa em áreas de preservação permanente para obras de ampliação do CIPS. Após pressão e indignação popular este montante foi reduzido para 691 ha (508 de mangue, 166 de restinga e 17 de Mata Atlântica).
A aprovação ocorreu mesmo com o parecer contrário da Comissão de Meio Ambiente da Alepe, que já questionava a supressão dos 88,7 ha de mangue e restingas entre 2007 e 2008, cujas compensações ambientais não haviam sido cumpridas pela empresa Suape, que por sucessivos anos desdenhou do Ministério Público, assinando Termos de Ajustes de Condutas (TAC´s) que não foram respeitados.
Outro empreendimento, em nome de um crescimento econômico a cada dia mais questionado, que resultou na agressão ao que ainda resta da vegetação da Mata Atlântica (somente 3,5%), foi à implantação e pavimentação do contorno rodoviário do município do Cabo de Santo Agostinho, a chamada “Via Expressa”. Dos 11,8 ha suprimidos, 2,6 ha estão localizados em áreas de preservação permanente.
Outra decisão também equivocada na área ambiental, que mostra claramente a inequívoco desprezo pelo meio ambiente e pelas pessoas, foi à opção por tornar Pernambuco um pólo de termoelétricas consumidoras de combustíveis fosseis (o vilão do aquecimento global). A tentativa de trazer para o Estado a maior (e a mais poluente) termelétrica a óleo combustível do mundo, anunciada pomposamente, em julho de 2012, como Suape III (1.450 MW), foi rechaçada pela sociedade pernambucana. Se tal construção fosse realizada, em pleno funcionamento iria despejar, segundo cálculos preliminares, em torno de 20 mil toneladas dias de gás carbônico (CO2). Todavia, a termoelétrica Suape II (320 MW), construída para ser acionada apenas em situações de emergência, funciona diariamente. Ainda na área energética/ambiental, merece destaque o interesse do governador, agora presidenciável, pela vinda da usina nuclear, anunciada inicialmente para o município de Itacuruba, a 512 km de Recife, no sertão, às margens do Rio São Francisco. Com uma biografia dessas na área ambiental, no seu segundo mandato o ex-governador tentou colorir de verde o seu governo. Para isso cooptou seu ex-adversário, candidato do PV a governador, oferecendo-lhe a recém-criada Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade.
Algumas ações foram possíveis, utilizando a figura pública do ex-secretario, que atuou e militou, até então, nas causas ambientais. Com o apoio intensivo da propaganda e do marketing político foi divulgado alguns projetos nesta área. Foram criadas reservas de proteção permanente “de papel”, foi lançado o projeto Suape Sustentável (que até agora não disse para que veio), dentre algumas medidas de caráter midiático. Além disso, foram abertas algumas portas para a projeção a nível nacional e internacional da figura do governador como amigo da natureza, já que a Conferencia Rio+20 se aproximava e se tinha que fazer algo pela imagem do governo na área ambiental.
De 13 a 15 de abril de 2012, aconteceu no Recife uma reunião denominada “Pernambuco no Clima” com o patrocínio do Governo Estadual, da Prefeitura do Recife e da Companhia Hidroelétrica do Rio São Francisco (CHESF). Este evento, como anunciado pelos seus organizadores, foi uma reunião preparatória do Rio-Clima (The Rio Climate Challenge), que ocorreria paralelo a Conferencia Rio +20, no Rio de Janeiro. Nesta reunião, como atestou à relação de participantes, a sociedade civil organizada ficou de fora. Marcaram presença entidades e personalidades com fortes vínculos com o governo nas três esferas, além de personalidades e cientistas nacionais e internacionais que contribuíram para avalizar o aspecto técnico do referido encontro.
Para tornar Pernambuco uma das sedes dos jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, não foram medidos esforços no comprometimento financeiro do Estado e na tomada de medidas socioambientais injustas. Segundo a Secretaria Geral da Presidência da República 1.830 desapropriações ocorreram, sendo 1.538 residências e 292 imóveis comerciais, terrenos, para as obras ligadas a Copa do Mundo de 2014. A truculência das expulsões e as irrisórias indenizações caracterizaram este triste e inesquecível episodio imposto pelo governo do Estado. Somente a construção da Arena Pernambuco e da Cidade da Copa resultou no desmatamento de uma área considerável do fragmento da Mata Atlântica no município de São Lourenço da Mata, situado a 20 km de Recife. O projeto previsto da Cidade da Copa (não executado) abrangeu uma área de 239 ha para construção de todos os equipamentos (prédios residenciais e um hospital). A Arena, única construção existente no local, ocupou cerca de 40 ha desse total.
Hoje a situação não mudou. O que era já planejado na época se concretizou com o lançamento do ex-governador como candidato a presidente. A ex-senadora e ex-ministra do meio ambiente do presidente Lula foi incorporada na chapa que disputará as eleições de outubro próximo. Algo de um pragmatismo exemplar na política brasileira diante das diferenças abismais entre os pensamentos e as ações de ambos em suas respectivas vidas públicas. Mas a politicagem brasileira sempre nos reserva surpresas.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade segue não mãos do partido Verde. E este tem demonstrado o quanto é utilizado, dirigindo uma secretaria de quinto escalão. Problemas ambientais gravíssimos existem em todas as regiões do Estado, e a SEMAS segue o seu caminho.
Apesar das recentes promessas, que não são poucas, a chapa da “nova política” , como se denominam seus integrantes, não é confiável na área ambiental. Mais recentemente demonstrou total desrespeito a inteligência alheia, quando no dia mundial do meio ambiente (5 de junho) a população foi convocada, pelo agora defensor da natureza, o ex-governador pernambucano, a se manifestar através das redes sociais contra o “retrocesso ambiental” do governo federal. A convocação tinha sentido, mas não tinha quem a convocou.
BNC Artigo

