Editorial do Jornal Pequeno
Não é verdade. Você não precisa deixar
que um parente morra ou permitir que seus males se agravem por falta de
atendimento de urgência e emergência no Socorrão II. Todos esses flashes
na televisão fazem parte de mais um ato político desproposital e cruel
da mídia da família Sarney. A postura alarmante visivelmente
comemorativa da denúncia é constrangedora e expõe a que ponto pode
chegar na defesa de seus interesses o grupo político no poder.
Mas não é verdade. O Socorrão II continua
recebendo pacientes de urgência e emergência. A interdição aconteceu
com base num relatório de cinco anos atrás. Foi anunciada no jornal O
Estado do Maranhão quando a secretária municipal de saúde, Helena
Duaillibe, recebia a imprensa, no próprio Socorrão II, para dar notícias
de medidas adotadas pelo prefeito Edivaldo Holanda para humanizar o
atendimento de urgência e emergência em São Luís.
São medidas que esvaziaram de macas e
doentes os corredores do Socorrão II, o que acontece pela primeira vez
desde sua inauguração. Entre essas medidas estão a aquisição de quatro
máquinas de hemodiálise para a Santa Casa e quase 100 leitos de
retaguarda na Santa Casa e no Hospital Universitário.
O ímpeto da desinformação só alarma a
população. Plantar fatos desfavoráveis à administração municipal e
organizar pautas entrevistando populares revoltados pode estar
contribuindo para uma desgraça ainda maior.
Por essas e por outras é que o jornalismo
atrelado a grupos políticos desserve à sociedade. Aproveitaram o fato
da interdição para acusar o prefeito de falta de capacidade
administrativa e financeira para melhorar a qualidade dos serviços que
são prestados na rede hospitalar. Mas já sabiam que a interdição tem
base num relatório de 5 anos atrás, como sabiam também que a secretária
Helena Duaillibe ia anunciar o fim de pacientes em macas nos corredores
do Socorrão II.
Todos os meios de comunicação em mãos de
Sarney, pelo menos 90% dos que existem no Estado, foram convocados para
anunciar a pantomima de que o Socorrão II não recebe mais pacientes de
urgência e emergência. Não deixe seu filho sofrer. Como o relatório que
provocou a interdição tem 5 anos, uma época em que Edivaldo Holanda
Júnior ainda nem sonhava em ser candidato, o que lhe exclui da
responsabilidade pela situação do Socorrão naquela época, a Procuradoria
Geral do Município está recorrendo da decisão que determinou a
interdição do hospital. Portanto, legalmente, o hospital continua
recebendo pacientes de urgência e emergência.
Disso também eles já sabiam. Mas preferiram desinformar e faltar com a verdade.
BNC Saúde