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12 de julho de 2014

NO JEITO: Segurança reforçada para a final no Maracanã


Força Nacional de Segurança já a postos nos arredores do estádio Maracanã para a final
 

Cassio Zirpoli
Enviado especial
Rio de Janeiro - O Maracanã amanheceu sitiado neste sábado. A operação de guerra visando à segurança na final da Copa do Mundo de 2014 começou com a chegada de brigadas da Força Nacional e das viaturas do Batalhão de Choque da Polícia Militar ao estádio. Durante todo o Mundial, o Mário Filho foi cercado 24 horas por algumas viaturas, da polícia militar ou da guarda municipal. Para a grande decisão, grupos mais militarizados foram destacados. A ação deu início ao perímetro de segurança, num processo paulatino até a hora da partida, marcada para as 16h de domingo.
 
Com metralhadoras e outras armas de grosso calibre, os oficiais presentes nas calçadas do Maraca deixam claro o objetivo de inibir qualquer aglomeração nos arredores - problema registrado duas vezes neste Mundial, nos jogos Argentina 2 a 1 Bósnia e Chile 2 a 0 Espanha. A Avenida Maracanã, onde fica o portão principal do estádio, com a estátua de Bellini, e a Rua Eurico Rabelo, que dá acesso ao centro de mídia, serão as primeiras vias completamente bloqueadas. Na manhã de domingo, apenas pessoas com ingressos e carteira de identidade terão acesso.

O plano traçado para a organização da partida entre alemães e argentinos conta com um efetivo de 26 mil pessoas, o maior da história do futebol brasileiro. Engloba o estádio, bairros vizinhos e até a fan fest em Copacabana. Tamanho ímpeto na segurança leva em conta a presença de 15 chefes de estado na tribuna de honra e a visibilidade do jogo, que deve passar de 700 milhões de telespectadores mundo afora.

Com Informações do Correio Braziliense
BNC Copa do Mundo

17 de janeiro de 2014

Choque contém 2º princípio de rebelião em um dia em Pedrinhas, no Maranhão

São Luis - Homens do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar) e a Força de Segurança Nacional revistaram as celas do bloco A da CCPJ (Central de Custódia de Presos de Justiça), localizada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, por conta de um motim realizado pelos internos do local na noite desta quinta-feira (16).

Este é o segundo tumulto registrado na unidade em menos de 24 horas. À tarde, presos quebraram seis grades de celas do bloco A da unidade prisional. O tumulto foi contido pela PM e Força Nacional e do Geop (Grupo Especial de Operações Penitenciárias).

Os presos que se rebelaram estão envolvidos nos ataques a quatro ônibus ocorridos no último dia 3, em São Luís, quando cinco pessoas ficaram feridas pelo fogo ateado em um dos veículos, que estava circulando pelo bairro Vila Sarney, em São José de Ribamar (região metropolitana de São Luís). Uma menina de seis anos morreu vítima das queimaduras, com 95% do corpo queimado. Três pessoas continuam internadas, duas em estado grave.
Na noite desta quinta-feira, a BR-135 chegou a ser interditada por familiares de presos, que estão nos arredores do Complexo de Pedrinhas deste a tarde tentando obter notícias dos internos. A obstrução durou cerca de uma hora e os manifestantes foram dispersos após a chegada da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

A Sejap (Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária) não informou se há feridos no segundo tumulto. A Corregedoria e Ouvidoria da Sejap revistaram as celas neste momento.

Os presos rebelados querem que a tropa da PM saia do complexo de Pedrinhas e que haja afrouxamento nos procedimentos se segurança e nas revistas. Desde a última segunda-feira (13), presos de três pavilhões da CCPJ estão em greve de fome, se recusando a receber a alimentação oferecida pela unidade prisional.

A CCPJ abriga internos que participam dos grupos criminosos Bonde dos 40 e PCM (Primeiro Comando do Maranhão), facção ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Em relatório após a visita, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) apontou ainda que mulheres de presos que não são líderes de facções são estupradas em dias de visita pelo comando dos grupos criminosos do complexo de Pedrinhas para que os maridos não sejam assassinados. Há relatos de estupros fora dos presídios a mando dos líderes de facções.

O Estado passa por uma crise na área se segurança pública, que tem como foco o complexo de Pedrinhas. Superlotado, com 1.700 vagas e 2.200 presos, o complexo registrou 62 mortes desde o ano passado - 60 em 2013 e duas neste ano.

Fonte: Uol
BNC Maranhão