15 de julho de 2014

Campanha do bilhão

Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco

Encerrado o prazo legal (em 05 de julho) para o registro das candidaturas ao pleito presidencial de 2014, onze candidatos se registraram junto ao Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com os dados apresentados pelos partidos políticos, o gasto estimado com a campanha será próximo de R$ 1 bilhão de reais. Com nove concorrentes, a campanha presidencial de 2010 totalizou despesa de R$ 289,20 milhões (em valores da época).
Sabemos nós, moradores da ilha da fantasia chamada Brasil, que os valores oficiais apresentados estão longe de representarem o que realmente se gasta em uma campanha eleitoral. Nada se fala dos valores paralelos, o “caixa dois” ou outro nome que se queira dar. Portanto, sem medo de errar, podemos multiplicar por três os gastos oficiais sugeridos para 2014. O que elevaria os gastos na campanha à Presidência da Republica deste ano para mais de três bilhões de reais. Numero impressionante por si só, mas quando se agregam os gastos das candidaturas a governador, deputados federais e estaduais pelo país afora, verifica-se uma deformação, pois as grandes somas em dinheiro envolvidas acabam anulando a vontade popular. Desta forma, o voto não representa mais o cidadão. É o poder econômico que elege para atender aos seus interesses mesquinhos.
O financiamento das campanhas no Brasil, ou seja, o modo como os partidos políticos custeiam suas campanhas eleitorais, segundo a legislação vigente, pode vir de recursos públicos e privados. Oficialmente, a forma de arrecadação e de aplicação dos recursos são submetidas a um complexo conjunto de regras que deveriam controlar, enquadrar e multar o candidato, sempre que houvesse abusos contra as regras eleitorais. Mas não servem para muita coisa. Regras podem ser boas quando cumpridas, no entanto, na ilha da fantasia, é tudo “faz de conta”. A fiscalização praticamente não existe. E quem deveria fazê-la “olha para o outro lado”. Uma vergonha.
Quanto à origem, os recursos destinados às campanhas eleitorais podem ser recursos próprios dos candidatos, doações de pessoas físicas, doações de pessoas jurídicas, doações de outros candidatos, de comitês financeiros ou partidos políticos, receitas decorrentes da comercialização de bens e serviços ou da promoção de eventos, bem como da aplicação financeira dos recursos de campanha.
O projeto Às Claras (http://www.asclaras.org.br/@index.php), atuando desde 2002, mostra que as eleições no país são “compradas” pelos grandes grupos econômicos, que se constituem na fonte mais importante de financiamento das campanhas. As empreiteiras dominam as doações. Para elas é um investimento com retorno certo. Segundo o Instituto Kellog para cada real doado a candidatos, as empresas obtêm R$ 8,50 em contratos públicos.
Os maiores financiadores de campanhas, não por acaso, são justamente aqueles com interesse em licitações de serviços públicos. As mais conhecidas no Brasil, por sua atuação no setor de construção civil, as chamadas “quatro irmãs” – Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez – são as maiores financiadoras das eleições. Alguma dúvida do porquê estas empresas e suas terceirizadas dominam o cenário das obras publicas?
A farsa da democracia é construída desde a legislação eleitoral, que determina as regras do jogo, indo até o empresariado que financia as grandes campanhas eleitorais. Daí a necessária reforma política. Não se pode admitir que nosso país tenha “donos”. Obviamente uma reforma substantiva não ocorrerá com este Congresso Nacional. E talvez com nenhum outro, enquanto não alterarmos sua atual genética, moralmente corrompida.
Para quem ainda não desistiu, a participação é a pedra de toque para as mudanças que a maioria deseja para o país. Se discutirmos sobre as próximas eleições tanto quanto se discutiu sobre o acidente que tirou Neymar da seleção brasileira, com certeza estaremos no caminho para construir um país melhor para a maioria do seu povo.
 
BNC Artigo

14 de julho de 2014

Escândalo dos cambistas: inglês foragido se entrega no Rio

Raymond Whelan era considerado foragido até esta segunda-feiraMarcos de Paula/Estadão Conteúdo
Responsáveis pela operação Jules Rimet, policiais da Delegacia da Praça da Bandeira (18ª DP) informaram que o CEO da Match, Raymond Whelan, que estava foragido desde a quinta-feira da semana passada, se entregou no início da tarde desta segunda-feira (14) à desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, que na semana passada havia concedido o habeas corpus que libertou o inglês após sua primeira prisão no Rio.
Segundo os policiais, a desembargadora entrou em contato com o delegado responsável pela investigação, Fábio Barucke, e solicitou que policiais fossem até o local para buscá-lo. Ele deve ser encaminhado à Cidade da Polícia, no Jacaré, na zona norte do Rio, e depois ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.
O escritório do advogado de Whelan, Fernando Fernandes, confirmou que o CEO da Match se entregou nesta tarde. "O executivo Raymond Whelan está na carceragem do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ele acabou de se apresentar à desembargadora Rosita Maria de Oliveira Netto, da 6ª Câmara Criminal, relatora do processo contra ele", informou.
"Whelan estava acompanhado de seu advogado Fernando Fernandes, para quem disse, ao se apresentar, que 'enfim, poderei iniciar minha defesa criminal'", concluiu a nota divulgada pelo escritório do advogado de Whelan.
Whelan, que é o diretor executivo da empresa parceira da Fifa, é acusado de ser o chefe de um esquema que vendia de forma ilegal ingressos de partidas da Copa do Mundo. O dirigente era considerado foragido desde a última quarta-feira, quando foi decretada a sua prisão preventiva.
Depois disso, Whelan deixou o hotel onde estava hospedado no Rio, pelas portas dos fundos. Assim, quando a polícia chegou ao local para detê-lo, não o encontrou. Foragido, tentou obter a sua liberdade através de um habeas corpus enquanto estava livre, mas não teve êxito. Agora, acabou se entregando.
Fonte: O Estadão
BNC Copa do Mundo

