A deputada Cleide Coutinho (PSB) ocupou a tribuna da Assembleia
Legislativa nesta quarta-feira (14) para destacar que aconteceu na tarde
do dia 13, na Sala das Comissões da Casa, uma reunião solicitada pelo
vereador do Município de Caxias, Jerônimo Cavalcante (Presidente da
Federação das Apae’s do Estado do Maranhão e presidente da Apae de
Caxias), com o objetivo de discutir assuntos de interesse das pessoas
com deficiência atendidas pelas Apae’s, no que diz respeito aos seus
direitos a educação e livre escolha das famílias pelo local onde devem
educar seus filhos.
Na reunião estiveram presentes, além da deputada Cleide Coutinho, a
presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputada
Francisca Primo (PT), as deputadas Vianey Bringel (PMDB), Gardênia
Castelo (PSDB) e Valéria Macedo (PDT), o deputado Rubens Pereira Júnior
(PC d o B), o presidente da Federação das Apae’s, vereador Jerônimo, e
de vários outros presidentes de núcleos de Apae’s de diversos municípios
do Estado do Maranhão: Brejo (Baica); Vargem Grande (Neide); Araioses
(Jacinta); São Luis (Pedro Afonso); Belagua (Reginaldo); Coroatá
(Teresinha); Santa Inês (Luciete), Zé Doca (Fátima), Pinheiro
(Rucival).
De acordo com a deputada Cleide Coutinho, durante a reunião foi
demonstrada a preocupação com o fechamento das Apae’s, caso o projeto de
lei nº 8.035/2010, que cria o Plano Nacional de Educação PNE, para
vigorar de 2011 a 2020, seja aprovado pelo Congresso Nacional, sem levar
em conta a nova redação aprovada pela Câmara Federal.
A parlamentar esclareceu que, enquanto que o texto original do
referido projeto de lei “universaliza para a população de quatro a 17
anos o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede
regular de ensino”, a Câmara alterou o texto, e diz: “o atendimento
escolar aos alunos com deficiência, preferencialmenteserá realizado na
rede regular de ensino, garantindo o atendimento educacional
especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou
serviços especializados, públicos ou comunitários, nas formas
complementar e suplementar em escolas ou serviços especializados,
públicos ou conveniados”. Assim, com a alteração do texto, as Apae’s
estão incluídas.
Na avaliação de Cleide, fica claro então que é importante que seja
aprovado o novo modelo redigido pela Câmara Federal e que, entrando em
vigor, protegerá as famílias interessadas que, dessa maneira, poderão
escolher livremente o local onde cada filho poderá ser educado e, com
isso, as Apae’s - que têm prestado tão relevantes serviços sociais - não
serão desativadas, continuando a prestar seus valiosos serviços à
população.
AÇÕES IMEDIATAS
A parlamentar salientou que no Maranhão existem em funcionamento 99
Apae’s, das quais 52 trabalham na área de educação. A deputada informou
que, ao término da reunião, ações foram propostas e que deverão
acontecer, visando evitar um impasse, caso não sejam atendidas as
reivindicações que, inclusive, são capitaneadas não só pelos presidentes
das Apae’s, mas também pelas famílias dos interessados.
Ficou acertado que serão realizadas duas ações imediatas para
proteger as Apae’s do Estado do Maranhão pela Assembleia Legislativa: a
primeira é a elaboração de uma Moção, solicitando a inclusão em
definitivo, no projeto de lei, do novo texto aprovado pela Câmara
Federal, que é a Meta 4. Assim, estará garantido o atendimento escolar
opcional na rede regular de ensino ou na rede especializada dos alunos
com deficiência. A moção deverá ser assinada por todos os deputados e
encaminhada ao Congresso Nacional.
A segunda ação imediata é a realização de uma grande reunião dos
presidentes das Apae’s do Maranhão com os deputados e o Conselho
Estadual de Educação, que acontecerá no Plenarinho da Assembleia
Legislativa, no dia 28 de agosto. O objetivo é receber do Conselho o
apoio necessário para que sejam reconhecidas como centro de estudos as
Apae’s que possuem salas de aulas regulares.
Finalizando seu pronunciamento, a deputada Cleide Coutinho declarou
que “desse modo temos certeza que os deputados se agregarão ao movimento
Apaeano, visando promover e defender os direitos de cidadania da pessoa
com deficiência e como consequência a sua inclusão social. Com isso, as
Apaes do Maranhão e de todo o Brasil devem continuar funcionando e
prestando relevantes serviços ao seu povo”.
BNC Parlamento Estadual