Com 171 gols, Mundial igualou o recorde da Copa de 1998; Brasil é o anfitrião com a defesa mais vazada .


RIO — Houve quem apostasse no colapso dos aeroportos. “As manifestações vão ficar mais violentas”, alertavam outros. A preocupação com os estádios era quase unânime — alguns ficaram prontos em cima da hora, faltou comida e bebida nos primeiros jogos e a internet falhou com frequência, é verdade. Mas, na Copa dos recordes — maior número de gols, ao lado da França-1998, anfitrião com a defesa mais vazada, entre outras marcas —, o tão aguardado vexame veio de onde poucos esperavam: da própria seleção brasileira.
INFOGRÁFICO: Copa dos recordes
A Alemanha conquistou o tetracampeonato mundial — 1954, 1974, 1990 e 2014 — e também o carinho dos brasileiros. Reserva da seleção, Podolski teve tempo o suficiente para usar as redes sociais e foi titular absoluto no quesito simpatia. Demonstrou encantamento com a paisagem do Rio, usou a camisa do Flamengo como um uniforme, escreveu várias mensagens em português e funcionou até como aquele amigo que dá conselhos nas horas difíceis, depois da goleada impiedosa da Alemanha sobre o Brasil: 7 a 1.

Este resultado aliás, foi o mais expressivo já visto em uma semifinal de Copa do Mundo. A seleção brasileira protagonizou outras marcas históricas. Nunca uma seleção anfitriã havia sofrido tantos gols: 14. O recorde anterior pertencia à Suíça, que levara 11 em 1954. Os sete gols feitos pela Alemanha também ajudaram a impulsionar o número total marcado no Mundial, que ficou em 171, igual ao da Copa de 1998, na França.

Contra a Alemanha, o Brasil foi para o intervalo perdendo por 5 a 0, o que só havia acontecido com uma seleção em outras duas ocasiões, ambas em 1974. Naquele Mundial, a Polônia fez cinco gols no Haiti nos primeiros 45 minutos, e a então Iugoslávia marcou seis vezes contra o Zaire.

A partida serviu ainda para que outros recordes fossem consolidados. Klose chegou aos 16 gols e se tornou o jogador que mais vezes marcou na história das Copas. O meia Kroos marcou duas vezes em 69 segundos, o intervalo mais rápido entre dois gols de um mesmo jogador em um Mundial. Por fim, o Brasil levou quatro gols em seis minutos, o que jamais acontecera em um Mundial. Em 1982, El Salvador levou quatro gols da Hungria em sete minutos, assim como a Suíça levara da Áustria em 1954.



Com Informações O Globo
BNC Copa do Mundo

Cariocas comemoram vitória da Alemanha e argentinos choram em Copacabana


Argentino chora em Copacabana após vitória da Alemanha na Copa do Mundo Graça Paes/Zapp News/Divugação


Rio de Janeiro - Moradores de Copacabana, na zona sul do Rio, comemoraram o gol da Alemanha, que derrotou a Argentina na final da Copa do Mundo, como se fosse vitória do Brasil. Aos gritos de "Pelé!" e "argentinos, voltem para casa", cariocas exaltaram a vitória dos alemães. Na orla de Copacabana, invadida pelos hermanos, o clima era de perplexidade e choro dos argentinos.

Entretanto, há torcedores que seguiam mexendo com os brasileiros com a música "Brasil, decime qué se siente" em que dizem que Maradona é melhor do que Pelé. Um grupo subiu em lixeiras e seguia cantando o que virou o hino dos torcedores do país vizinho.

A segurança permanecia reforçada após a partida. Na altura da arena Fifa Fan Fest, havia ao menos oito viaturas da PM, duas da Guarda Municipal e uma da Força Nacional.

Após a partida, o clima chegou a ficar tenso entre torcedores, com focos de tumulto na orla de Copacabana.

BNC Copa do Mundo

5 de julho de 2014

Colunista do suplemento Revista PH publicou, em 29 de junho, a seguinte nota de canto de página: "GAROTAS DE PROGRAMA


sarna


Diário Liberdade - Por Carolina Peters

Deu no O Estado do Maranhão, publicação ligada à família Sarney (foto).

Colunista do suplemento Revista PH publicou, em 29 de junho, a seguinte nota de canto de página:

"GAROTAS DE PROGRAMA – Um grupo de mulheres maranhenses, ainda cheirando a leite, encontra-se em Fortaleza desde o começo da Copa do Mundo. As jovens só voltarão a São Luís após o encerramento dos jogos e o retorno dos turistas aos lugares de origem. Notícias que chegam de Fortaleza dizem que elas estão super felizes com os dólares e euros amealhados em função da Copa."

Aos que estranham o léxico, "cheirando a leite" é isso mesmo que lembra: desmamadas. Em outras palavras, meninas. O Ceará é tragicamente um reconhecido destino de turismo sexual, no qual a exploração de menores tem notoriedade. Com o fluxo de turistas homens, brasileiros e estrangeiros, exacerbado pelo mundial de futebol; o fluxo de meninas e mulheres para suprir a demanda sexual (ou de poder sobre os corpos de outras?) destes também cresce. (E pensar que há quem defenda que o auxílio financeiro de terceiros para a locomoção de pessoas para o exercício da prostituição não tem nadica de nada a ver com o tráfico de pessoas e a exploração sexual, mas cada um que durma com sua fantasia acerca da liberdade que supostamente existe em trocar seu corpo por dinheiro para subsistir. Esse debate rende artigos a parte).

Um dos grandes livros da literatura portuguesa contemporânea, as Novas Cartas Portuguesas (1972), faz o resgate da quase mitológica soror Mariana Alcoforado, autora/protagonista das Cartas Portuguesas (séc. XVII), para discutir, no contexto do salazarismo, o papel da opressão às mulheres – em particular o cerceamento de sua sexualidade – na manutenção do regime autoritário e, no limite, da ordem capitalista que o viabilizou. Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa traçam com primor estético essa relação capitalismo-patriarcado, já estudada e teorizada por autoras de não-ficção, e a inevitabilidade da esquerda enfrentá-los de conjunto, caso realmente desejemos por fim ao capital.

Onde predomina um sistema de concentração do poder político e profunda desigualdade social, as mulheres são particularmente afetadas. Daí que um veiculo de comunicação a serviço da oligarquia local trate com tamanha naturalidade a exploração sexual de crianças e adolescentes. Dentro do coronelismo, o poder político se mantém com amparo do controle ideológico e econômico. Opera através da concentração da terra, da mídia, e do controle sobre o que está no âmbito do privado, das relações sociais que se sobrepõem às relações de trabalho, e controle também sobre a sexualidade das mulheres.

Este talvez seja um caso mais caricato, mas não foge ao que se expressa nos grandes centros. As meninas maranhenses a quem não se permite sonhar mais do que em ganhar dólares e, quem sabe, tirar a sorte grande e desposar um gringo, estão mais próximas das nossas meninas formadas pela Disney do que gostaria a classe média, embora distanciadas pelo abismo social que faz de umas princesas, outras putas. Em nossas metrópoles tão modernas, também a política é regida pelos interesses dos grandes grupos econômicos, a ver pela extensa lista de financiadores de campanhas recompensados com largas fatias do orçamento público. A grande mídia a serviço de grupos políticos e econômicos, que criminaliza os movimentos sociais e barra as opiniões divergentes é a mesma que representa as mulheres como objetos do desejo alheio, sem autonomia, e sem diversidade de cor, de credo, ou tipo físico.

A política não se faz somente no espaço público. Ela adentra nosso cotidiano e delimita em maior ou menor medida nossas possibilidades de ser para além dos rincões onde a literatura sociológica tipificou o Homem Cordial. Modificar profundamente o sistema político brasileiro, sem mexer na mídia monopolizada e estabelecer seu controle pela sociedade, é uma ilusão.
 
BNC Cotidiano

27 de junho de 2014

FIQUE ATENTO: Devido ao jogo da Seleção Brasileira o horário comercial será alterado

São Luis - No sábado (27), a Seleção Brasileira enfrenta o Chile pelas oitavas de final. O jogo acontecerá à 13h, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em decorrência da partida o comércio da Grande Ilha terá, mais uma vez sua rotina alterada. O jogo acontecerá no sábado, portanto o funcionalismo público e agências bancárias não terão seu expediente modificado. Somente o comércio em geral terá seus horários alterados.

Na Rua Grande, centro comercial mais importante da capital, as atividades encerrarão uma hora antes do início do jogo, às 12h, e retornará somente no domingo. A modificação está seguindo recomendação dada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de São Luís (CDL).

Já as lojas situadas nos shoppings receberam orientação da CDL de fechar 30 minutos ou uma hora antes do jogo. As mesmas lojas deverão abrir ao final da partida. As praças de alimentação funcionarão ininterruptamente durante os jogos, haja vista que muitos torcedores assistem às partidas em telões dentro dos shoppings.

Casas lotéricas funcionarão das 8h às 12h e supermercados abrem as portas normalmente, das 7h às 22h, dependendo do estabelecimento. 

BNC Copa do Mundo

24 de junho de 2014

Copa do Mundo:32 Barra bravas já foram impedidos de entrar no Brasil

Rio de Janeiro -Desde o início da Copa, em uma ação de fiscalização intensa e integrada das forças de segurança, 32 barra bravas - torcedores argentinos com histórico de violência - já foram impedidos de entrar no Brasil. Dois já foram notificados internamente a deixar o país em até 72 horas.

A ação faz parte de acordo de cooperação entre o Brasil e a Argentina, que compartilhou uma lista de mais de dois mil nomes de torcedores argentinos com histórico de violência em estádios.

Dos 32 barra bravas impedidos de entrar no país, 18 foram por vias aéreas e 14 por via terrestre. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, 90% dos estrangeiros em movimentação para a partida entre Argentina e Nigéria nesta quarta-feira (25/06) declaram não possuir ingresso e estão interessados na festa pré e pós partida.

Cooperação internacional
O Centro de Cooperação Internacional da Policia no Brasil conta com a presença de mais de 200 profissionais de 31 países participantes da Copa do Mundo e mais cinco outras nações convidadas, além de três organismos internacionais (ONU, INTERPOL e AMERIPOL).

Em média, cada delegação dos países participantes atua no Brasil com sete integrantes. Quatro desses policiais viajam com seu respectivo time e trabalham uniformizados nos estádios onde suas seleções se apresentarão. Esses oficiais estrangeiros de campo conhecem suas respectivas torcidas e poderão auxiliar com ações estratégicas de pronta intervenção. Contudo, eles não portarão armas, atuando em conjunto com as forças nacionais de segurança pública.

Outros três integrantes das comitivas de cada país ficam sediados no Centro de Cooperação, em Brasília, compartilhando o acesso a bancos de dados e visualizando, por meio de câmeras, todos os estádios e deslocamentos de suas seleções, em um vídeo wall, com telões gigantes. Todos os integrantes fixos trabalham no mesmo espaço físico, em constante intercâmbio. 

Fonte: Ministério da Justiça
BNC Copa do Mundo

21 de junho de 2014

Copa do Mundo: Gerou 1 milhão de empregos, diz Embratur

Rio de Janeiro - Em coletiva de imprensa no Centro Aberto de Mídia, no Forte de Copacabana, o presidente da Embratur, Vicente Neto, afirmou ontem que a Copa permitiu a geração de um milhão de empregos no país, ou cerca de 20% dos 4,8 milhões de vagas criadas durante o governo da presidente Dilma Rousseff, segundo dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged), do Ministério do Trabalho. Vicente Neto também destacou que um evento como a Copa tem impacto positivo e que o governo continua trabalhando para garantir a manutenção do turismo conquistado durante o evento.

O pré-candidato ao governo do Estado, Flávio Dino, contribuiu com este processo de forma direta e ativa enquanto esteve à frente da Embratur, por indicação da presidenta Dilma Rousseff. O órgão é responsável pela promoção turística do Brasil no exterior e, durante os dois anos e meio de gestão de Flávio, o número de entrada de turistas no Brasil bateu o recorde de 6 milhões de turistas.
Em 2013, o Brasil atingiu o recorde de 6 milhões de turistas
Em 2013, o Brasil atingiu o recorde de 6 milhões de turistas


O setor turístico no Brasil emprega mais de 10 milhões de pessoas e movimenta cerca de 3,6% da economia. Em 2013, último ano de Flávio Dino à frente da Embratur, o Brasil foi o 5.º país do mundo que mais criou empregos ligados ao turismo, segundo levantamento da WTTC, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês). Os números tendem a melhorar ainda mais, segundo o estudo. A previsão do WTTC é de que a geração de empregos em turismo no Brasil cresça 5,1% este ano – ficando mais de duas vezes acima da média mundial, que deve fechar em 1,9%.

A estimativa é que a Copa do Mundo tenha um impacto de R$ 6,7 bilhões na economia do turismo do Brasil. Se considerar a economia como todo — incluindo serviços, investimentos e comércio exterior —, o impacto na economia como um todo será de R$ 30 bilhões, segundo estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) encomendada pelo Ministério do Turismo. Esses valores não consideram investimentos em infraestrutura.

Com informações de O Globo e portal Copa 2014
BNC Copa do Mundo

20 de junho de 2014

Copa do Mundo: Governo Federal criará o 138 - o “Disque Igualdade Racial”

Rio de Janeiro – O governo brasileiro vai criar um novo canal para recebimento e encaminhamento de denúncias sobre o crime de racismo, o “Disque Igualdade Racial”, anunciou hoje a ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luiza Bairros, em entrevista coletiva, no Centro Aberto de Mídia João Saldanha (CAM).  Será um dos primeiros serviços nacionais deste tipo no mundo e entrará em operação nos próximos meses, por meio do número 138.

“Todas as denúncias de racismo poderão ser rapidamente instituídas e encaminhadas para a atuação das autoridades competentes”, afirmou a ministra sobre o novo serviço.
O governo também está em conversas com autoridades e setores da sociedade para criar uma rede institucional que dê conforto às vítimas de racismo, para que elas denunciem, disse a ministra. A rede inclui Ministério Público, Defensoria Pública e organizações da sociedade civil, entre outros.

Na coletiva, a ministra foi acompanhada do ex-árbitro de futebol Márcio Chagas da Silva, que foi vítima de racismo no início de março passado, quando apitava um jogo do Campeonato Gaúcho, em Porto Alegre. Ele se aposentou da função recentemente.

“Infelizmente, nessa última vez que passei (por discriminação racial), não existia o disque racismo”, disse Chagas da Silva.  “Quem xinga não consegue dimensionar o quanto fere o ser humano.”

Na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, o racismo está se dando mais pela Internet, segundo a ministra, e, embora não haja ainda um balanço dos dados, ela acredita que está em quantidade menor do que se viu nos últimos meses no futebol mundial. Ela acredita que a mudança seja reflexo das campanha “Copa Sem Racismo”, lançada em maio pelo Governo Federal.

"As manifestações racistas aqui dentro do campo são em número menor do que a gente poderia esperar e são até resultado dessa nossa campanha”, disse.

Imagens da Copa devem mostrar a diversidade racial do Brasil e isso deve se ampliar até o final da competição, acredita a ministra. "Copa do mundo é importante porque é um momento em que você reúne pessoas de diferentes culturas, diferentes experiências históricas e diferentes características físicas."

Ela observou que a sociedade está vivendo processos de mudança e que os casos de discriminação aparecem relativamente mais porque este tipo de manifestação deixou de ser vista como natural.  “Maior visibilidade desses casos é um indicador do amadurecimento de nossa democracia.”

O entendimento de autoridades do setor é que o racismo ainda presente no futebol é um reflexo das manifestações diárias de discriminação que afetam os 50,7% dos brasileiros que se declaram pretos ou pardos, segundo dados do censo de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Nos últimos meses, a SEPPIR tem mantido contato com entidades ligadas ao futebol, aos árbitros e às torcidas organizadas para prevenir e conscientizar sobre o racismo, difundindo que tal prática é considerada crime imprescritível e inafiançável no País, com pena prevista de um a cinco anos de prisão e multa pela Lei 7.716/89.

Além do novo canal para recebimento de denúncias, o governo coordena a Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial, que já recebeu, desde 2011, 1.545 denúncias de racismo. O governo também tem o disque 100 para qualquer tipo de denúncia de discriminação, inclusive homofóbica, disse a ministra.  

A criação do Disque Igualdade Racial é mais uma ofensiva do governo brasileiro, que foi pioneiro no mundo na idéia de criar uma Secretaria no primeiro escalão da administração federal, com status de Ministério, para tratar do assunto. Por ter sido o primeiro governo do mundo a institucionalizar a discussão de políticas de igualdade racial, o Brasil é referência internacional na área.

A SEPPIR foi criada em 2003 para formular e coordenar políticas afirmativas de promoção da igualdade racial e garantir os direitos da população negra. Em 2010, o Congresso Nacional aprovou o Estatuto da Igualdade Racial e nos últimos anos aprovou também leis que criam cotas para negros em universidades federais, nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e no serviço público.

A Lei de Cotas nas universidades federais, instituída em 2012, ampliou a presença da população negra no ensino superior gratuito do País. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da UERJ, o número de vagas reservadas para negros, pardos e indígenas subiu 225% entre 2012 e 2014: eram 13.392 vagas.

BNC Copa do Mundo

19 de junho de 2014

Tambor de Crioula Maracrioula fará apresentações em Fortaleza durante a Copa do Mundo

São Luis - O tambor de crioula Maracrioula representará a cultura maranhense na programação artístico-cultural da Copa do Mundo, que está sendo promovida pelo Ministério da Cultura (MinC) nas 12 cidades-sedes do Brasil. O grupo fará seis apresentações entre os dias 4 e 6 de julho em Fortaleza, no equipamento cultural Estoril, sendo no dia 04 (15h e 20h), 05 (14h e 19h) e 06 (14h e 19h).

Com uma indumentária feita especialmente para o evento e um repertório mesclando composições próprias e de outras referências da cultura maranhense, o grupo aportará em Fortaleza com cerca de 30 integrantes, entre percussionistas e coreiras, sob o comando dos mestres Paulo, Seu Antonio e Nonato.

Maracrioula foi o único grupo maranhense habilitado e aprovado no edital Concurso Cultura 2014 do MinC, que tem por objetivo divulgar a riqueza cultural brasileira para cidadãos e turistas que participam do Mundial de futebol no Brasil. Para o presidente do grupo, José Nascimento, é um momento muito importante para a história do grupo, que este ano comemora dez anos de fundação.

“Será muito gratificante participar de um evento internacional, representando o nosso Estado e levando um pouco do nossa cultura para as pessoas que estarão acompanhando a Copa do Mundo em Fortaleza”, afirma Nascimento.

Com sede no bairro Liberdade, o Maracrioula foi criado com o objetivo de trazer os jovens para dentro da manifestação, fazendo com que as novas gerações aprendessem e dessem continuidade ao legado histórico-cultural construído pelos mais velhos. Atualmente, o grupo já conta com três CDs gravados e será um Ponto de Memória, através de um programa do Instituto Brasileiro de Museu (Ibram).

“O tambor Maracrioula nasceu e cresceu em São Luís e tem orgulho de ter a rua como palco principal. Muitas vezes, na chuva ou no sol do meio dia, sempre com vontade e grande prazer de levar nossa cultura e fazeres artísticos a quem nunca viu, e para quem aprecia a manifestação”, sintetiza Nascimento.

Para a viagem, o grupo conta com o apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Desportos e Lazer (Semdel) e da Fundação Municipal de Cultura (Func), além de empresários, deputados estadual e federal, e amigos.

BNC Cultura

16 de junho de 2014

Maracanã comemora 64 anos com os torcedores

Rio de Janeiro - O Maracanã completa 64 anos, nesta segunda-feira (16/06), e convoca os torcedores para comemorar a data, entrando em campo e mostrando todo o seu amor ao templo do futebol. Pela hashtag #Maraca64anos, a torcida poderá enviar suas fotos pelo Instagram oficial do Maracanã e ter sua paixão pelo estádio compartilhada na rede.
 
O estádio foi construído para receber a Copa do Mundo de 1950. No dia 16 de junho daquele ano foi a partida de estreia, com o confronto entre as seleções do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os paulistas venceram por 3 a 1 e o meio-campista carioca Didi foi o autor do primeiro gol da história do templo do futebol. A final da Copa de 1950, em que o Brasil foi derrotado pelo Uruguai por 2 a 1, foi o primeiro de muitos momentos marcantes que tiveram o Maracanã como palco.
 
O milésimo gol de Pelé em 1969, a atuação de gala de Garrincha que rendeu o segundo título Carioca ao Botafogo em 1962, o Campeonato Brasileiro conquistado pelo Flamengo em 1980 sob o comando de Zico, o gol de barriga de Renato Gaúcho que deu o Campeonato Carioca ao Fluminense em 1995, o Tricampeonato Brasileiro do Vasco, capitaneado por Edmundo, em 1997 e a vitória do Brasil sobre a Espanha na Copa das Confederações de 2013 foram algumas das emoções vividas por milhares de torcedores que passaram pelas arquibancadas do Maraca.
 
“Grande parte da minha vida esportiva vivi aqui. É como sempre digo: não existe Maracanã novo ou antigo. Existe um Maracanã mais bonito, confortável e seguro hoje. Em 1963, eu vim assistir ao Fla x Flu, na final do Carioca. Aquele colorido da arquibancada nunca mais saiu dos meus olhos. E foi uma felicidade para mim, que tinha 10 anos na época, ver o Flamengo sair campeão”, disse Zico, maior artilheiro do Maracanã, com 333 gols marcados, durante o Media Briefing da Fifa no estádio, ocasião em que o Maracanã foi parabenizado pela data.
 
Mas o futebol não reinou sozinho nestes 64 anos de história do estádio. A missa realizada pelo Papa João Paulo II em 1980, o show da banda Kiss, o Rock In Rio 2 e o Grande Desafio de Vôlei entre Brasil e União Soviética são exemplos da grandeza do Maraca também fora das quatro linhas do campo.
 
Do início da operação pela concessionária Maracanã, em julho de 2013, a maio deste ano, 2.348.542 torcedores assistiram aos 90 jogos realizados no período; foram marcados 261 gols; Juninho Pernambucano, então jogador do Vasco, marcou o primeiro gol da reinauguração na partida contra o Fluminense e 40 clubes jogaram no templo do futebol.
 
O estádio passou por uma grande reformulação para realizar a segunda final de Copa do Mundo de sua história em 2014. Atualmente, o Maracanã tem capacidade para receber 78 mil torcedores, que aproveitam o jogo com excelente vista para o campo de qualquer um dos quatro setores (norte, sul, leste e oeste). São seis rampas de acesso, 292 banheiros, 60 bares, 17 elevadores e 12 escadas rolantes para atender ao público.
 
Período Fifa
 
O Maracanã informa que desde o dia 22 de maio até 18 de julho será o período de uso exclusivo Fifa para preparação e realização da Copa 2014. Desta maneira, a entidade assume o comando de itens como segurança, alimentação, bilheterias, ingressos, serviços de telecomunicações, credenciamentos, instalações complementares, entre outras atividades. A previsão é que o Maracanã retome a operação do estádio em 18 de julho. O Tour Maracanã também fica suspenso no período de 20 de maio a 20 de julho.

Copa atrai 600 mil turistas estrangeiros

Rio de Janeiro  – A Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 será responsável pela vinda de turistas de 186 países ao país. A maioria deles, 62% estão vindo ao Brasil pela primeira vez. A informação é do ministro do Turismo, Vinicius Lages, que participou de entrevista coletiva hoje no Centro Aberto de Mídia João Saldanha, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. Segundo Lages, mais de 3,1 milhões de brasileiros e 600 mil estrangeiros devem viajar pelo Brasil devido ao evento. A previsão do governo é que esse fluxo de turistas injete R$ 6,7 bilhões nas 12 cidades-sede.


Somente no Rio de Janeiro, com apenas um jogo até agora, ingressaram US$ 50 milhões na economia local em três dias, considerando o custo médio de gastos com traslado, hospedagem e alimentação. A avaliação é do secretário de Turismo do Estado do Rio, Claudio Magnavita.


Ele citou estimativas de que 50 mil argentinos vieram ao Rio para ver o jogo em que a seleção do país vizinho derrotou a Bósnia-Herzegovina ontem por 2 a 1 no Maracanã. No total, os argentinos gastaram em média US$ 1 mil durante a estada na cidade. Boa parte dos turistas não tem ingressos para as partidas e, apesar disso, participaram do clima de festa da Copa. Eles se espalharam ao longo de domingo por toda a cidade.


Para além da receita gerada no torneio, a Copa representa uma oportunidade de visibilidade para o Brasil. De acordo com o ministro do Turismo, o país está vem se mostrando como receptivo, hospitaleiro. Lages avalia de maneira muito positiva o balanço do evento. Na Copa das Confederações, no ano passado, 138 cidades brasileiras foram visitadas. “Esse número deve pelo menos dobrar com a Copa do Mundo”, destacou.


Segundo o Ministério do Turismo, a maior visibilidade do Brasil se dá também para quem não veio ao país. Cerca de 3,6 bilhões de pessoas, quase metade da população do planeta, está acompanhando a Copa por TV, internet, celular ou outros meios.  

Projeção de gastos por cidade-sede
Cidade-sede Estrangeiros Brasileiros Gastos no Brasil
Belo Horizonte
62.388
322.340
R$ 695.627.806,45
Brasília
79.610
411.319
R$ 887.652.035,48
Cuiabá
27.945
144.381
R$ 311.585.545,16
Curitiba
26.645
137.666
R$ 297.091.883,87
Fortaleza
65.313
337.449
R$ 728.238.745,16
Manaus
28.595
147.739
R$ 318.832.777,42
Natal
27.945
144.381
R$ 311.585.545,16
Porto Alegre
42.242
218.251
R$ 470.998.835,48
Recife
37.368
193.068
R$ 416.653.200,00
Rio de Janeiro
89.846
464.203
R$ 1.001.781.829,03
Salvador
48.741
251.828
R$ 543.461.748,39
São Paulo
63.362
327.375
R$ 706.490.048,39
TOTAL PREVISTO
600 mil turistas
3,1 milhões de turistas
R$ 6.690.000.000,00

Copa do Mundo: Governo brasileiro envia medicamentos às vítimas de enchentes de Natal

Rio de Janeiro (16 de junho de 2014) - O governo federal vai contribuir para a assistência à população de Natal (RN) atingida, desde a semana passada, por fortes chuvas. Diante da situação de calamidade pública, decretada nesta segunda-feira (16) pela prefeitura municipal, o Ministério da Saúde decidiu enviar kit composto por medicamentos e insumos com capacidade para atender cerca de 1.500 pessoas ao mês.

Cada kit pesa 240 kg e contém 48 itens, sendo 30 tipos de medicamentos e 18 insumos para primeiros-socorros, incluindo antibióticos, anti-inflamatórios e ataduras. O material deve chegar ao município até esta terça-feira (17). Natal é uma das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo. Nesta segunda-feira, a cidade foi palco da partida Gana versus Estados Unidos.

Além de disponibilizar os medicamentos e insumos, o Ministério da Saúde mantém contato diário com as autoridades do município de Natal e do estado do Rio Grande do Norte para acompanhar a situação e avaliar sobre a necessidade de envio de profissionais de saúde vinculados à Força Nacional do SUS (FN-SUS). Até o momento, no entanto, a situação tem sido conduzida com base no plano municipal de contingência de inundação do município e com o apoio do Estado.

Criada em novembro de 2011 para agir no atendimento às vítimas de desastres naturais, calamidades públicas ou situações de risco epidemiológico e eventos de massa, a Força Nacional do SUS é acionada quando é considerada superada a capacidade de resposta do estado ou município. Atualmente, a força conta com 12.869 voluntários distribuídos em todo o país.

A Força Nacional possui equipes assistenciais para resposta às emergências em saúde pública e apoio à gestão em eventos de massa. Desde sua criação, participou de 23 missões, sendo 11 de desastres naturais, sete de apoio à gestão local nas diversas situações, quatro de desassistência e uma relacionada às tragédias.

Para solicitar o apoio da Força Nacional do SUS, o município, ou o estado, deve decretar situação de emergência, calamidade ou desassistência. Com isso, tem início a etapa nominada “missão exploratória”, quando profissionais vão até o local para fazer um diagnóstico da rede de saúde e verificar a necessidade de apoio em relação aos equipamentos, insumos e recursos humanos.

A Força Nacional também mantém nove módulos para montagem de hospitais de campanha, que contam com acessórios como ar-condicionado, gerador elétrico, pias e telefone satelital para uso em locais sem acesso a celular. A estrutura é utilizada em caso de necessidade nas emergências de saúde pública em apoio às cidades.

BNC Copa do Mundo

15 de junho de 2014

Copa do Mundo movimenta R$ 25 bilhões na economia do país

São Luis - Tem início hoje o maior evento esportivo do planeta, a Copa do Mundo, que será realizada no Brasil pela primeira vez em mais de 60 anos. Além da paixão, a Copa traz ganhos concretos para o país - são pelo menos R$ 25 bilhões a mais sendo movimentados na economia. Estes recursos são movimentados pelos turistas brasileiros e estrangeiros que viajarão pelo Brasil nos 30 dias de jogos, beneficiando principalmente o comércio.
 
O pré-candidato ao governo do Estado, Flávio Dino, contribuiu com este processo de forma direta e ativa enquanto esteve à frente da Embratur, por indicação da presidenta Dilma Rousseff. O órgão é responsável pela promoção turística do Brasil no exterior e, durante os dois anos e meio de gestão de Flávio, o número de entrada de turistas no Brasil bateu o recorde de 6 milhões.
 
O setor turístico no Brasil emprega mais de 10 milhões de pessoas e movimenta cerca de 3,6% da economia. Em 2013, último ano de Flávio Dino à frente da Embratur, o Brasil foi o 6º país do mundo que mais criou empregos ligados ao turismo, segundo levantamento da WTTC, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês). "Fico feliz de contribuir com a geração de renda em nosso país, em um setor tão vivo da economia brasileira e maranhense que é o turismo", afirma Flávio Dino, hoje pré-candidato ao governo do Maranhão. 

Propostas para o Maranhão
Hoje coordenador do Diálogos pelo Maranhão, Flávio Dino defende o investimento no turismo como incentivo ao desenvolvimento do estado e para geração de emprego e renda para os maranhenses. O Movimento já percorreu mais de 100 cidades e ouviu cerca de 45 mil pessoas de todas as regiões do estado.

Entre as 63 Propostas para um Maranhão com Desenvolvimento e Justiça Social, há o investimento na estruturação e na promoção dos polos de turismo interno e internacional atualmente explorados no Maranhão. Os investimentos, conforme consta no documento, serão voltados prioritariamente para os segmentos sol e praia; ecoturismo e turismo de aventura; cultura; negócios e eventos.
 
BNC Copa do Mundo